sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Alô, cupido

Vê se me deixa em paz.

Mas eu falo sério. Vê se me erra, cara. O que é que eu te fiz pra você me perseguir desse jeito?
Não, espera. Pensando bem, eu não quero ouvir a resposta pra essa pergunta. Começo a achar que eu fiz alguma coisa muito ruim numa vida passada lá na Grécia Antiga, porque só pode ser isso.

O fato é que eu já tô por aqui com essas suas flechas engraçadinhas. Toda vez que você aparece é só dor, decepção, coração partido, enfim, o baile todo. Me faço de boba - sempre -, passo vergonha, passo por todas as fazer de negação e aceitação, pá e bola... Pra dar merda no final. Porque sempre dá merda no final.

Aí quando eu acho que estou me recuperando e está tudo bem... PÁ. Outra flechada. Eu já devo estar que nem o sujeito daquele samba, parecendo táuba de tiro ao álvaro. Por acaso você me usa pra praticar sua mira ou coisa assim?

A questão é que isso tudo só faz mal pra sua reputação, meu amigo. E pra minha sanidade mental. Então vamos fazer um trato? Você fica bem longe de mim voluntariamente, ou juro que contrato um daqueles advogados pra me arrumar uma daquelas ordens de restrição ou sei lá o quê.


Opa, esqueci que você trabalha com flechas e tal

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On other news, o feriado de Carnaval vem aí, o que significa que eu vou ler muitos livros. Vou tentar falar a respeito deles pra sacudir a poeira disso aqui.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Palavras apenas

Desde pequena eu gostei de ler. O gosto pela escrita, ao que me parece, é só uma consequência natural desse gosto de ler; portanto, não é de espantar que eu também sempre tenha gostado de escrever. Rabisco (embora hoje em dia eu só digite, pra ser bem franca) palavras desde que aprendi a formar um texto coerente, se não me falha a memória.

Ao longo dos anos produzi uma infinidade de contos tosquinhos, fanfictions, tentativas de livros, crônicas que são pura válvula de escape pra frustrações e amores não correspondidos, pseudo-poemas que de poemas não tem nada, diários e talvez algumas outras coisas aqui e ali. Já participei de revista adolescente. Já tive texto meu comentado num trabalho de Letras da maior faculdade da minha cidade (admito que hoje tenho até vergonha alheia de mim mesma - existe isso? - da minha reação ao trabalho na época. Maturidade é uma coisa que realmente vem com o tempo, posso atestar). Já me arrisquei até em texto teatral (e tive o orgulhinho de ver duas amigas queridas e talentosíssimas interpretarem o texto). As pessoas me dizem que falo e escrevo bem, mas acho que é pura consequência da quantidade de livros que eu leio. Eu sou simpática com as palavras e elas costumam ser simpáticas comigo de volta. É uma simples relação de troca.

Agora, eu não sei o que é que tem acontecido comigo atualmente, mas parece que as palavras, essas danadas que sempre foram minhas amigas, andam me abandonando. Por sorte eu ainda consigo fazer uma boa dissertação na faculdade com um pouquinho de esforço, mas não encontro mais o meu refúgio nas palavras como eu fazia antes. Estava triste, estava feliz, estava inspirada? Eram sempre elas as minhas companheiras.

Hoje em dia não é mais assim. Acho que, talvez, eu tenha encontrado outras válvulas de escape. Mas isso não impede a nostalgia de bater. Saudades do tempo em que eu conseguia dizer tudo o que eu quisesse, da forma que eu quisesse, apenas empregando coleções de letrinhas que me vinham naturalmente. Melancolia ao pensar em toda a falta que escrever me faz - acho que só eu consigo ter a exata dimensão.
Não dá pra tentar explicar. Me faltam palavras.


Talvez elas estejam chateadas comigo. Talvez eu não esteja dando a elas a atenção que merecem.

Queria tanto que nós voltássemos a ser amigas.

Palavras, vamos fazer as pazes?

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domingo, 17 de janeiro de 2010

A vida vem e vai

É fato: quando chegam as férias eu perco noção total do tempo.

Já é Natal? Já passou o ano-novo? Já estamos no meio de Janeiro? Que dia é hoje, pelo amor de Deus?

E eis que chegou 2010 e eu nem lembrei que isso aqui existia. Isso é bom? Isso é ruim? Não sei dizer. A falta do que blogar me incomoda e, como eu disse, me sinto engessada. Ainda estou resolvendo o que vai ser disso aqui, se é que vai ser alguma coisa.

Por enquanto, visitem o meu novo projeto, por favor:

CLICA AQUI, BROU

E, se gostarem, repassem para seus amigos. Please? ;)

Até breve!

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Geek Shopping

Com licença, com licença, mas eu vou nerdar aqui hoje, oká?

SPOOOOOOCK ♥
Olha o que eu achei de R$30,00 por DEZ REAIS hoje na loja de brinqueeeedos?? *-*


Hoje fui no shopping com minha tia e meu priminho, trocar um presente de aniversário dele antes que começasse o furdunço de fim de ano e pá.
Entramos na Ri Happy (nome mais brega de loja de brinquedos ever) e lá estamos nós, correndo pra cima e pra baixo, vistoriando a sessão de jogos de tabuleiro, revirando a loja pra achar o brinquedo para trocar... Quanto titia fala "Olha, Gabi, bonequinhos de Star Wars".

Eu fui curiar, né, nerd que eu sou. Tinha váárias coisas se Star Wars, sabre de luz e tal, fiz batalhazinha de sabre de luz com meu priminho e tudo. Enfim, como acredito que o povo da organização das lojas acha que porque tem "Star" no nome é a mesma coisa, do lado estavam logo os bonequinhos de ST.

E, vou te contar, o filme não fazer sucesso derrubou o preço dos bichinhos.
Tinha um Spock grandão, uns 25 cm se meu olhômetro não me falha, de R$ 199 por R$ 99. Realista e bonitão, todo detalhado, cara. ;__;

Tinha também o comunicador e o tricorder... Mas o que me deixou BABANDO mesmo foi o phaser. Cosplayer PRECISA de um troço daqueles, and I mean it! Os outros dois são meio mêa-boca Paraguai feelings, mas o phaser é bem decente. O plástico é legal, a escala não é zoada do tipo "só criança pode usar sem ficar bizarro" e ele vira a ponta pra alternar entre os modos "stunn" e "kill" 8DDD Pena que os gadgets não estavam na promoção - e eu provavelmente não poderia pagar por eles mesmo que estivessem.

Conhecendo os novos companheiros de estante :D
"Live long and Prosper, companheiros de estante." "Peace and Long Life, novato." "Shhh-hhhrrr"


Aí eu estou lá, olhando os bonequinhos e pá, no maior astral tipo "Olha que fofo, tem a sala de teletransporte e a ponte de comando" quando encontro uns bonequinhos do Chekov, com a roupinha vermelhinha de cadete. Olhando com mais atenção para a etiqueta, vejo "De R$29,99 por R$9,99".

R$ 9,99.

R$ 9,99.

