Estante #1 - Mensagens de Texto e Casarões Vitorianos
Já que eu não tenho mais nada sobre o que falar, vamos falar de livros. Espero que essa tag nova vingue -__-
Pra começar, uma salada de frutas composta de um mangá de ficção científica somado a um romance da Dona Austen.
Embora eu tenha um quilo de livros que já li e sobre os quais poderia falar, acho que é meio que trapaça se eu não li o livro com a intenção de escrever sobre ele =P
As imagens das capas foram tiradas
DAQUI e
DAQUI.
Vamos lá:
Voices Of A Distant Star (Hoshi no Koe)
Panini, R$10,90
Um resumo bem raso, com o mínimo de spoilers possível, para situar quem não tem nem idéia do que se trata:
Noboru e Mikako são colegas de escola, cursando juntos o ginasial. Os dois são amigos muito próximos e planejam ir para o mesmo colégio de segundo grau quando o ano terminar... Mas Mikako é escalada pela ONU para fazer parte de uma missão espacial, que tem como objetivo derrotar alienígenas hostis. Conforme o tempo passa e Mikako vai cada vez mais longe no espaço, os dois trocam mensagens.
Eu não vou mentir pra vocês: tenho um preconceito danado com ficção científica japonesa.
Acho que deve ser uma questão de choque cultural. Sou acostumada com Star Trek, Star Wars, Doctor Who, etc. e não me entra na cabeça o conceito de mechas. Sinceramente não entendo qual a razão dos japoneses enfiarem robôs gigantes em tudo que envolva espaço, viagens espaciais, batalhas interestelares e afins: se é pra os pilotos saírem na mão, desçam das suas naves e saiam na mão! Se é pra se explodirem, que usem naves espaciais normais, com torpedos, bombas de íon e a zorra toda! Pra quê fazer uma nave em formato de gente?
Enfim. Nunca li/assisti Evangelion, Gundam e nem clássicos do gênero. Guerreiras Mágicas tinha uma espécie de "mechas" (os mashins), mas é mais um mangá de fantasia com toques de elementos de RPGs e não pode ser chamado de ficção científica. Dei uma chance pra Eureka 7 e acabei desapontada. Mas como eu provavelmente gosto de sofrer, decidi comprar Voices Of a Distant Star.
Na verdade, o que mais me atraiu na hora de comprar o mangá foi o fato de ser one-shot. A história me pareceu interessante (embora o resumo da Panini na contracapa tenha sido extremamente pobre e eu duvido que realmente ajude a vender pro público médio de banca. Está mais fraco do que esse microparágrafo que eu escrevi aí em cima, sem brincadeira), era contada toda em um volume só e o preço não era absurdo... Então joguei fora o escorpião que mora no meu bolso e comprei. Depois descobri que o mangá foi baseado num OVA (coisa que parece ser comum nesse gênero, Eureka 7 também foi um mangá adaptado de um anime e não o contrário), mas nunca tive contato com a animação.
E vou falar uma coisa, não me arrependi de modo algum. Se Voices Of a Distant Star não conseguiu mudar todo o meu conceito dos mechas, pelo menos me fez ver que os japoneses podem sim fazer sci-fi de qualidade. O mangá toca e emociona na forma como mostra os sentimentos tanto da menina que - querendo ou não - abandona o seu planeta natal e do menino que fica para trás, se conformando com uma vida comum enquanto a melhor amiga vai conhecer as maravilhas do universo.
Também se fala de leve sobre questões mais abrangentes, como preconceito e aquela conhecida mania do ser humano de sentir medo do que não compreende inteiramente e que muitas vezes nos leva a agir de maneira violenta sem necessidade. É interessante ver todos esses pontos aparecendo, tudo intercalado à trama principal.
Uma das coisas mais interessantes em Hoshi no Koe é o fato da história ter um quê de "hard science fiction" (ficção científica com embasamento científico) que dá pra ver claramente quando se lê o Glossário (excelente) da Panini. O ponto do envelhecimento retardado no espaço é uma coisa tão conhecida e ao mesmo tempo tão pouco explorada em outras obras sci-fi que eu me peguei embasbacada, me perguntando como é que a gente muitas vezes não lembra disso.
Claro que o mangá tem batalhas e robôs, mas não é o foco. Voices Of a Distant Star é uma história sobre pessoas. Duas pessoas que se gostam, mas que sofrem com a distância e com a saudade... palavra tão particular da Língua Portuguesa que é retratada com perfeição nessa história japonesa.

Northanger Abbey
Penguin Classics, R$10,00 (foi o que eu paguei, embora acredite que possa ser encontrado por menos ainda atualmente)
Resumo rasteiro para quem caiu de pára-quedas:
"Catherine é uma moça de 17, incrivelmente comum e consequentemente pouco "heróica", que vê a sua vida mudar ao enfrentar os "perigos" de uma viagem a uma cidade turística com seus vizinhos. Catherine conhece personagens singulares e enfrenta adversidades - mas estas vão ser muito diferentes daquelas que ela imaginou a partir de suas leituras de romances."
Além de mechas, eu também tinha uma forte implicância com dona Jane Austen. Os motivos são muitos, mas acho melhor deixar pra falar sobre eles em outro post, senão vou acabar divagando e não vou terminar esse texto hoje.
Numa tentativa de dar uma nova chance pra Dona Austen depois de algumas experiências não muito legais com livros dela, comprei, entre outros, Northanger Abbey. E olha, o livro não é ruim.
É muito legal ver como a Austen tinha senso de humor. Não dá pra encarar Northanger Abbey como uma das "obras-primas" dela, porque o livro é uma completa paródia, e paródia das boas - imagino que o pessoal da época dela tenha achado ele absolutamente hilário. Numa tacada só ela critica diversas autoras de romance, críticos litrários, a estrutura social da época e faz uma caricatura de diversos tipos que certamente deviam existir na Inglaterra vitoriana.
Além disso tudo, a sua personagem de certa forma amadurece ao longo da história. Catherine é uma pessoa cheia de defeitos e posso afirmar que muitos ela ainda vai ter no final do livro, mas pelo menos a moça acaba percebendo que não dá pra confiar totalmente em sua imaginação: existe uma linha entre ficção e realidade que muitas vezes pode ser atravessada se nós não tivermos cuidado, às vezes trazendo consequências desastrosas.
A queixa que eu tenho é que a trama toda se desenrola, literalmente, no finalzinho do livro e tudo acaba ficando meio corrido.
Mas quer saber? Sem problemas. É um livro feito pra ser engraçado, então se ele ainda consegue contar alguma história, só digo que é um bônus.
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Então, eu tô pelejando pra terminar o Lord of The Rings 3, comecei Emma (também da Austen) e o primeiro da série de livros que deu origem a True Blood (que eu nunca vi P:). Aí vou ter alguns dias de folga onde espero pelo menos adiantar a leitura dos ditos e, se possível, volto aqui pra falar sobre eles. ;DMarcadores: anime e mangá, estante, literatura, resenha
Palavras apenas
Desde pequena eu gostei de ler. O gosto pela escrita, ao que me parece, é só uma consequência natural desse gosto de ler; portanto, não é de espantar que eu também sempre tenha gostado de escrever. Rabisco (embora hoje em dia eu só digite, pra ser bem franca) palavras desde que aprendi a formar um texto coerente, se não me falha a memória.