Coros de aleluia ressoaram nos meus ouvidos nesse momento, sem brincadeira.
Aí, claro que a próxima coisa que me passou pela cabeça, conhecendo minha sorte e tudo é "Putz, aqui só vai ter chara tipo o Nero, o Chekov e o Sulu. Spock e Kirk vão ser os primeiros a vazar".
Aí tiro o primeiro Chekov, vem outro Chekov, tiro esse segundo e... SPOCK.
SPOCK.
BONEQUINHO DO SPOCK POR DEZ PILAS.
Naquela hora, juro que não me importei com o tamanho do mico. Catei o bichinho e comprei mesmo. E ainda deixei um McCoy com roupinha de cadete lá na loja. (Os outros dois eram, como previsto, Sulu e Chekov)

Por sinal, no site só o Chekov tá por esse preço, CONFIRÃO.

E, vou te contar: muito mais válido que os bonequinhos do Burger King, com o cabeção desproporcional, e as surpresinhas FAIL³³ de Avatar do McLanche Feliz desse mês. Os Na'Vi tem um design tão legal, super estilosos com aquela pegada Smurf misturado com Thundercat (como bem o Judão - ou o Jovem Nerd, agora não lembro - definiu), e o McDonalds conseguiu AHAZAR os bichos. Ficou bizarrão, MESMO.

Meu SpoSpo é muito mais gracinha e pelo menos uns 4 mangos mais barato. Ainda veio com base de apoio que dá pra usar como insígnia da Starfleet, cintinho, arminha e uma mãozinha pra trocar a mão do Live Long and Prosper. :'DDD

It's life, Jim, but not as we know it.
"Diário de bordo, data estelar 2009.340. Durante uma exploração do novo ambiente ao qual fui sumariamente introduzido, encontrei esta criatura pouco usual. Ela chama atenção pela falta de proporções anatômicas. O que seria este curioso animal?"


Massa foi o comentário de minha amiga quando contei isso pra ela.

- Nossa, Bee... Que orgulho, você está virando uma geek adulta!

Hihihihi. :B

Agora só falta o livro "Crime em Vulcano", a HQ que saiu no Brasil e a camiseta Spock for President, e minha vida estará um pouco mais completa.

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ei, ei, ei

Parece que a idéia da Sexta Nerd não funcionou, não?

Tsc. Eu sou uma vergonha como blogueira.

(Se isso serve como desculpa, na sexta retrasada eu tava tão gripada que eu não conseguia pensar em nada. Na sexta passada... Eu estava saudável e não conseguia pensar em nada. Sorry)

Pois é, Dreamer Bee, pois é... As coisas estão complicadas.

Falta de tempo, falta de saco, e, principalmente... falta de assunto.

Sei lá. Eu simplesmente não sou o tipo de pessoa que bloga sobre "coisas sérias" e não tenho feito nada "não sério" ultimamente digno de nota. Não tenho tido tempo pra ir ao cinema, não tenho lido livros que não tenham a ver com a faculdade, jogar videogame é só às vezes mesmo...
E também não estou com necessidade de escrever aqueles posts chatos e profundos, ou pelo menos não algo remotamente publicável na internet.

Então peço paciência e que lidem com a falta de notícias por enquanto.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Enenhuma

Desde o começo do ano, quando falaram que o ENEM ia substituir o vestibular, eu pensei cá com meus botões: "Isso não vai prestar".
E selando a minha sina de Mãe Gabriela do Gantuá (lê seu futuro na borra do leite em pó), não é que deu problema mesmo?
E, vou te contar, nunca me senti tão mal por estar certa.
Nessa história toda, não sei o que me entristece mais.

Talvez seja constatar que os respensáveis pela educação no nosso país não estão nem aí pra gente mesmo. As intenções deles podiam até ser louváveis, mas pelo amor. Até eu, uma zé-ninguém que acabou de sair do Ensino Médio, percebi que não ia dar tempo de montar uma logística decente pra aplicar a prova. Muito menos pra fazer ela valer como vestibular pra ene instituições de Ensino Superior. Aliás, "prova menos massacrante" pra quem? Só se for pra eles. Eles já VIRAM o tamanho da prova do ENEM? Enfim, continuando...

Talvez seja descobrir que a empresa responsável pela aplicação da prova é a baiana Consultec e pensar no impacto negativo que isso vai ter na aplicação de concursos e vestibulares no meu já pobre e dilapidado estado.

Talvez seja o descaso com os estudantes, que nada têm com a burocracia do MEC, mais perdidos que cego em tiroteio, sendo jogados, saracoteados pra cima e pra baixo, sem saber direito o que está acontecendo e tendo os seus planos todos bagunçados - não só os planos a curto prazo, mas até mesmo a longo prazo, já que esse estresse todo pode vir a afetar o rendimento deles no vestibular... E aí quem perde a vaga na faculdade são eles, né, não o funcionário do MEC.

Ou talvez tenha sido ver, no dia seguinte a esse escândalo, todo mundo comemorando Olimpíadas no Rio.
É, gente. Comemoremos Olimpíadas no Rio. Brademos "Yes, We Créu". Vamos esquecer o desmazelo que é o sistema de ensino no nosso país, mais preocupado com estatísticas pra fazer bonito lá fora do que com ensinar de verdade. Deletemos das nossas mentes a falta de consideração, o sentimento de impotência de milhares de prejudicados, a vergonha de morar em um país que não considera o jovem em formação.

O que me remete de volta ao começo do ano, quando expressei a minha descrença no novo ENEM com o já citado "Isso não vai prestar".
O que me responderam?
"Pra que você se preocupa? Você já tá na faculdade."

Aham.
Porque isso não me atinge.
Eu não preciso me preocupar com o ensino, com o futuro do meu país... Não é verdade?

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sábado, 1 de agosto de 2009

Final de festa, músicos a pé

Hoje eu fui, pelo (conta nos dedos) 5º ano consecutivo, ao mais tradicional evento de anime e mangá de Salvador: o Anipólitan.

Desde 2005 - como vocês obviamente devem ter contado acima - eu bato cartão no Anipólitan. Desde 2005 eu me divirto, de uma maneira ou de outra... Ou pelo menos era assim.

Acho que cada ano foi de um jeito, diferente, e mudando comigo; quero crer assim. Hoje, ao sair do evento com um vazio enorme no peito, me peguei pensando em como o Anipólitan me acompanhou e de, alguma forma, influenciou a minha adolescência, mesmo só acontecendo uma vez por ano.

Em 2005... Foi o meu primeiro Anipólitan. Eu era uma garotinha transbordando genuína euforia por finalmente, FINALMENTE acontecer um evento de anime e mangá na minha cidade. Me dirigi ao 2 de Julho duas horas antes de começar o evento, tomei sol de rachar a cabeça e fazer o fulano pedir misericórdia, enfrentei fila monstruosa, fui uma das primeiras pessoas a entrar nas imediações do Colégio. Os cosplayers eram uma meia dúzia de gatos pingados e eu os achei o máximo mesmo assim. Só havia uns 4 stands que se valesse a pena visitar, e eu amei todos eles.
(Teve tumulto no stand da JBC, imagina só! Essa vai ser uma das cenas inesquecíveis da minha vida, um bando de gente se amontoando numa baderna desordenada e gritando "TIO! ME VÊ FRUITS BASKET 6, 7 e 8 PELAMORDEDEUS!")
Todos os meus amigos estavam presentes e a gente se divertiu horrores. Comprei uma touca do Mokona e uma camiseta de FMA. Mario se apresentou no festival Cosplay e nasceu uma lenda que perdurou até 2006.
Clássico, épico.

Em 2006, eu cheguei com a convicção que o Anipólitan, e não a Disneylândia, era o lugar mais feliz da Terra. Comprei a minha plaquinha. Todos LIAM as plaquinhas uns dos outros. Mendiguei dinheiro pra comer yakissoba - e consegui. Os stands continuavam com filas homéricas, embora não tivesse mais gente se degladiando por um mangá de Fruits Basket. Cantei no Aniokê - e segundo minhas amigas, tive minha performance estragada por uma menina aleatória que cantou a mesma música comigo. Sim, minhas amigas ainda estavam lá. Não todas, mas estavam. Comprei mangá e entrei nas exposições só pra descansar as pernas da andança do dia. A gente dava voltas e mais voltas e mais voltas naquele 2 de Julho minúsculo, adorando tudo aquilo! Mario se apresentou de novo no festival Cosplay. Não foi tão épico, mas foi muito bom.
Divertido, louco. Momentos divididos com gente legal.

Em 2007, voltei ao 2 de Julho no mesmo espírito de 2006; é até meio difícil diferenciar os dois no meio do turbilhão da memória, mas lembro que foi uma ano divertidíssimo porque a quantidade de cosplays bem-feitos começava a aumentar. Ainda havia aquele clima de "família", então nós não nos fizemos de rogadas e simplesmente começamos a stalkear cosplays. Digo, coisa de stalker mesmo. A gente via um cosplay do Edo e gritava "OLHA O EDO, ABRAÇA O EDO!", ia lá e abraçava. Sim, isso mesmo. Insano, pouco usual, constrangedor e hilariante! Teve até um Kakashi que levou uma carreira da gente até o ginásio do colégio. Muitas das amigas que foram comigo em 2005 já não estavam lá em 2007, mas eu havia conhecido novas amigas e elas se apresentaram em peso. Juntou o que sobrou da galera antiga com a galera nova que veio.
Ainda louco e engraçado, o clima se mantinha.

No meio do caminho, veio o AniBahia, que pra mim não foi grandes coisas, mas valeu a pena por todos os stands paulistas que a Yamato trouxe pra Salvador...

Chegamos em 2008. O Anipólitan mudou de lugar. O pobre 2 de Julho não dava mais conta; era pequeno demais. Pelo menos a faculdade Universo era mais acessível para nós, meros mortais que dependem das caronas dos pais e que rezavam por alguma coisa acessível no centro da cidade. Fomos, eu e duas amigas minhas, saindo de casa na hora prevista pra começar o evento - e comigo quase tendo um surto por causa disso, já que eu havia chegado com antecedência nos outros anos. Encontramos o resto do pessoal de 2007 lá, também. Só duas pessoas que haviam ido em 2005 estavam lá, se bem me lembro.
A cara do evento tinha mudado. Vários stands novos, muitos cosplays bem-feitos; tirei muitas, muitas fotos! A gente comeu yakissoba. Eu quebrei minha plaquinha. Comprei um Mokona de pelúcia.
Muita coisa estava acontecendo ao mesmo tempo. Não sei onde se deu o Aniokê. A fileira de stands era claustrofóbica de tão apertada.
Voltei pra casa, feliz ainda, realizada. Mas não fui mais nos dois dias do evento, como havia ido em todos os anos anteriores. Me fez falta? Acho que sim, mas decidi relevar.

E veio esse ano. Saí de casa uma hora depois do horário previsto pra começar o evento. Muita gente, muitos stands, muitos cosplays (muitos cosplays RUINS também), muito tudo... Gente conhecida tinha, esbarrei com várias pessoas. Na maioria das vezes nem pude parar pra conversar; dei oi, tudo bem?, tchau e tive que seguir atrás de minhas duas amigas, duas, que foram minha companhia durante o evento e das quais eu tinha medo de me perder em meio à multidão esmagadora que circulava entre os stands. E ficar sozinha.(Sem crédito no celular, ainda por cima.) Eu e minha plaquinha, segunda, comprada porque a primeira quebrou ano passado. Não sei nem porque me dei ao trabalho; quase ninguém mais lê. Somos um bando de gente estranha que não mais se conhece e, além disso, não quer se conhecer. Conhecer gente nova e fazer amizade no Anipólitan? Ficou pra trás!

Não encontrei mais meus amigos de 2007. De 2005, sobrou uma das amigas que estava comigo. Somos todos adultos, não? Temos todos responsabilidades. Gastar tempo em convenção de anime é coisa pra criança; nem gostamos tanto de anime assim agora; não é?

Ponto positivo? Stand da Comix. Foi muito bom ver eles visitando a nossa cidade pela primeira vez. E ao mesmo tempo dá uma amargura saber que as editoras não mais dialogam com os fãs a ponto de se dignarem a mandar seus próprios representantes para o nosso evento, nós, que vivemos no cafundó que é a Bahia; não, vai tudo através da loja especializada. Stand de editora, só no Anime Friends, que é em São Paulo, centro cultural, econômico e tudo o mais do Brasil. Mas o saldo é positivo, porque eles vieram trazendo coisa à qual a gente não teria acesso por outros meios, até porque tem editora *cofcofNEWPOPcofcof* que NÃO ENVIA material pra bancas e fãs de fora do Sudeste se ferram bonito.
(Ressalto aqui que quero meu volume UM do Grimm's Manga... O 2 é MUITO bom, mas o 1 simplesmente NÃO TINHA MAIS quando cheguei. Terei que comprar pela internet?)

Protesto também porque tinha altas coisas de Star Wars e nada de Star Trek. Ainda amo SW, mas Guerra dos Clones tirou um pouco o meu tesão, falando sério. Agora vai ficar na base do desenho 3D mal feito pra vender pra criança; George Lucas, no dia que vocês fizerem mais um LIVE ACTION decente da série a gente volta a se falar, beijos.
Nem comprei nada além de mangá, porque resolvi guardar todo o meu dinheiro pra comprar o DVD de Star Trek quando sair em novembro.


E ao final disso tudo, eu me pergunto... Mudou o Anipólitan? Mudaram minhas amigas? Mudou a mentalidade da turma com a qual a gente se identificava?

Ou mudei eu?

E pensando em tudo isso, sinto amargura. Vontade de chorar mesmo, porque páro e me dou conta. Amanhã vai ter mais um dia de evento, 2010 provavelmente teremos Anipólitan mais uma vez...
E eu não quero mais voltar.