Ao longo dos anos produzi uma infinidade de contos tosquinhos, fanfictions, tentativas de livros, crônicas que são pura válvula de escape pra frustrações e amores não correspondidos, pseudo-poemas que de poemas não tem nada, diários e talvez algumas outras coisas aqui e ali. Já participei de revista adolescente. Já tive texto meu comentado num trabalho de Letras da maior faculdade da minha cidade (
admito que hoje tenho até vergonha alheia de mim mesma - existe isso? - da minha reação ao trabalho na época. Maturidade é uma coisa que realmente vem com o tempo, posso atestar). Já me arrisquei até em texto teatral (
e tive o orgulhinho de ver duas amigas queridas e talentosíssimas interpretarem o texto). As pessoas me dizem que falo e escrevo bem, mas acho que é pura consequência da quantidade de livros que eu leio. Eu sou simpática com as palavras e elas costumam ser simpáticas comigo de volta. É uma simples relação de troca.
Agora, eu não sei o que é que tem acontecido comigo atualmente, mas parece que as palavras, essas danadas que sempre foram minhas amigas, andam me abandonando. Por sorte eu ainda consigo fazer uma boa dissertação na faculdade com um pouquinho de esforço, mas não encontro mais o meu refúgio nas palavras como eu fazia antes. Estava triste, estava feliz, estava inspirada? Eram sempre elas as minhas companheiras.
Hoje em dia não é mais assim. Acho que, talvez, eu tenha encontrado outras válvulas de escape. Mas isso não impede a nostalgia de bater. Saudades do tempo em que eu conseguia dizer tudo o que eu quisesse, da forma que eu quisesse, apenas empregando coleções de letrinhas que me vinham naturalmente. Melancolia ao pensar em toda a falta que escrever me faz - acho que só eu consigo ter a exata dimensão.
Não dá pra tentar explicar. Me faltam palavras.
Talvez elas estejam chateadas comigo. Talvez eu não esteja dando a elas a atenção que merecem.
Queria tanto que nós voltássemos a ser amigas.
Palavras, vamos fazer as pazes?
Marcadores: dia-a-dia, divagações, literatura
Queimem gibis em praça pública
Então, o que me traz de volta ao meu abandonado, empoeirado e largado blog?
Essa pilha de besteiras aqui:
CLICAAntes de mais nada, vou ser bastante parcial aqui, porque é o MEU blog e aqui eu falo o que EU quero, certo? Então.
Pra começar, acredito que esse fulano nunca tenha nem pego num gibi da Turma da Mônica. Claro que ele provavelmente não faz questão, né, ser exposto a todos esses "malefícios" que revistinhas em quadrinhos podem provocar. Mas aí faz a MERDA de falar de uma coisa da qual não sabe. Porque dizer que os personagens da Turma da Mônica não têm personalidade já transcende o erro e passa a ser absurdo. As personagens da Turma da Mônica têm SIM uma personalidade que vai além dos tais "clichês" (que nada mais são que represetações de comportamentos COMUNS da infância), e qualquer um que pega as revistinhas pra ler percebe que Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha têm personalidades fortes, marcantes e distintas, que muitas vezes são simplificadas e minimizadas aos olhos do grande público justamente por causa dos traços característicos dos personagens.
Magali e Cascão, potenciais vítimas de bullying? É piada, né? Eles são plenamente aceitos por todos os outros personagens (com exceção de leves conflitos em algumas histórias) e isso é algo POSITIVO. Se eles fossem excluídos, aí todo mundo ia falar que eles eram excluídos. Tenha dó.
Segundo, como acusar a Turma da Mônica de "conservadora" comparando-a com HQs que o próprio autor admite serem dirigidas pra um público adulto? Ou será que criancinhas teriam o dicernimento necessário pra refletir sobre as tendências marxistas de Mafalda? Tenha dó! Isso me cheira mais a pseudo-intelectual querendo fazer doutrinação.
Além do mais, imagina o que seria das revistas da turma em nossa sociedade se eles chegassem arrebentando a boca do balão? Foi só o Mauricio por um personagem gay na revista da Tina pra criar o maior bafafá. Imagina Mônica fazendo discursinho contra a sociedade capitalista?
Me espanta ver esse cidadão esculachar tão veementemente a Turma da Mônica. Não são essas mesmas pessoas que acreditam que a gente deve valorizar mais o produto nacional?
Não, meus amigos, vamos ler só HQs americanas e argentinas, porque a obra de HQ que mais alcançou destaque no nosso mercado é uma porcaria, não presta e só passa valores ruins para as crianças.
Mas o que me deixa mais indignada nessa história toda é mais uma vez a mídia tentar jogar a culpa dos "problemas" das crianças pra a televisão, quadrinhos, internet, video-game, raio que o parta, quando só existem duas pessoas no mundo que deveriam ser responsáveis pela educação dos filhos: OS PAIS.
Sim, os pais! Eles são os únicos responsáveis pela educação de seus filhos e cabe a eles dizer a que tipo de material as crianças devem ter acesso ou não!
Alegar que eles são "condescendentes" com a Turma da Mônica é contransenso. Aposto que se o filho de alguém começasse a sentar a mão nos coleguinhas e fosse apurada que a causa eram os gibis da Mônica, a primeira coisa que os pais fariam seria parar de comprar. Mas não. Até hoje não ouvi falar de NENHUMA criança que tenha ficado "mais violenta", "mais gulosa", "mais suja" por causa dos gibis... O máximo que pode acontecer é identificação, já que, como foi dito, esses são traços COMUNS DA INFÂNCIA.
Pode-se dizer que é o contrário. Os gibis estimulam a leitura e, principalmente agora que a Mônica é embaixadora (? embaixatriz?) do UNICEF no Brasil- título concedido, olha só, a uma garotinha que só resolve os problemas através da violência e que é um péssimo exemplo pras criancinhas-, passam muitas mensagens positivas de preservação do meio ambiente, respeito, além de tratarem temas sérios como preconceito. Isso chega até a irritar os fãs mais antigos, que acham que as histórias estão ficando muito "chatas" e "certinhas". Para os pais, educadores, tias chatas e outros politicamente corretos de plantão, ainda há muito a ser feito. Mas as coisas devem ser construídas de forma gradual, ou serão jogadas no mercado de maneira caricata, e aí quem é que vai reclamar?
Ela mesma, a patrulha do politicamente correto.
Então é isso amiguinhos. Derrubemos tudo que foi construído nos 50 anos da brilhante carreira de Mauricio de Sousa. Queimemos gibis em praças públicas e deixemos as nossas crianças em casa, cantando "Rebolation" e "Eu sou o Lobo Mau"; daí vamos ver pra onde vai nosso país.
Marcadores: artes, comentário, literatura
O ataque dos vampiros fosforescentes e outras aleatoriedades
Antes de mais nada, quero agradecer a todo mundo que me deu força nesse meu post do bloqueio... A verdade é que eu ando meio aborrecida com o rumo que o blog está tomando, então decidi fazer uma força pra ver se a situação muda de figura.
A vida me ensinou que, quando não se tem assunto ou se quer conhecer pessoas, xingar Crepúsculo é a melhor solução. Então decidi que esse seria o melhor tema pra esse post!
Se prepare pra um post comprido e cheio de
ranting.
Fãs de Crepúsculo, não me odeiem. De preferência não sejam masoquistas, ignorem esse post, fechem os olhos e finjam que nunca leram isso. Apertem depressa o pequeno X vermelho ali no topo da página e corram, corram para longe, corram desesperadamente como se a vida de vocês dependesse disso.
Eu não vou ser gentil nem educada nesse post, então... Estão avisados!
Todo ser sensato que continuar lendo a partir desse ponto concordará que Crepúsculo... é uma droga. Eu podia ser legal e dizer que "não é tão bom assim", mas poxa, não tem como aliviar.
Eu não sou daquele tipo de pessoa que tem preconceito contra leitura pop, não faço tipo de pseudo-intelectual que lê Kant e Dostoiévski e todos esses caras de nome feio e acha o máximo. Se eu não gosto de uma coisa, eu digo que não gosto; se eu não entendo, eu digo que eu não entendo, não importa se isso vai me fazer passar por burra ou o que seja.