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sábado, 9 de maio de 2009

Espanando o pó

Pois é. Computador pifado, falta de motivação e de coisas interessantes pra comentar me fizeram largar esse pobre blog.
Só não está pior que o Verborragia, coitado, porque Deus sabe que fazer tirinha exige muito mais logística do que simplesmente sentar e escrever um post. Sei lá, ter a idéia, desenhar, retocar, passar o nanquim pra depois escanear e postar... Tô quase deletando o blog só de escrever isso.

Enfim. Não tenho saído com minhas amigas. Não tenho visto filmes. Não tenho lido coisas interessantes (ou tenho lido e não consigo pensar em nada interessante pra escrever).

Basicamente, minha vida foi sugada por um professor consumidor de Coca-Cola Light Tudo bem, risca isso. Não posso culpar só o coitado do meu professor embora ele tenha sua parcela de culpa também. Não saio com minhas amigas porque nossos horários nunca batem. Não tenho ido ao cinema porque cinema sozinha geralmente sucka, é depressivo e os ingressos estão pela hora da morte. Não tenho lido coisas interessantes porque os livros também estão pela hora da morte.
Então o tempo que me sobra é tragado pelo meu professor. Ta-da!

Tirei OITO em neuropsicologia, P-RRA!

Pra não dizer que eu não fiz nada das coisas listadas acima, recentemente li Coraline (que era um livro que eu queria ler faz um tempo já) e hoje assisti Monstros vs. Alienígenas (eu sei, eu sei).

Quem sabe, talvez, se eu tiver saco, saia uma resenha decente dos dois, mas basicamente o que eu achei foi:

Coraline - Assustador pacas. O mais incrível é que as ilustrações assustam mais do que o texto em si. Não sei como tem gente que se diverte desenhando aquele tipo de coisa; eu não consegui dormir direito durante três dias pensando nos desenhos daquele bendito livro.

Tem certas coisas que não deviam ser ilustradas, não mesmo.

E o mais estranho é que a gente nunca sabe ao certo O QUE É a Outra Mãe. Até hoje isso me encafifa.

Monstros vs. Alienígenas: Serviu para me comprovar que eu sou realmente uma nerd autêntica, já que eu fui uma das duas pessoas no cinema que riu quando o Presidente dos EUA faz a saudação do Spock no filme e provavelmente fui a única que riu quando mencionaram o "Código Nimoy".

Não que eu realmente goste de Star Trek. Na verdade eu nunca assisti.

Mas eu gosto de The Big Bang Theory, em grande parte por culpa dela...

Antes de ir embora, só queria desejar feliz Dia das Mães a todas as mães, em especial à minha mãe porque ela é linda e eu a amo <3

MÃE, AMO VOCÊ!




... Então, mais alguma coisa? É, acho que não.

No próximo milênio eu volto, bjsmliag.

Live long and prosper.

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Normalidade tem gosto de papelão

Rotina não tem sabor. Não tem gosto bom. Tem gosto de papelão, que nem aqueles biscoitos cream craker que ficam no pacote por tempo demais.

Eu continuo bloqueada. Não consigo mais escrever aqui, não sei por que. Nada de interessante acontece. Eu poderia falar sobre faculdade, mas estranhamente não tenho vontade. Agora que acabou a escola, as coisas simplesmente sossegaram mais.



...Aaah! Hoje comi um cheeseburger duplo. Como eu não costumo comer sanduíches de duas camdas, isso É um acontecimento.

Então, pra espantar o tédio, aí vão mais alguns daqueles testes sem utilidade mas que são tão, tão divertidos!

Em edição especial de comidas:




You Are a Vanilla Cupcake



You are very sweet and mellow. You are easy going and easy to like.

You are drawn to those stronger personalities. You get along with powerful people.



You are like a cupcake because you appeal to almost every type of person.

You are friendly and accepting. You bring out other people's best qualities.

What Flavor Cupcake Are You?





You Are Pumpkin Pie



You're the perfect combo of uniqueness and quality.

You're able to relate to many types of people with many different tastes.

But you're by no means generic or ordinary.

In fact, you're one of the most original people around.



Those who like you are looking for something (or someone) special.

You tend confuse people when they first meet you. But you're not as complicated as you seem.

Even though you have a lot of spice and flavor to you, you're never overpowering.

You are a calm and comforting force in people's lives.

What Kind of Pie Are You?





You Are Fruit Loops



You're very fun loving and easily bored.

You need everything in your life to be over the top.



You are definitely attracted to shiny and colorful objects.

If kids love something, you tend to love it as well.



You a very short attention span and are easily distracted.

You are likely to eat something very random for breakfast... or forget to eat it at all.

What Kind of Cereal Are You?


Esse do cereal saiu assustadoramente verdadeiro! o_o




You Are Strawberry Ice Cream



A bit shy and sensitive, you are sweet to the core.

You often find yourself on the outside looking in.

Insightful and pensive, you really understand how the world works.



You are most compatible with chocolate chip ice cream.

What Flavor Ice Cream Are You?





You Are Green Tea Pocky



Your attitude: natural and zen

You are peaceful yet full of life. You've spent time pondering the meaning of life.

You are considered deep, thoughtful, and wise.

You're halfway to tantric bliss!

What Flavor Pocky Are You?


Pocky de chá verde, ECA >__o




Your Ice Cream Personality:



You are an incredibly modest person. You don't feel comfortable bragging about yourself... or even receiving complements.



You are a pretty cautious person. You look before you leap, and you don't leap often. There's a bit of a wild child within you, but it doesn't get out often.



You are a somewhat open minded person, but deep down you're fairly conservative. You don't like trying new things very much. And if you do find something new you like, you stick with it.



You are a natural multitasker. You feel alive when you're doing more than one thing at a time.



You can be a big dramatic and over the top sometimes. You are bold in every way

The Ice Cream Personality Test





You Are Milk Chocolate



A total dreamer, you spend most of your time with your head in the clouds.

You often think of the future, and you are always working toward your ideal life.

Also nostalgic, you rarely forget a meaningful moment... even those from long ago.

What Kind of Chocolate Are You?





You Are a Chocolate Cake



Fun, comforting, and friendly.

You are a true classic, and while you're not super cutting edge, you're high quality.

People love your company - and have even been known to get addicted to you.

What Kind of Cake Are You?





You Are Apple Juice



You're very likable and quite popular. It's hard not to find something to love about you.

You are playful and fun. You try to bring levity to situations.



While you are entertaining, you're not very hyper or mischievous.

You are laid back, low key, and even a bit sensitive.

What Kind of Juice Are You?





You Are a Cinnamon Latte



Deep down, you are a sensitive soul. You just want to be loved and appreciated.

You may have a spicy attitude, but you're all sweetness on the inside.



You are dependable and loyal. You have you life together, and you're able to be there for other people.

You like nothing more than a warm, cozy house filled with friends and loved ones.

What Flavor Latte Are You?





You Are Coffee



You are highly ambitious and goal oriented. You feel like there isn't enough time in your day to get it all done.

You are outgoing and creative. You love talking with people, thinking up crazy plans, and then acting immediately on them.