Definitivamente não sou daquelas que olha pra Crepúsculo e fala "É uma merda porque é modinha!" (como eu vi tanta gente fazendo no comentários dessa matéria do Judão matéria essa que eu, por sinal, comentei); eu FUI LÁ LER O LIVRO antes de dizer que não gostava, assim como fiz com Gossip Girl, que é uma merda também, mas isso já é assunto pra outro post.
Eu peguei Crepúsculo pela primeira vez, admito, com uma grande condescendência para com o livro. Eu vi todas aquelas críticas inflamadas e pensei "O povo tá falando tão mal... Não tem como ser TÃO ruim assim!" e, juro pra vocês, comprei o livro e o abri esperando o melhor.
E nem assim consegui gostar de Crepúsculo.
O segundo livro é um pouquinho melhor quando comparado com o primeiro, talvez devido à ausência do Eduardo CU llen Edward Cullen durante a maior parte da história, porém, pelo que eu ouvi falar do resto da saga, ainda posso dizer que a odeio.
(Só me dignei a ler até o segundo. Quando soube spoilers do 4, decidi nunca mais tocar Crepúsculo)
Pra começar, olhem só a trama do primeiro livro que interessante...
Menina tosca e mala-sem-alça muda-se pra uma cidade do interior e vai estudar numa escola onde todos são adoravelmente caipiras com ela. Misteriosamente, todos os meninos da cidade (e arredores) começam a gostar dela, mas o único pelo qual ela se interessa é o bonitão esquisito que olha ela feio.
A partir daí,e la começa a olhar o cara. E começa a descrever os dias dela enquanto olha (ou não) o cara. Bem no esquema "Hoje eu acordei. Fui pra escola. Eu o procurei incessantemente com os olhos. Ele não estava na sala. Eu voltei pra casa, fiz dever, deitei na cama e li um livro. Dormi. Acordei. Fui pra escola. Eu o procurei incessantemente com os olhos..." e assim vai, ad infinitum, nesse esquema "faço-de-conta-que-sei-escrever" bem conhecido e característico de fanfics originais de segunda categoria do Nyah!, sem parar, sem parar, sem parar, até que o "vampiro" decide deixar de ser bunda mole e ir lá falar com ela.
E a partir daí é uma coisa absurdamente "WTF?", ele vira pra ela e fala que "Oh, eu te odeio tanto porque eu me sinto tão atraído por você YAAARGH" e "Eu sou tão mau porque eu quero comer sangue, snif snif, mais precisamente o SEU sangue" e aí os dois começam a namorar. TIPO, QUÊ? O que foi que eu perdi? Juro pra vocês que eu boiei total nessa parte do livro.
E aí é aquela coisa bonitinha e guti-guti, "Awwn, venha conhecer minha família" (MAS QUÊ? Ele não tava se torturando porque morava numa casa de comedores de sangue e não podia gostar dela?). E é claro que toda a família adoooora a Bella, coisa fofa da mãe, tão felizes por Eduardinho estar finalmente desencalhando.
Todos menos a irmã loira, porque além de ser de praxe ter um do contra, ela fica se perguntando "Ele não me quis e agora quer ISSO?", o que é uma pergunta bem plausível quando a gente considera a descrição da irmã do cara e a descrição da Isabela Cisne Bella Swan.
E aí é aquele lenga-lenga, vamos todos jogar baseball e ensinar à Bella como se divertir no típico "vampire" way of life! (Bem vampiresco! Me sinto lendo um livro da Anne Rice!)
E aparecem os "vampiros" do mal que, of course, querem papar a Bella. Aí ela sai desesperada pelo país, por algum motivo que eu não lembro mais qual foi ela é arrastada pra antiga escolinha de dança dela (o "vampiro" tinha raptado a mãe dela? Não lembro. Meu cérebro desenvolveu um bloqueio especial pra isso). Blablabla, sangue, cacos de vidro, blablablablabla. Bella quase morta, blablablabla.
Vamos todos pro hospital e EBAAAAAA, acabou a história! (Aleluia, irmão!)
Fala sério, lendo assim não tem como se perguntar como é que alguém gosta DISSO? Encarem, tudo que a autora fez foi jogar muito açúcar em cima dessa merda. E as garotinhas comem com gosto.
Já mencionei que os "vampiros" (eu me recuso a chamar essas coisas de vampiros sem as aspas) BRILHAM EMBAIXO DO SOL?
BRILHAM. NÃO SÃO VAMPIROS. SÃO BOLAS DE DISCOTECA QUE COMEM SANGUE.
Namore um Cullen e compre um iPod com caixas de som e faixas de dance music; pronto, você terá uma rave particular sempre que quiser!
Não sei o que é pior, isso ou babarem veneno.
E o que dizer dos personagens?
Bella Cisne = Mary-Sue. Atrapalhada, esquisita, depressiva e cheia de defeitos; não é bonita, simpática, inteligente ou talentosa, mas inexplicavelmente ficará com o mocinho da série além de ser desejada por praticamente todos os outros machos disponíveis.
Eduardo CU llen = Gary-Stu. Bonito, inteligente, educado, simpático, cortês, culto, fofo, respeita a namorada, é "família", só quer fazer sexo depois do casamento, super-forte, super-veloz, não envelhece, enfim, o sonho de consumo de 8 entre 10 mulheres do planeta; único defeito é comer sangue, além, claro, de brilhar sob o sol e babar veneno. Nada que não se dê pra ignorar.
(É machista também, já que não deixa a Isabela dar um passo sem bafejar no cangote dela, mas é claro que a autora não chama a atenção pra esse fato)
Os dois se casam e pronto, temos uma filha que é a ULTIMATE Mary-Sue! Não me pergunte como, já que, como eu e a Ana bem observamos ao telefone, ele não tem fluidos.
Jacó Preto Jacob Black = Jake é o cara criado pra agradar aquelas duas meninas que não entraram na estatística do "8 entre 10" do Eduardo. Admito que eu sou uma delas; ele é meio bobinho, inocente e descerebrado, mas é alto-astral e não tem aquela "pecha" de perfeição do Eduardo, que é o que mais me incomodava nele.
Mas nem tudo é perfeito, e a partir da metade do segundo livro o cara vira uma "emidão" que só; além disso, nossa querida titia Stephanie Mórmon Mayer tinha que fazer ele virar pedófilo no livro quatro.
Way to go, tia Mayer!
Os outros não importam, por isso não vou falar deles.
Se nada disso foi suficiente pra fazer você odiar Crepúsculo, cito a autora: ela diz que não gosta de vampiros, não gosta de terror, mas gosta muito de revistas de super-heróis; quis então fazer uma história de super-heróis com vampiros.
Ok, o quê?
Tia Mayer, reveja seus conceitos. Vampiros não deviam ser assim. Eles deviam ser criaturas duais, orgulhosas e fodendo para os humanos sujos, que só servem mesmo como lanchinho pra eles. Do jeito que você escreve seus vampiros, até eu queria ser vampira. Suportar duas horinhas de dor pra depois me tornar uma pessoa perfeita, bonita, inteligente, etc., etc., etc., E ainda por cima imortal?
Ah, eu já disse que eles BRILHAM NO SOL?
[EDIT]
A Allie (além de me dar um presente lindo no Gaia) me passou esses quadrinhos awesome:
[LINK 1]
[LINK 2]
Tão, tão verdadeiros.------------------------------------
PESSOAS QUE GOSTAM DE CREPÚSCULO, PODEM VOLTAR A LER.Pra vocês, seres corajosos que aguentaram todo o meu
rant sobre Crepúsculo (
ou não), algumas outras coisinhas.
Amanhã faço 18 anos. Yay me! Deve rolar algum daqueles posts introspectivos/ sisudos/não engraçados/ não anti-Crepúsculo amanhã, portanto, fiquem de olho
(
ou não).
Além disso, estou fazendo um RPG de fórum na internet. Putz, nunca imaginei que fazer fórum desse tanto trabalho :/ O site me frustra litros, e eu só consegui fazer UMA categoria até agora.
Mas tudo bem, porque tenho que terminar minha fic antes de lançar o site, e posso garantir que
isso vai demorar.
O RPG vai ser de ficção científica - eu recentemente descobri que
gosto de ficção científica e estou tirando proveito disso! - e eu quero
todo mundo daqui jogando! (Assim que estiver pronto, eu passo o endereço bonitinho-tchururu)
Vai ter um pouco de Star Wars,
um muito um pouco de Star Trek, um pouco de Asimov, se eu decidir quebrar a cabeça... E um pouco da saga Brilho de um Pulsar da Turma da Mônica Jovem também, e podem me linchar por isso. Na verdade a história toda se baseia numa fic que se baseia nesse arco da TMJ; embora eu vá fazer a coisa de um jeito que não seja necessário pra ninguém ter lido as revistas. Basta ser fã de sci-fi pra entrar.
(Ou fã de RPG, não vai ser nada hardcore. Ou seja, NÃO TEM DESCULPA PRA NÃO JOGAR!)
E é isso, vou indo tratar das minhas coisas (:
Beijos e queijos pra todos!
Não Sonhem com vampiros fosforescentes.
Marcadores: internet, jogos, literatura
Diálogo de amor
E ele contemplou da varanda as luzes da cidade, que piscava pra ele. Suja e molhada. Como alguém que chora, pedindo socorro. Aquilo tudo era tão blasé, tão filme alternativo, meu Deus. Por um momento ele desejou ser fumante só pra acender um cigarro e complementar a cena.
- A verdade é que a gente não dá certo junto, meu amor.
Ela encarou o fundo da taça e a balançou de leve. Não queria ouvir nada daquilo de novo, não queria continuar com aquela conversa, mas sabia que não podia evitar por muito mais tempo. Como aquele homem era insistente, caramba.
- Não dá certo por que, bem? Sinceramente, eu não entendo quando você vem pra mim com essas conversas. - É claro que ela entendia, mas não era idiota e sabia que se fazer de idiota às vezes é a melhor solução. Principalmente quando se tratava de discussões inúteis. Essa era a sua estratégia favorita nesses casos.
- Amor, cê sabe do que eu tô falando, não se faz de idiota. - Ele também não era idiota.
- Ô bem, fala assim não. Juro que não sei do que cê tá falando. - Não era momento de ceder. Não iria ceder nem se dar por vencida; era assim que agia sempre, já tinha se acostumado até.
- Amor, deixa disso. Olha pra mim, pra você, pra gente. Tão diferentes, tão, tão...
Ela pousou a taça, levantou-se, ajoelhou-se e o abraçou por trás, cuidando pra respiração esquentar o pescoço dele no ponto certo. Também sabia jogar e não queria perder aquele cabo-de-guerra.
- Que bobagem é essa, mozinho?
- Bobagem quê, amor! Não se faz de besta, vai. - Tentou se desvencilhar, mas não com a intensidade que queria, ou que deveria. Os braços dela eram quentes ao envolvê-lo; a respiração era quente no seu pescoço. - Não dá mais. Nós somos pólos opostos.
- Ah, pára de graça, amor. Você sabe que isso é pura desculpa. - Ela fez cara emburrada, biquinho. Agora estava comprando a briga pra valer. Pela primeira vez. O modo como ele havia falado, olhado, alguma coisa, dessa vez a havia aborrecido pra valer. - O que é que tá te incomodando de verdade? Digo, de verdade mesmo, abstrindo essa besteirada existencialista?
Ela desvencilhou-se dele. Ele não queria admitir, mas aquilo o amuou um pouco. Os braços dela eram quentes, aconchegantes. Precisou de um segundo pra clarear a cabeça e pensar racionalmente.
- Pô, amor. Besteirada existencialista, nada. Eu sou tão livre, você retraída. Eu sou relaxado e você é preocupada demais. Você é de cidade e eu sou de natureza... Eu já envelheço, você tem uma vida inteira pela frente. Isso tudo me desanima, que saco.
- Que saco digo eu. Volta e meia você me vem com essa conversa.
- Má, que inferno! Eu aqui falando uma coisa séria com você e --
- Inferno que você mesmo inventa, criatura! Fica divagando nessas coisas que não te levam a nada, dizendo que "ah, amor, a gente isso, a gente aquilo"! Parece até que tem medo de ser feliz!
- Medo de ser feliz? Cê tá de sacanagem? Quer dizer que agora o problema é comigo, é ou não é!?
- Se não é contigo, é comigo, porque não tem outra explicação! Muito diferentes? Faz favor! "Envelhecendo", você? Você é dez anos mais velho que eu só, não tem nem quarenta. "De cidade, de campo" que conversa é essa? O que importa é onde a gente pode morar nesse momento! Diferença nunca separou casal nenhum! A gente viveu muito bem com elas até agora!
- "Até agora" não foi muito tempo.
- Agora o problema é porque a gente tem pouco tempo de relacionamento? Tenha dó!
Ela ameaçou levantar-se, ele a segurou pelo pulso.
- Me escuta, que droga! Eu tô aqui falando uma coisa que é importante pra mim, que me aborrece, e você faz que não tá ouvindo!
Retirou o pulso bruscamente do aperto, sentindo o lugar arder, vermelho. Tanta coisa que sempre quis dizer, mas nunca disse, enquanto se fingia de idiota.
- Eu tô ouvindo! Ouvindo como eu sempre ouvi, desde a primeira vez que você chegou com isso pra mim! Mas agora não dá mais, não aguento mais. Agora quem tá quase jogando a toalha sou eu. Não suporto mais esse seu negativismo, essa sua coisa de só ver o que tá errado entre a gente, nunca ver o que tá certo. Olha como a gente tava antes de você trazer esse assunto; sentados no chão, bebendo, olhando a cidade, conversando, se curtindo! Quantos casais você conhece que faz isso, hein? Me fala, me diz!
- Eu--
- Quer saber? Não diz nada. Você se fecha pro que pode de fazer bem e, honestamente, não quero mais saber de seus neuros e suas neuras, pra isso eu não ganho. Eu amo você, quero ficar com você, mas te juro que você realmente me faz pensar em terminar tudo quando age desse jeito. Mesmo que eu fique calada. Mesmo que eu me faça de idiota. Mesmo que eu pareça não ouvir. Eu também sinto, sabe? Sinto...
Silêncio. Ela fez que ia se levantar, mas parou ao ouvi-lo falar.
- Amor...
- Oi?
- Me abraça de novo?
E os dois seguiram abraçados.
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Ô textinho chato esse que eu fiz, viu! Se você conseguiu ler tudo até aqui, praabéns, você é um(a) vitorioso(a).
Só escrevi mesmo porque essas porcarias não me deixam em paz enquanto eu não tiro elas da cabeça e ponho no papel.
Silier, estou respondendo os comentários! Mas eu respondo os comentários nos blogs das pessoas que me deixam comentários e o seu blog não tem sistemas de comentários. Então não posso responder os seus comentários, o que é irônico, visto que foi você quem me fez voltar a respondê-los.
De um jeito ou de outro, não sei se eu conseguiria comentar no seu blog. Ele me faz sentir burra.
E me faz sentir saudades de uma pessoa, mas essa parte não tente entender.
Ainda faltam duas pessoas pra eu poder responder a tag de
Marie! Quem se habilita?
Marcadores: blog, literatura
Manifesto das Vilãs
Por meio desta, nós, vilãs, reinvindicamos os nossos direitos!