When it comes to caffeine, you'd like a refill. You can almost always use an energy boost.

Life is too short. You're going to get as much out of it as you can. You live for today.

Are You Coffee or Tea?





You Are a Caffe Vanilla Frappuccino



Smooth and sweet, you fit in to almost any crowd. No one would suspect you of being a coffee tweaker!

What Flavor Frappuccino Are You?





You Are a Plain Ole Cup of Joe



But don't think plain - instead think, uncomplicated

You're a low maintenance kind of girl... who can hang with the guys

Down to earth, easy going, and fun! Yup, that's you: the friend everyone invites.

And your dependable too. Both for a laugh and a sympathetic ear.

What Kind of Coffee Girl Are You?





You Are Cheese Pizza



Traditional and comforting.

You focus on living a quality life.

You're not easily impressed with novelty.

Yet, you easily impress others.

What's Your Pizza Personality?





You Are a Ham Sandwich



You are quiet, understated, and a great comfort to all of your friends.

Over time, you have proven yourself as loyal and steadfast.

And you are by no means boring. You do well in any situation - from fancy to laid back.



Your best friend: The Turkey Sandwich



Your mortal enemy: The Grilled Cheese Sandwich

What Kind of Sandwich Are You?


E com esses testes eu descubro que sou todas as comidas chatas e tradicionais =DD

Façam, é divertido!

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Reminiscências

Acordo no meio da noite.
Me levanto. Vou beber água.
Volto para cama. Tento pegar no sono de novo.
Mas não é fácil.
Viro. Reviro. Na minha cabeça, também reviro; minha mente começa a vagar e a divagar, bandeando-se para o lado das coisas que eu não quero lembrar.
Me frustro. Desespero. Tento mudar o rumo dos meus pensamentos. Tento com todas as forças pensar em outras coisas. Fico combatendo minha própria cosciência; o sono foi-se há tempos.
Não dá. Não aguento.

Levanto novamente.
E venho desafogar tudo no computador.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Janela Indiscreta / Sonhos bobinhos / Aleatoriedades

Esses dias eu me peguei na casa de minha tia olhando os prédios que cercam a varanda dela. A distância é reazoável, mas como era noite e as luzes estavam acesas, dava pra ver direitinho os apartamentos.

Apartamentos são como mundos fechados em si mesmos. Têm a mesma planta, mas acabam ficando com a cara da pessoa que mora lá. Acho que seria como... uma projeção da individualidade de cada um?

Constatar isso é divertido, mas ao mesmo tempo me deixa triste, não sei porque. Olhar apartamentos, por algum motivo, me traz um sentimento de solidão indescritível.

Vai ver porque são, afinal, mundos fechados em si mesmos.

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Algum de vocês, por acaso, tem um sonho bobinho?

Sonhos bobinhos, ao meu ver, são desejos despretenciosos.
Não são grandes o suficiente pra serem "sonhos" nem pequenos o suficiente para serem "vontades".

São, então, sonhos bobinhos.

Meu sonho bobinho é tocar violão.Acho tão bonito quem senta, pega o violão e consegue tocar direitinho todos os acordes, todos os ritmos, todas as músicas.

Recentemente comecei a trabalhar pra realizar o meu sonho bobinho. Minha mãe comprou um violão (ela sabe tocar; mamãe é minha ídola) e de vez em quando eu sento, pego ele e arrisco uns acordes.

A, D, G, A, D, G, A, D, G, E, A, D...

O que é isso? O começo de "Eduardo e Mônica", a única música que eu consigo "tocar", bem devagar e cometendo um mundo de erros.

Não é muita coisa, mas já é algo. Pra o começo de um sonho bobinho, está de bom tamanho.

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Poxa, 11 COMENTÁRIOS no último post? O___O" Tô chocada, sério... Nem esperava tudo isso ^^' Deu trabalho retribuir, mas eu consegui!
(Se eu não retribuí, foi porque não consegui comentar no seu blog por algum motivo)

Muitas pessoas pediram pra eu mostrar meus blogs antigos. Nem morta que eu faria isso, mas aí vai um trechinho especialmente selecionado pra vocês entenderem do que eu estava falando:

" Terça-feira, Maio 04, 2004

Êêêêêêêê =D tou recebendo um MONTE d vírus, mas eles NUNCA conseguem me pegar >=D SEUS BOBÕES!!!! >=P nhééé... bem...

[INSIRA AQUI UM TRECHO VERGONHOSO DEMAIS PRA EU POSTAR NESSE BLOG]

Ahhh, ti lindoooo =} (a quem eu tou tentando enganar?)
Mudando d assunto... tou pensando em mudar o template... e pra refrescar vcs Ñ vai ser d InuYasha XD hahaha puis é.... fui.
"

Entendem agora por que eu tenho vergonha dos meus blogs antigos? Pois é. É por isso.

Acredite, eu dei ctrl + c ctrl + v nessa porcaria. Meus olhos queimam. Eu nunca devia nem ter colocado isso aí.

Mas enfim, todo mundo fez uma besteira ou duas na vida, não?

Então é isso. Beijos e queijos pra vocês, amores :***

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domingo, 14 de dezembro de 2008

Posta à prova

Hoje foi o primeiro dia da minha segunda fase da Universidade Foderal Federal da Bahia. Dia de prova específica, dia exclusivo da área 5. A famigerada "área de artes".

Podem me chamar de preconceituosa - eu não tiro sua razão - mas a minha primeira impressão, assim que pisei o prédio do campus da Faculdade de Educação, foi de ter adentrado uma das maiores populações de bicho-grilo por metro quadrado de Salvador.

Tudo bem que meu cabelo bicolor não é a coisa mais ortodoxa do mundo, mas mesmo assim.

Senti que todos me olhavam de cima abaixo, pensando "Sua poser. O que você está fazendo aqui? Você devia estar fazendo a específica de psicologia. LÁ é o seu lugar".
Ou talvez fosse só a velha e boa hostilidade de concorrentes a uma vaga em uma das faculdades de acesso mais difícil do Brasil.
Ou talvez seja mania de perseguição da minha parte, o que também é altamente provável.
Mas tenho a sensação de que fui posta à prova de várias maneiras.
Não só porque a prova de História da Arte estava uma danadinha. Tive que lutar contra meu medo e minha inseguança. Tive que lutar contra a sensação de deslocamento - sabe, aquela sensação chata de que você é o único peixinho dourado no meio do aquário de ornamentais? - enquanto consultava meu nome na listagem de salas, em meio a garotos de cabelo comprido e garotas de cabelo curto. A prova é o mais fácil, se formos pensar bem. É a minha vontade de continuar que está sendo testada.

Tudo bem, amanhã vão ser 8 horas de prova sem contar a pausa pro almoço, mas quase me sinto sortuda quando olho pra o esquema de provas do povo de Artes Cênicas. Além de várias oficinas e provas de interpretação, eles vão ter que fazer prova de direção e prova oral.

Juro pra você que se eu tivesse que fazer prova oral na frente de uma banca de professores da UFBA, eu cometia harakiri autêntico, ao vivo e a cores. E provavelmente conseguiria um 10 pela performance.