Desde o começo dos tempos, nossos sentimentos, sonhos e aspirações vêm sendo brutalmente negligenciados pela sociedade. Somos marginalizadas, demonizadas, preteridas!
Por que só as mocinhas têm o direito de amar? Por que só as mocinhas têm o direito de ser feliz? Nós, meus caros e minhas caras, também amamos. Nós, meus caros, também sonhamos. E, ao contrário daquelas moscas-mortas, lutamos pelo que queremos. Tem sido assim desde o começo dos tempos, desde a primeira feiticeira até a última vilã de novela.
Por que a madrasta tentou tirar Cinderela do caminho? Por amor a suas filhas, que ela queria ver bem-encaminhadas na vida. Por que a vilã má mente para a mocinha dizendo que o rapaz não a quer? Porque ela mesma ama, porque ela mesma sente, e venha você me dizer que esse tipo de coisa não acontece na vida real.
Quando muito, tudo o que fazemos é por amor-próprio. Facilmente confundido com inveja. Balela. Só queremos nos preservar. Garantir que uma mulher decidida, inteligente, estável, competente e capaz esteja no controle da situação. Novamente, nada que não aconteça na vida real.
E o que ganhamos, meus caros e minhas caras? O que ganhamos por, como qualquer ser humano, cultivar o amor, acalentar sonhos e preservar a nossa auto-estima?
Repúdio, repulsa, ódio. Nunca, nem uma vez, temos o direito à felicidade.
Para nós só há finais infelizes.
Quando, no fim das contas, nós somos um enorme benefício. Sem nós, não haveria trama. Não haveria história. Precisamos perder para o final feliz existir.
E conte quantas moças não adorariam ter uma vilãzinha pra apimentar as coisas; tirá-las do marasmo e fazer o amor renascer fortalecido no final.
É esse o nosso papel, companheiros.
Estou achando que nós somos, na verdade, as fadas madrinhas.
Esse texto não necessariamente expressa o ponto de vista da dona do blog.---------------
Algumas notinhas.
Marie, eu sei que tenho que fazer o meme, mas como eu disse pra você, não conheço três pessoas pra repassar. Comofaas//?/
(Alguém aí nos comentários quer ser tageado?)
O
Silier veio muito gentilmente me perguntar porque eu não respondo os comentários que eu recebo. Fiquei até sem jeito de dizer que é porque eu sou uma preguiçosa incorrigível, mas disse, que posso ser preguiçosa mas descarada não sou.
Então, pessoas que comentam, saibam que eu vou redobrar os esforços para responder os seus comentários, ok?
Só que, infelizmente, isso não vai poder ser feito agora porque meus pais vão levar o computador. P: Amanhã eu começo.
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Um diálogo de família / Etc.
- Minha netinha, você pode casar com quem você quiser, viu?
- ....
- Contanto que não seja comunista.
- Oxente, vovô!
- É! Acho que eu não iria aguentar se você casasse com um desses...
caras de esquerda. Sabe. É como diziam na minha época: a foice é pra matar, o martelo é pra bater o caixão!
- ....
- Imagina só, imagina se ele inventa de te levar pra Cuba. Uma ditadura, minha filha! Onde papel higiênio é artigo de luxo! Ou pra China, já pensou. Lá não tem nem previdência social! Um absurdo!
- ....
- Não, não. Eu, se fosse você, procurava um cara direito.
- Vovô, o que é comunismo mesmo?
- ... Esqueça, minha filha, esqueça. O que é que estão ensinando na escola pra essas crianças hoje em dia, meu Deus?
O texto acima é ficcional. O avô da autora desse blog deixa ela casar com quem ela quiser, embora ela realmente não garanta que ele vá conviver pacificamente com qualquer um.-----------------
Fiquei mó chateada de perder a última pauta da Capricho. Queria muito escrever aquele texto sobre os professores. ;___;
E também não respondi a quem comentou no último post... Embora tenha lido e amado os comentários... Acho que é por isso que eu sou blogueira fracassada, eu sou preguiçosa mór >__>
Obrigada a todos vocês! Um dia ou outro eu respondo =***
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Rodando
A viagem pela orla é tranquila.
Só som, sol e sal.
O vento, danadinho que é, espalha pelo meu rosto, braços e mãos cem beijinhos soprados
(porque mil é demais).
O calor esquenta meu rosto
(porque a janela é porta pro mar).
Faço-me invisível e olho
(porque encarar é feio).
A velhinha que entra com o livro pesado
O estudante que entra com a mochila pesada
O baleiro que entra com a bandeja pesada
O homem e a mulher que entram com a vida pesada
E prossigo, rodando, rodando, rodando.
Lembro de coisas
(porque lembrar é inevitável).
Penso na vida
(porque pensar também é inevitável).
Faço-me invisível para chorar
(porque chorar é humilhante).
Na invisibilidade, chega a hora de descer.
Sigo simplesmente, a passos seculares, sob sol e sombra.
A vida roda.
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Quadrinhos
A partir de hoje, me encontrem também aqui:
VerborragiaQuadrinhos aleatórios sobre situações aleatórias, esperando colocar um sorrisinho no seu rosto toda sexta-feira. :)
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Um conto sem pé nem cabeça
- A vida não é um negócio engraçado?
- ... uhm?
- Eu disse: a vida não é um negócio engraçado?
- Eu ouvi o que você disse. Mas não sei se esse é assunto pra se discutir no meio do café da manhã.
- Digo, é estranho, não? Nós nascemos, sem saber de onde viemos nem para onde vamos. Nos metemos em um mundo maluco que prega a paz mas pratica a guerra e é cheio de pessoas, cada um se achando o protagonista de sua própria aventura cósmica, no meio de uma bola que achamaos que é grande mas não é e que vaga infinitamente no espaço; dizemos sempre que estamos cansados da vida, mas nos agarramos a ela como passageiros que não querem descer do trem... Passamos o tempo todo evitando a morte para morrer no final. Não é engraçado?
- Uhum, uhum. Você ouviu o que EU disse?
- Ahn?
- Nada não. Me passa a manteiga?
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Mais uma pseudo-crítica literária
Esse post e os outros dois abaixo foram desengavetados - eles estavam aqui rolando no meu arquivo faz tempo e eu hoje sentei, espanei o pó deles e postei. Pelo menos não fico mais com nenhum desses rascunhos me perturbando.
Terminei de ler "Crepúsculo". Depois de ouvir tanto falar sobre esse livro, com gente apregoando que era o maior fenômeno da literatura desde Harry Potter e coisas afim, decidi ler pra poder discutir com conhecimento de causa (como fiz com Gossip Girl - que eu odiei).
Não li antes, na verdade, porque minha vontade era achar uma alma caridosa pra me emprestar o livro, mas nenhuma das minhas amigas/contatos/biblioteca tinha ele disponível, então decidi usar minha estratégia "lesa-livraria" e comprei pra presente - assim posso trocar ele em um mês se não gostar.
Até a página 200, mais ou menos, o livro me pareceu uma enrolação sem tamanho. Nada contra, ele até mesmo tinha tudo pra começar dando certo, se a autora não tivesse cometido um erro
CRUCIAL.
Não, digo,
CRUCIAL mesmo.
O negócio é o seguinte: o livro teria conseguido me deixar grudada, pregada até a última página... SE ela não tivesse entregado logo de cara que o Edward era um vampiro.
Francamente, a mulher jogou fora o trunfo da série.
Você lê toda aquela angústia, todo aquele estranhamento da protagonista e aquilo deveria te causar um suspense sem tamanho. Mas causa? Não, NÃO CAUSA porque você já sabia tudo o que ia acontecer. Palmas para a senhora Meyer.
Aí ela descobre que ele é um vampiro e o relacionamento dos dois descamba pra uma coisa estranha que eu não sei definir. Antes que você compreenda o que realmente aconteceu, os dois são namorados. Ok, ok. Dá pra passar.