Mas enfim. Terça-feira minha vida terá voltado ao normal, e aí eu vou espanar o pó de alguns posts arquivados aqui e postar com decência.

A redação? Sinceramente, o tema era uma moleza. Acho que tem temas do TDB mais desafiadores do que aquilo. Sei que se me der mal vai ser por mole meu, até porque não escrevi com muita boa vontade, e acho que o resultado final não saiu muito coerente - embora eu tenha feito o possível para que saísse.

O grande problema de redação no vestibular são as amarras que te prendem. O tema era família, e se fosse aqui no blog, sinceramente eu escreveria alguma coisa com o título "O que o totó e o papai têm em comum?"
Mas era a UFBA. E pode apostar que eu fiz uma coisa muito mais ortodoxa.

Mesmo estando rodeada de gente que era tudo, menos ortodoxa. São as ironias da vida.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vagarosa

Ando sumida por pura falta de assunto, ou por mansidão excessiva.

Minha vida entrou num ritmo tão tranqüilo que nem tenho mais o que dizer.

Acabei oficialmente o Ensino Médio. Não sou mais uma aluna do 3º ano! Não sou mais uma aluna de colégio! Agora nem sei mais o que sou. Estou tendo uma leve crise existencial. É muito estranho não ser mais obrigada a assistir as aulas, é muito estranho ter em mãos de repente essa alegria toda.

Mas a crise existencial é, como eu disse, leve, não perturba o ritmo macio dos meus dias.
Estudando, de pouquinho em pouquinho. Ainda tenho segunda fase... Mas tenho muito tempo e muito pouco o que estudar.

Me divertindo, de pouquinho em pouquinho. Tive um ano duro e ninguém é de ferro.

Cuidando da casa, de pouquinho em pouquinho. Dando uma mãozinha pra mamãe.

Dormindo tarde, acordando tarde. Nada é corrido ou apressado. Sinceramente, adoraria que as coisas permanecessem assim.
Mas eu tenho consciência de que essa é só a bonança antes da tempestade. Então porque não aproveitar? Já que eu descobri que minha faculdade de psicologia começa dia 26 de janeiro. Lá vou eu vestir um jaleco e fazer experiências com ratinhos. Mágico.
(É sério, a gente faz mesmo experiências com ratinhos)


Agora, deixa eu ir aproveitar meu espasmo de felicidade. Vou pro meu quarto, me deitar na minha cama e, idilicamente, vagarosamente, ler meu livro de História da Arte.

Prometo que vou tentar não sumir.

Beijos e queijos.

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domingo, 16 de novembro de 2008

Temos muito tempo

O ano está acabando, mas ainda dá tempo para...
encontrar a felicidade. Brega? Talvez. Mas é porque muita gente não sabe onde procurar, então passa a vida toda correndo atrás dela. Acha que felicidade é ficar com fulaninho, é ganhar uma bolsa, um carro ou aquela blusa. "Ah, meu Deus, já posso morrer feliz!" Confesso que algumas vezes já pensei assim. Mas agora vejo que não é nada disso. Porque depois que se consegue todas essas coisas, o que resta?
Ainda dá tempo de perceber que a felicidade está em sorrir pra alguém e receber um sorriso de volta. Em passar embaixo daquela árvore cheia de flores e aspirar o perfume. Sentir o sol em sua pele, dar risada, se divertir com quem você ama. Dizer às pessoas que você ama que você as ama - é importante! Fazer alguma coisa pra fazer alguém feliz. Está em viver o dia de hoje, sem esquecer de lutar pelos seus sonhos.
Uma amiga uma vez me disse que a felicidade é uma questão de escolha e acho que ela está certa. É uma questão de escolher se vamos enxergá-la ou se vamos ficar só atrás da falsa felicidade para depois descobrir que vivemos uma vida vazia.
Abra os olhos. Você ainda tem tempo. Nunca é muito tarde pra se descobrir que é feliz.




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Num momento off, "o ano está acabando, mas ainda dá tempo pra" escrever as pautas do TDB. Não sei se vou continuar ano que vem, não sei como é esse esquema, mas amei de coração cada pauta que escrevi, cada e-mail da Nath que recebi. As poucas vezes que postei na comunidade do orkut - olha a vestibulanda sem vida aí, gente. Adorei a oportunidade de escrever. E, se realmente não voltar ano que vem, vou sentir muita, muita falta do TDB.

Por falar em vestibular, fiz minha primeira prova da Universidade Foderal Federal da Bahia hoje. Amanhã faço a segunda.
Vamos ver se eu passo ou não, façam suas apostas!
(Ah, sim, e meu bode do último post passou. Tenho a impressão de que era TPM, mesmo que eu não sofra de TPM o pensamento é uma boa desculpa, então tudo bem. Estou com dois rascunhos de posts arquivados aqui e qualquer dia eles saem.)

Beijos e queijos!

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Corujinha, corujinha / Papos artísticos

Qual é a hora em que o seu cérebro trabalha melhor?

O meu tem uma tendência a criar mais naquele momento em que eu estou no limiar entre o dormir e o acordar. Ou quando eu estou ocupada com alguma coisa.

Exemplo: estou fazendo arroz para o almoço. Pego o pote de arroz, encho a panela de água,pego o tempero, essas coisas. E, enquanto isso, surge inteirinho um proema na minha mente.

(Parênteses para explicar o que é um proema: "proema" é como eu chamo meus hibridozinhos de poema com prosa, nem uma coisa nem outra - não chegam a ser textos estruturados, mas não são poemas porque eu não sei fazer poesia)

Voltando à minha panela de arroz. Eu estou lá,cozinhando tranqüilamente, quando o proema desce e, surpresa, surpresa!, eu não posso parar pro negócio não desandar ou não quero parar porque me iludo com a conversa do "mais tarde eu faço". E aí, quando eu vou fazer... esqueço. Simples assim.

Ou então,eu estou deitada na minha cama, normalmente de madrugada, olhando pras minhas estrelinhas fosfortescentes ou despencada, tanto faz. E aí desce uma crônica, um post ou um conto prontinho. Mas, como estou metade cá e metade nos braços de Morfeu, quem disse que eu tenho forças pra levantar, acender a luz, pegar o caderno e passar pro papel? (Fora que minha mãe sempre me briga quando me pega fazendo isso. Acho que é uma das razões pelas quais meu diário quase não vai pra frente; eu geralmente só consigo escrever nele durante a noite)

Tirinhas, conceitos pra desenho. Nada sai no horário normal.
Ou é meu relógio biológico que é realmente desestruturado ou é minha memória que é ruim demais e não me deixa lembrar das boas idéias quando eu posso parar pra criar.

Ou os dois. Vai saber...

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Para os artistas de plantão... Sabe aquela sensação maravilhosa quando você testa uma media e sabe que aquele tipo de material foi feito pra você?

Foi assim que eu me senti com os marcadores, também conhecidos como canetas de feltro!

Acho que achei a media tradicional perfeita pra mim. Marcadores são as coisas mais práticas que eu já usei. Ownam lápis de cor, ownam aquarela milhões (eu adoro o efeito final da aquarela, mas sempre me dá uma aflição na hora de pintar com aquarela, porque você meio que não tem controle sobre a parada - a água vai pra onde ela quer e isso me dá agonia) e ownam também Photoshop, com certeza.

Pois é, acho que eu sou uma das poucas artistas que não paga pau pra arte digital. Nada contra, mas... sei lá, não tem o cheiro da tinta, não tem a emoção de você pegar o papel, pegar o material e fazer. De passar o nanquim em cima do desenho.

E dependendo do estilo, a coisa acaba saindo meio artificial, ao meu ver.
O que não quer dizer que eu não faça arte digital às vezes. Como AQUI. Só não amo de paixão.


E, ainda falando em arte, ando tendo idéias compulsivamente para tirinhas.

Ao contrário do que possa parecer, tirinha não é um tipo de texto muito fácil de se fazer - você tem que usar dois tipos diferentes de linguagem ao mesmo tempo e compactar tudo o que você quer dizer em até 4 quadrinhos. Essa é, de fato, a pior parte. Essa e usar a régua pra fazer as margens - sempre detestei réguas.

Mas tirinha também foi uma coisa que sempre tive facilidade de fazer, acho que porque tenho contato com quadrinhos já há muito tempo. Então eu sigo fazendo. Quem sabe algum dia isso me leva a algum lugar?

Eu postaria uma das minhas tirinhas aqui, mas o meu computador de casa está desligado. Estou tendo que postar do computador da escola. Um dia uma delas aparece por aqui.

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Garota colorida

Como prometido, um post sobre o meu cabelo.

Pintei o cabelo de azul. No momento, ele já está verde-água, porque deu uma desbotada básica depois das lavagens. Mas ele começou azul.

"Gabriela, por que você fez isso? Virou uma rebelde sem causa?", você me pergunta.

Não, não virei uma rebelde sem causa. Fiz isso por alguns motivos muito simples:

1 - Eu acho bonito cabelo colorido.
2 - Eu acho bonito quando uma pessoa tem coragem de fazer uma coisa pouco ortodoxa, sem ligar muito se vai chocar os outros ou não, só porque acha bonito.
3 - Pra combinar com meu vestido da formatura (ui! Essa foi triste. Mas é verdade e é um motivo, então entra aqui)
4 - Porque se eu não fizer loucuras na minha juventude, não vou ter mais nenhum tempo da minha vida pra fazer.
5 - Cabelo cresce mesmo, mais cedo ou mais tarde.

E, juntando todas essas razões, comprei a tinta, fui pro salão e olhei enquanto meu cabelo ficava loiro e, depois, colorido.

Até o presente momento, detectei alguns tipos distintos de reação, que eu compartilho com vocês:
- Algumas pessoas me chamam e falam "Adorei seu cabelo."
- Algumas pessoas me chamam e falam "Como foi que você pintou?". Variações desse tipo incluem "Você pintou com papel crepom?", "Fez em casa sozinha?" e "Comprou a tinta aonde?"
- Algumas pessoas simplesmente se recusam a acreditar e falam "Isso aí é pintado mesmo?"
- Algumas pessoas me perguntam "Onde você arrumou tinta dessa cor?"
- Algumas pessoas me perguntam "Por que você pintou o cabelo de verde?" (é azul, mas tudo bem, eu dou um desconto porque a cor já deu uma desbotada básica)
- Algumas pessoas me falam "Nossa, você é corajosa!"

E mais um tanto de gente que me pede detalhes do processo de pintura. De um jeito ou de outro, é divertido ver as reações alheias.

Não me vejo como especialmente corajosa por ter feito uma coisa pouco convencional com o meu cabelo.
As pessoas é que se prendem demais no que é normal ou não.


...
She comes in colors everywhere;
She combs her hair
She's like a rainbow
Coming colors in the air
Oh, everywhere
She comes in colors

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

OVNI, escola e outras conversas

Passei um mês fora, mas é porque minha nave-mãe me avisou que ia ter que me levar pra resolver umas coisas por uns tempos. Eu bem que tentei dar um telefone-casa, mas nem rolou. Aí tive que passar uma temporada lá nos anéis de Saturno (alta estação, um pavor, ainda por cima com essas conversas da Terra acabar, já viu né? Pra onde é que vai a minha missão se os cientistas transformarem o planeta num buraco negro?). Mas agora estou de volta, com fé, firme e forte.

Brincadeiras à parte, minha vida anda complicadinha. Com a UFBA se aproximando e sorrateiramente eclipsando todos os outros aspectos da minha vida, começo a, pelo que parece ser a primeira vez no ano, entrar ligeiramente em pânico.

Eu quero muito entrar na faculdade. Não gostaria de passar por nada do que eu estou passando esse ano de novo. Não quero ir fazer cursinho. É o que eu menos quero no momento. E, por mais que a concorrência do meu curso seja baixa, a minha inabilidade completa na área de exatas está começando a se tornar o grande calvário da minha existência.

Rabisquei bem uns três posts pra cá e acabei largando todos no meio; o sentimento de "merda, estou deixando o blog de lado" batia por cinco minutos e acabava sendo empurrado pra debaixo do tapete, até que cheguei ao ponto de não postar simplesmente por "não ter nada de bom pra dizer".

Eu queria ter coisas boas pra dizer. Queria poder falar que estou trabalhando, que estou desenhando, que estou pintando, que estou tentando vender minhas coisas. Mas não posso porque nada disso está acontecendo. Ao invés disso, tenho testes, provas, testes, banca, provas, ENEM, aulas à tarde, testes, provas e, às vezes, aula de desenho, onde eu estou fazendo desenho de observação - adivinha? - pra prova prática de segunda fase da UFBA.

Deus me perdoe, mas o inferno deve ser algo bem parecido com um 3º ano permanente. Nesse exato momento, minha cabeça está doendo pra chuchu, porque tive que enfiar nela, em duas horas, o assunto de mais ou menos três semanas de aula. Certo, pode ser irresponsabilidade minha sim, mas o fato é que eu não nasci pra vida acadêmica. Eu gosto de trabalhar, gosto mesmo. E, ainda assim, tenho que ficar presa a esse esquema inútil e idiota que é o nosso sistema educacional.

E, nesse meio tempo, arrumei tempo pra ficar gripada e pintar o cabelo de azul.

A cor nova do meu cabelo é um capítulo à parte. Pode parecer estranho eu escolher uma cor tão... pouco ortodoxa pra pintar, e muita gente me pergunta por quê. A resposta é simples, não existe nenhuma razão mirabolante: eu acho cabelo colorido bonito e pronto. Agora, a experiência de ir pras ruas e pra escola com uma cor dita louca na cabeça é papo pra outro post. Esse daqui já tá comprido demais.


Mudando totalmente de assunto, eu saí no Leia + da sessão "Tudo de Blog" da Capricho! Realmente eu não esperava sair!