Aí chegamos na dita página 200, ou 200 e alguma coisa, e a história engrena. Começa a parte que a gente realmente não sabia. E a trama começa a envolver. Só a trama.
A Bella não tem carisma nenhum. E, pelo menos pra mim, o Edward também não tem carisma nenhum. Todas aquelas pré-adolescentes que babam por ele devem discordar - mas simplesmente não acho que ele seja um personagem convincente. Ou talvez seja só uma questão de gosto. Talvez o Jacob faça mais o meu tipo. Ou talvez ele só ria torto demais pra eu conseguir gostar dele. Mas, numa relação matemática de "menos com menos dá mais", ele e a Bella acabam convencendo juntos; embora não tenham entrado pro rol dos meus shippers favoritos de todos os tempos, tenho que admitir que eles formam um casal simpático.
Pelo que eu li do primeiro capítulo do livro dois, este vai ser muito melhor do que o primeiro. Vai ver a autora conseguiu pegar o embalo do meio pro fim do primeiro livro. Mas só vou continuar lendo a série porque sei o que acontece no último livro (sou daquelas que não liga pra spoilers) e gosto do rumo que as coisas vão tomar. Também porque sei que o Edward quase não aparece no livro dois.
E porque o Jacob é uma gracinha.
Mas enfim, "Crepúsculo" é uma daquelas leituras despretenciosas pra quando você estiver no shopping de bobeira sem nada para fazer e decidir usar meu outro esquema "lesa-livraria": vá lá, pegue o livro, ache uma cadeira confortável e leia de uma sentada. Sem pagar, sem compromisso.
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May the force be with you / Quadrinhos
Faz tempo que eu não falo em cinema aqui, mas recentemente fui fazer feliz o meu lado nerd (peraí, eu tenho algum lado
não nerd pulsando aqui dentro do meu ser? Acho que não) e assistir
Star Wars - The Clone Wars!
O fato é que eu nem ia postar nada sobre esse filme, porque ele foi meio que uma decepção. Depois de achar que master Kenobi havia me deixado for good, eu esperava mais. Foi curto, o final foi imbecil, a guria com nome de condimento (Ahsoka? Açúcar??) era um pé, além de ter desaparecido sem deixar rastros no filme 3. Tava na cara que ela foi enfiada lá só pra agradar criança, quer dizer, é de se esperar que falassem que fim levou a
padawan do futuro Darth Vader, né?
E
[SPOILER!] o que foi aquele final, meu Deus? Tipo, perdi 98 minutos da minha vida só pra ver eles resgatarem uma bola fedida? Cadê as respostas que tinham prometido, o papo de que eles iam finalmente explicar de maneira decente como Anakin virou Darth Vader?[FIM DOS SPOILERS!]Mas Gabriela de Deus, se você odiou tanto o filme, pra que perder seu tempo digitando pra nós que ele é uma perda de tempo?Porque, meus caros, as cenas de Obi-Wan Kenobi e Asajj Ventress são simplesmente a seqüência com mais duplo sentido que eu já vi no cinema! XDD Quer dizer, fala sério!
"Aaah Mestre Kenobi... sempre atrás do Skywalker!" (ui!)
(Ventress tira a saia - ! - e joga em cima do nosso querido mestre Kenobi pra poder pegá-lo desprevenido com seus sabres de luz, sem sucesso)
"Vai ter que fazer melhor do que isso, minha querida" (ui!²)
(Luta, luta, luta. Ventress desarma o querido mestre Kenobi, jogando o seu sabre de luz longe. Querido mestre Kenobi, porém, pega o sabre de volta com seu phoderoso poder Jedi)
"Vamos continuar?" (triplo ui!)
E, para coroar...
(Não-tão-querido mestre Anakin, com sua padawan de nome de condimento dão a partida em uma banheira voadora para levar a bolinha fedida ao médico. Querido mestre Kenobi está lutando em uma ponte com Ventress quando solta a pérola)
"Aaah... Também sentiu? Anakin foi embora!"Duas palavras pra você: Lá. Ele.
Isso é só um pedaço do filme, tem muitas mais frases de duplo sentido salpicadas pelo resto dos 98 minutos. Mas se quiserem dar mais risada, paguem o ingresso e vão assistir!
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E, já que eu tirei o post pra fazer resenhas e comentários, não custa nada falar de quadrinhos. Começando com um mangá que eu recém-comprei:
Nana.
Não, eu nunca tinha lido, e decidi gastar meus preciosos R$ 10,90 num tiro no escuro, seduzida pela apelativa frase
"o mangá shoujo mais vendido do mundo no momento". Embora eu já tivesse lido ParaKiss e até gostado da série (apesar de eu ter vendido os três primeiros volumes, ainda tenho o volume final, que é o melhor, na minha opinião. Ai Yazawa
sabe terminar uma série, gostei muito do final de PK.)
E o que posso dizer? Acho que nunca gostei tanto de um shoujo assim na minha vida. A história é muito bem construída, as personalidades das personagens são absolutamente cativantes. Sem heroínas meigas e perfeitinhas. As duas Nanas são cheias de qualidades, mas de defeitos também. Sabe aqueles livros e séries que você vê a personagem e fala
"Nossa, parece tanto com fulaninho(a)"? Nana é assim. As personagens são todas muito humanas.
A história em si não tem grandes lutas, vilões e reviravoltas mirabolantes... São pessoas normais, vivendo vidas normais e enfrentando os dissabores (também normais) do dia-a-dia. Como a primeira Nana, Nana Komatsu (gostei mais dela, não por nada), que se envolve com um homem casado. E a segunda Nana, Nana Oosaki, que luta para que sua banda dê certo. As duas seguem seus rumos, lutando contra decepções e seus próprios pontos negativos para alcançar a felicidade. Novelão? Talvez, mas com certeza um novelão muito, muito gostoso de se ler.
"Nana" tem periodicidade
mensal, custa
R$ 10,90 e é publicado pela
JBC.
Pulando para outro título, comprei o primeiro (e o segundo) volume da
Turma da Mônica Jovem. Eu gostaria de fazer uma análise detalhada, mas não tem mais o que dizer além de repetir tudo o que todo mundo já falou. É só procurar na comunidade oficial da Turma da Mônica no orkut, em sites de quadrinhos, no Google, na enciclopédia Barsa e você vai encontrar trocentas pessoas repetindo o rosário de críticas:
história infantilizada, blablabla, páginas em preto e branco, blablabla, não é lido no sentido oriental, blablabla, mataram minha infância, blablabla.Fora os otakus xiitas, que acharam o mangá "brasileiro" demais, e os fãs hardcores da TdM, que acharam o mangá "japonês" demais, algumas críticas têm sim fundamento.
A história é fraca? É. O roteiro é infantilizado? É. Os personagens poderiam ser mais aprofundados, tem coisas forçadas (MUITO forçadas)? Sim, tudo isso
é verdade. E eu não tenho grandes esperanças pra o resto dessa saga das 4 dimensões também. Acho que foi imprudência da parte do MSP fazer uma história de 4 volumes sem saber a opinião do público - muita gente leu, não gostou, mas vai dar um voto de confiança pro segundo volume e não vai gostar de novo, porque ele foi feito antes do primeiro ser lançado e, portanto, sem o feedback do público. Nessa brincadeira, muitos leitores vão se perder.
Mas eu prefiro confiar no tio Mauricio. O volume dois (que saiu recentemente) apresentou algumas melhoras em relação ao primeiro; os traços já estão se ajeitando, vamos ver se na próxima história eles conseguem amadurecer o roteiro.
"Turma da Mônica Jovem" tem periodicidade
mensal, custa
R$ 6,40 e é publicado pela
Panini Comics.
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Esse foi um post desengavetado. O coitadinho estava mofando na minha prateleira a séculos!
E, a propósito, muito obrigada pelos comentários do último post!
Daniela, Taylani e Emi (o seu em especial me fez ver toda essa situação por outro ângulo), agradeço de coração!
Marcadores: cinema, literatura
Utopias e duas notinhas
Existem algumas utopias que eu tenho. Não são em número suficiente pra eu virar uma idealista, mas de vez em quando elas aparecem pra me visitar. Ontem eu as passei em revista, e decidi que elas precisavam sair pra dar uma respirada.
Eu sonho que...
Todas as drogas, incluindo cigarro e bebida, seriam proibidas, e a lei seria cumprida porque todos os seres humanos estariam tão em paz com sua própria consciência e com o mundo ao seu redor que não precisariam de drogas pra se manterem alheios.
Não houvessem ricos nem pobres, apenas uma simples e feliz classe média, tendo o suficiente para sobreviver com dignidade.
A escola não fosse socialmente obrigatória, as pessoas entendessem que nem todos nasceram pra vida acadêmica, os pais pudessem educar seus filhos em casa sem preconceitos e os adolescentes fossem livres pra escolher se queriam permanecer na escola ou não - podendo sair e voltar a qualquer momento, sem serem hostilizados por isso.
E as escolas seriam TODAS gratuitas. E boas.
O mundo seria governado por uma ONU sem precupações com valsas políticas: o planeta seria todo como um grande país, e os países seriam como grandes estados, cada um mandando um representante para a ONU; esses representantes dirigiriam o mundo em conjunto.
Todos trabalhariam juntos para salvar o meio ambiente, sem se preocupar com lucros. Todos os países se ajudariam mutuamente com recursos minerais e alimentícios.
As pessoas vissem a morte como apenas mais uma despedida e não fossem tão egoístas na hora das pessoas queridas partirem.
O mundo seria um legar menos cruel e as pessoas não veriam a bondade como sinônimo de ingenuidade ou de autorização explícita para pisar nas pessoas.
Sorvete de graça para todos.
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Graciliano Ramos é, com toda a certeza o autor que inventa os melhores nomes para cachorros da literaturanacional.
Uma chamada Baleia, outra chamada Moqueca... onde mais você encontraria denominações caninas tão sonoras?
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Ando ausente daqui, é verdade. Esse post das utopias está mofando aqui há dias, e eu simplesmente não conseguia terminar.
Ando em mais uma das minhas fases introspectivas e chatas.
E, como eu já disse antes, acho melhor não incomodar ninguém com meus problemas.
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Um conto de dois minutos e meio
Ela virou-se para ele que, deitado ao seu lado, parecia absolutamente perdido em seus próprios pensamentos.
- Eu achei que você tinha parado de escrever.
Ele virou-se bruscamente, com aquele mesmo olhar indecifrável. Saber o que estava pensando, se estava triste, feliz, era algo quase impossível.
- Por que eu pararia de escrever?
Hesitou. Sentiu seu rosto esquentar.
- Bom, não sei... É tudo tão estranho. Você me pareceu tão diferente de antes. Meio, ah,
desiludido da vida.
Ele riu. Uma daquelas risadas curtas, que se confundem com um muxoxo ou uma interjeição. Ela não sabia dizer.
Ele era todo uma grande incógnita.
- Meu amor, a essa altura desiludidos não estamos todos?
Uma grande incógnita que ela não podia deixar de amar.
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Este projeto de conto é puramente ficcional. Qualquer semelhança com pessoas e fatos reais é mera coincidência.
Ou não. Vai saber.Marcadores: divagações, literatura, random
Voulez-vous coucher avec moi, ce soir? / Conversa de classe
A história todos conhecem: rapaz de classe média começa a envolver-se com a vida boêmia de Paris no século 19. Conhece uma bélissima mulher por quem apaixona-se perdidamente; ela, porém, é uma cortesã. No começo a moça resiste aos sentimentos dele, mas os dois acabam por entregar-se a um grande amor, enfrentam ciúmes por parte do rapaz e dos outros admiradores da moça, mas o verdadeiro vilão é o mal secreto que a corrói por dentro, matando-a dolorosa e silenciosamente...
Moulin Rouge?
Não, não!
Estou falando de
A Dama das Camélias

Poster lindo feito pelo Alphonse Mucha, membro do movimento art-nouveau e um dos meus artistas favoritos.
Já tinha ouvido falar, só de passagem, dessa história; fui recentemente à biblioteca com a cara e a coragem e loquei o livro sem ter a mínima noção do enredo. Não me arrependi.
Ao contrário de Moulin Rouge, A Dama das Camélias me arrancou lágrimas sinceras. Marguerite Gautier, personagem baseada na verídica Marie Duplessis, é uma mulher forte, dez vezes mais fascinante que a Satine do filme, é sedutora sem ser vulgar. Não é qualquer uma que tem cara para dizer ao amante "
Amei você, tanto quanto a meu cão"!
Ela entende perfeitamente qual é o seu lugar na sociedade. No começo, não aspirava a nada mais do que a vida que levava, sendo usada por homens que queriam vangloriar-se dela como quem exibe um troféu, e trata de tirar proveito da situação. Porém apaixona-se sinceramente pela primeira vez e começa a permitir-se sonhar com a reabilitação e a felicidade ao lado do homem a quem ama. As condições, porém, são adversas, e ela acaba por mostrar imenso desprendimento e uma bondade que as pessoas provavelmente não esperariam de uma "mulher da vida".
Marguerite não será recompensada no final, isso é certo. Seu destino é trágico e ela paga por todos os seus pecados. Morre sozinha após vários percalços, porém o motivo pelo que fez isso é surpreendente. Dizer mais que isso seria sem dúvidas estragar a leitura...
A Dama das Camélias foi, como eu disse, baseado em uma história real, vivida em parte por Marie Duplessis e o homem que viria a ser seu esposo e em parte pela própria experiência pessoal do autor, Alexandre Dumar Filho, que foi seu amante até romper com ela por motivos financeiros. O livro foi transformado em filmes e óperas, mas ainda não tive a oportunidade de conhecer essas duas versões.
Depois da leitura dá pra ver que Moulin Rouge bebeu muito da fonte desse livro, sem dúvidas, mas na minha modesta opinião a obra original é altamente superior.
Por isso, corram atrás e boa leitura!
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Hoje, no meio da aula de matemática em uma certa turma de 3º ano...-
Professooor... o que é poligamia?- Bom, você sabe... 'Poli' é 'muitos', 'gamia' é parceiros. Na cultura árabe, por exemplo, eles são polígamos, um homem pode ter até cinqüenta mulheres, a depender...
-
Aaah rapá, lá na Arábia eles podem ter é quantas mulheres puderem comprar... assim é que é bom!... falando sério, é ouvindo comentários chauvinistas assim que dá vontade de esquecer tudo que eu escrevi sobre igualdade no post passado, chutar o pau da barraca e dizer que mulher tem que dominar o mundo SIM.
Aliás, é tanta barbaridade que eu escuto lá naquela minha escola que vou te contar. Mas isso daí já é assunto pra outro post.
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Resenha literária / Relógio biológico / Garrafa :D e etc.
Primeiramente, peço desculpas a quem se incomoda com essas coisas por estar postando só pro TDB...
A verdade é que eu ando passando por uma dessas minhas fases em que eu tenho uma forte tendência a me martirizar e chorar pitangas no ouvido dos outros. De vez em quando eu até me descontrolo e um post desses acaba saindo... Isso é um saco, eu sei, e nem eu mesma gosto dessa minha faceta, então prefiro me auto-encher no meu diário de papel ao invés de alugar vocês.