...E eu sei que vai ter um espírito de porco que vai pensar "ah, foi só o link e não o texto todo, mas NÃO IMPORTA porque significa que meu texto é bom o bastante pra ser indicado pras leitoras da Capricho, é uma sensação muito legal, muito mesmo e eu estou super feliz! (:

E mais uma vez mudando totalmente de assunto, estou fazendo um layout novo pra cá.
Esse do Scooby-Doo já deu o que tinha que dar, tadinho, nem eu aguento mais olhar pra cara dele. O novo já está em fase de "templatização". Lá vou eu trabalhar com meu amiguinho HTML! (não se queixa, Gabriela, não se queixa, Gabriela, não se...)

Deixa eu ir trabalhar nele então, que eu ainda tenho que estudar hoje! >x<
Se ficar pronto rápido o que provavelmente não vai acontecer eu posto ele ainda hoje.


EDIT: Prontinho, fazer o layout foi mais rápido do que eu imaginava. No conteúdo, não mexi de maneira muito radical, só fiz retocar algumas coisas lá no perfil, tirar links antigos e colocar uns novos, essas coisas.

Gostei dessa versão XD A imagem é fofinha, mesmo minha mãe tendo me dito que as pernas da Mulher Maravilha estão muito gordas - a culpa é de quem desenhou e não minha, eu só fiz recolorir a imagem. Minha relação com a DC é estranha. Posso dizer que sou uma noob de quadrinhos americanos - não sei nada deles, não entendo, nem faço questão de correr atrás de todas as trezentas crises pra começar a entender. Ainda assim, eu futrico de ousada. Por quê? Ora porquê. Porque Superman/WonderWoman é um dos meus shippers, óbvio! (Eu preciso parar com essas coisas de fandom. Quando eu vicio em um, fico tão chata que nem eu me aguento)

No final, com tantas barras brancas, pode ter acabado meio poluído visualmente - especialmente pra galera que tem resolução grande no computador, mas eu prefiro fazer meus lays na velha resolução 800x600 mesmo (mesmo a minha sendo maior) porque assim eu não estupro a tela de quem ainda tem resolução pequena no computador. Sei que hoje em dia não é quase ninguém, mas de qualquer maneira acho um sacrifício muito menor lidar com o tile se repetindo ali do lado do que ficar rolando barra de rolagem pra conseguir ver o layout todo.

Espero que tenham gostado (: E espero que esse sobreviva por tanto tempo quanto o do Scooby-Doo...

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sábado, 14 de junho de 2008

Viagens

Faz calor.

Os pássaros brilham, o Sol canta, o céu está verde, e a grama azul.

Saltito pelas pedrinhas e chuto ruas pelo meu caminho. Pulo, toco no chão e piso com estrondo no teto.

...
Feliz hoje, dá pra perceber? (: Estou de cabeça virada. E ainda por cima comi chocolate amargo em excesso. Ou seja, pode apostar que eu estou completamente bêbada.

Minha vida anda parecendo uma montanha-russa. Cheia de emoções fortes, e altos e baixos. A verdade é que eu nunca andei de montanha-russa, tenho medo.

Mas acho que dessa vez não dá pra escapar, não é?

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domingo, 18 de maio de 2008

Um post musical

Quero me encontrar, mas não sei onde estou. Vem comigo procurar algum lugar mais calmo? Longe dessa confusão, e dessa gente que não se respeita. Me sinto tão só... e dizem que a solidão até que me cai bem. Mas tudo bem, tudo bem, mas tudo bem... Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo.

Às vezes faço planos, às vezes quero ir pra algum país distante... Voltar a ser feliz. Está tudo assim... tão diferente. Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o "pra sempre" sempre acaba?

Pra ser honesta sou um pouquinho infeliz. Mas tudo bem... Agora tanto faz.

Estamos indo de volta pra casa.

Quem acredita sempre alcança.

E aí, não querem tentar encontrar todas as músicas?

Diquinha: são todas de uma banda só.


Tudo bem, esse post foi uma colagem. Mas isso não quer dizer que eu não me sinta assim.
Fala sério, vocês todos estão melhor sem mim. Não tenho sido uma companhia muito boa ultimamente.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Devaneios e fatos

O prometido post!

Eu sou melodramática assim mesmo, então nem liguem... Se quiserem pular essa choradeira toda, fiquem à vontade.

Ultimamente eu tenho andado meio insegura, e tal... Acho que é o começo do último ano da escola, sei lá, um frio permanente na barriga, uma sensação de "o que é que vai ser de mim agora". Bate uma incerteza quando eu penso na faculdade, mesmo que eu brinque dizendo que quero passar fome e não que eu não ligo de morar embaixo da ponte. Não dá pra pensar em fazer Belas Artes achando que vai ser fácil, porque não vai. Me pego achando que não sou boa de verdade em nada que eu faço. Quer dizer, não sou Oh Meu Deus, A Artista. Basta dar uma olhadinha no meu deviantART pra comprovar, é aquela história, tudo muito simples, mas de coração, né? Só que isso não é o bastante. E acho que não tenho talento de verdade.

Mas se eu não for fazer isso, e não chego perto de "boa" em mais nada, eu vou fazer o quê?

(Não venham me dizer Arquitetura, porque eu odeio-deio-deio Matemática, e tenho dito!)

De qualquer modo, eu quero cursar duas ao mesmo tempo pra pelo menos me garantir, e a escolha do segundo curso anda me causando uma dúvida atroz. Porque, sinceramente, acho que não sou boa em nada.

Quer dizer, psciologia? Pffft! Se eu tentar analizar um hamster com depressão, o pobre do bichinho comete suicídio. Não sei o que me deu pra eu inventar que seria boa psicóloga.

Jornalismo? Eu, a eterna garota segundo lugar? Admito que até a 8ª série eu acreditava que sabia escrever. Meu professor de Redação gostava muito dos meus textos e tudo. Mas depois de perder pro conto do peixe falante da menina da 5ª série e logo em seguida amargar dois professores que não gostavam do meu trabalho acabei desiludida.

Não sirvo pra webdesign eu sirvo, já que meus conhecimentos de Photoshop são relativamente parcos e eu não sou muito chegada no html.

Não posso nem ser mulher de milionário, porque não gosto de moda nem de festas.

Acho que o emprego perfeito pra mim seria "morgadora profissional", ou seja, ganhar pra morgar na frente do computador.


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Bom, acabou que hoje não foi o meu primeiro dia de aula, e eu paguei o pato de acordar, me arrastar pra fora da cama, me arrumar, comer, andar até a escola e descobrir que não tinha aula =D

O resultado é que amanhã vai ser meu primeiro dia de aula, e eu não estou animada com isso. Até preferia que tivesse sido hoje. Parece quando você vai tomar uma vacina, mas adiam pro dia seguinte. Na hora dá até pra se alegrar um pouquinho, mas se pensar bem, você só fez adiar o sofrimento.

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Acho que, fora isso, não tem mais nada que valha a pena ser mencionado.

Vão lá ouvir a Rádio Blast! (sei lá, eu gosto) que eu vou pensar no bendito post que eu preciso fazer. XDD

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