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Mas enfim! Como no último post eu falei sobre o "Ana e Pedro: cartas", e como eu já fiz (ou melhor, arrisquei, já que não sou nenhuma especialista no assunto) algumas críticas de cinema, acho que não custa nada falar um pouquinho sobre o livro.
A primeira vez que eu li "Ana e Pedro" eu devia estar... na quinta ou na sexta série. Relendo agora, dá pra ver que eu provavelmente não entendi um terço dele naquela época, mas ainda assim os dois terços que eu entendi eu gostei. Recentemente tive a oportunidade de locar novamente o livro numa certa biblioteca (isso já é outra história), e ele me tocou muito, muito mais do que da última vez. Provavelmente porque agora eu já tenho mais maturidade e dá pra entender o tal terço que faltava.
Do que se trata "Ana e Pedro"? Como muitos já devem ter sacado, ele mostra a correspondência de dois adolescentes de quase 17 anos. Ana mora em São Paulo, Pedro em Belo Horizonte e durante um ano eles se correspondem, dividindo suas vidas sem nunca terem se visto, sequer mandando fotos ou telefonando (agora entendem porque eu citei no post sobre amigos virtuais?). Com o tempo, conforme a amizade dos dois cresce, o tom das cartas vai mudando.
Aliás, essa é uma das coisas que eu acho que podia mudar: tem uma hora em que a história dá uma guinada, se vocês lerem talvez percebam isso. Por mim, o livro teria rendido muito, muito mais! Com certeza tinha material pra mais cartas, mais "recheio". Eu nem reclamo do final, fiquei desapontada com ele nos meus tempos de pirralha, agora eu vejo que talvez devesse ser assim mesmo.
[SPOILER!]Apesar de que, quase 20 anos depois da troca de cartas entre Ana e Pedro, dá muita vontade de como eles estão, ou estariam agora. Um reencontro, por que não?[/SPOILER!]Pois é, o livro é de 20 anos atrás. É atual mas não é, tem coisas que dá pra perceber claramente que seriam diferentes se fosse escrito hoje, Ana e Pedro são adolescentes, muito ligados no mundo que os cerca. Mas a essência deles é a mesma, os sentimentos, os sonhos, as dores são as mesmas, a gente vê isso e se identifica. Agora que meus 16 anos não são mais um sonho distante como naquele tempo, me identifico muito mais até.
Então procurem pelo livro, em livrarias, bibliotecas e sebos vocês devem encontrar. Soube procurando no Google que ele é até mesmo muito adotado em escolas, mas não fiquem achando que ele é um porre como a maioria daqueles extra-curriculares...
Era esse tipo de livro que a UFBA devia cobrar. Ele pode ser abordado sobre vários aspectos, inclusive em uma análise do contexto sócio-cultural da obra. Mas não, eles têm que fazer a gente ler aquela droga de "Viva o Povo Brasileiro".
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Eu juro, meu relógio biológico veio com defeito. Se eu pudesse, eu com certeza trocava os turnos. E, segundo minha mãe, eu sempre fui assim...
Por que é que eu me sinto muito mais desperta à noite e mais propensa a dormir durante o dia? Minhas melhores idéias só vêem à noite. A inspiração pra desenhar, escrever, vem mais à noite. Eu me sinto mais confortável à noite. Mais disposta à noite, e não importa a hora que eu acorde de manhã! Posso até sentir cansaço lá pra meio-dia, mas de noite eu já estou sempre com todo o gás.
Sei lá, mas eu daria tudo pra ter uma regulagem certa, como a de todo mundo. Assim, a essa hora eu já estaria caindo pelas tabelas, não a mil por hora, e não teria problemas acordando pela manhã. Mas cada um é agraciado com um metabolismo só seu ao nascer, infelizmente...
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Pra vocês não acharem que eu fico no meu curso de desenho só com a cara pra cima:

Primeira prática de lápis de cor, imagem de pinguça danada! XDDD Sei lá, a tal garrafinha e seu amigo cálice-tortinho ficaram até passáveis, embora eu ache que a imagem só tenha ficado assim cem porcento gatinha do jeito que ficou porque Mestre Charles retocou ela...
Sim, o professor retocou! Eu posso até não ser um fracasso, mas poha, eu ainda não sou nenhum monstro.
Eeee pra fechar o post, plaquinhas mil!
Tops do Chibi Contest! Quanto será que eu tiro no top 10? *-*


E depois daquele sacrifício todo pelo trote do TDB, aí está meu prêmio :'DDD

Os temas foram absurdamente nonsense, mas fala sério, foi muito legal participar! XD Vou pôr link pra imagem porque ela é grande demis pro meu perfil, ok?
Saudações a todos, e boa noite!
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Um conto de cinco minutos
- Por favor, senhor, eu gostaria que o senhor me desse a chave do 804, o corretor me disse que ela está todos os dias na portaria... Eu ontem estive aqui para olhar o apartamento e hoje gostaria de mostrá-lo para meu pai.
O porteiro encarou-a fixamente. Ela sentiu-se um pouco desconfortável.
- Senhora, há um problema com o apartamento 804.
Os olhos dele eram como dois poços profundos, e a sensação de estar caindo, caindo infinitamente naqueles dois precipícios escuros de dor e desespero era aflitiva, incômoda e real.
- Qual... qual problema?
Os olhos negros a atingiam como flechas. Ele olhou em torno antes de voltar-se para ela e sussurrar:
- Todos os moradores anteriores do 804 morreram de forma misteriosa.
Marta sentiu um fino fio de suor escorrer pela sua nuca.
Baseado em fatos reais. Ou não.
Hoje eu fui com minha tia ver o apartamento que ela quer comprar, e eu jurava que era isso que ele ia dizer depois que ele falou "Senhora, há um problema com o 804".
Acho que eu preciso parar de viajar tanto.
Agora parando pra escrever isso, eu me lembro do tempo em que eu costumava me dedicar mais à literatura e aos meus escritos, e como eu sonhava em fazer jornalismo. Dava até pra fingir que eu tinha algum talento literário... Isso, claro, foi antes de meu professor de redação arrasar com todos os meus sonhos.
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Agora deixa eu ir que eu tenho curso de desenho!
Ka-chan, depois eu vou comentar lá no teu blog, viu? n__n O lay tá lindo! =D Deu até saudade do Trickster, eu parei com ele depois que joguei minha chara de lvl 20 numa área de lvl 80 e depois não consegui sair (inteligente, eu).
Fora o fato de eu sempre demorar uma vida pra upar meus charas nesses joguinhos...
Ah, eu te linko também, viu? Vou fazer uma área de links no lay mais tarde. n_n
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A respeito da minha classificação como escritora
Eu sou contista. Não roteirista. Se você quer falas puras e impessoais numa folha de papel, não conte comigo, a minha imaginação hiperativa me impede. Eu tenho a
necessidade, pura e simples, de arquitetar tudo na minha cabeça - a cena toda.
Será que eu recebi algum tipo de reconhecimento pela dedicação, pelo trabalho monstruoso que foi escrever o texto, praticamente varando a noite a fim de terminar o trabalho? Claro que não. Além de tudo, dizem que eu fiz a coisa toda errada. Aparentemente, roteiristas devem se ater ao roteiro, e não deixar o seu lado contista romancear a coisa toda. Você deve deixar isso pros atores, óbvio. É a coisa mais elementar.
Eu, infelizmente, nunca aprendi nada relativo a teatro, e portanto não sei nada a respeito.
Mas quem liga? Sou contista. Não roteirista. Encare isso.
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Minha vida anda um saco. Ando naquela brincadeira de trabalho, trabalho, trabalho. Sinceramente, não vejo a hora desse inferno acabar.
Amanhã, graças a Deus, vou ter um pouco de céu depois do mais fundo do inferno.
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