Queimem gibis em praça pública
Então, o que me traz de volta ao meu abandonado, empoeirado e largado blog?
Essa pilha de besteiras aqui:
CLICAAntes de mais nada, vou ser bastante parcial aqui, porque é o MEU blog e aqui eu falo o que EU quero, certo? Então.
Pra começar, acredito que esse fulano nunca tenha nem pego num gibi da Turma da Mônica. Claro que ele provavelmente não faz questão, né, ser exposto a todos esses "malefícios" que revistinhas em quadrinhos podem provocar. Mas aí faz a MERDA de falar de uma coisa da qual não sabe. Porque dizer que os personagens da Turma da Mônica não têm personalidade já transcende o erro e passa a ser absurdo. As personagens da Turma da Mônica têm SIM uma personalidade que vai além dos tais "clichês" (que nada mais são que represetações de comportamentos COMUNS da infância), e qualquer um que pega as revistinhas pra ler percebe que Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha têm personalidades fortes, marcantes e distintas, que muitas vezes são simplificadas e minimizadas aos olhos do grande público justamente por causa dos traços característicos dos personagens.
Magali e Cascão, potenciais vítimas de bullying? É piada, né? Eles são plenamente aceitos por todos os outros personagens (com exceção de leves conflitos em algumas histórias) e isso é algo POSITIVO. Se eles fossem excluídos, aí todo mundo ia falar que eles eram excluídos. Tenha dó.
Segundo, como acusar a Turma da Mônica de "conservadora" comparando-a com HQs que o próprio autor admite serem dirigidas pra um público adulto? Ou será que criancinhas teriam o dicernimento necessário pra refletir sobre as tendências marxistas de Mafalda? Tenha dó! Isso me cheira mais a pseudo-intelectual querendo fazer doutrinação.
Além do mais, imagina o que seria das revistas da turma em nossa sociedade se eles chegassem arrebentando a boca do balão? Foi só o Mauricio por um personagem gay na revista da Tina pra criar o maior bafafá. Imagina Mônica fazendo discursinho contra a sociedade capitalista?
Me espanta ver esse cidadão esculachar tão veementemente a Turma da Mônica. Não são essas mesmas pessoas que acreditam que a gente deve valorizar mais o produto nacional?
Não, meus amigos, vamos ler só HQs americanas e argentinas, porque a obra de HQ que mais alcançou destaque no nosso mercado é uma porcaria, não presta e só passa valores ruins para as crianças.
Mas o que me deixa mais indignada nessa história toda é mais uma vez a mídia tentar jogar a culpa dos "problemas" das crianças pra a televisão, quadrinhos, internet, video-game, raio que o parta, quando só existem duas pessoas no mundo que deveriam ser responsáveis pela educação dos filhos: OS PAIS.
Sim, os pais! Eles são os únicos responsáveis pela educação de seus filhos e cabe a eles dizer a que tipo de material as crianças devem ter acesso ou não!
Alegar que eles são "condescendentes" com a Turma da Mônica é contransenso. Aposto que se o filho de alguém começasse a sentar a mão nos coleguinhas e fosse apurada que a causa eram os gibis da Mônica, a primeira coisa que os pais fariam seria parar de comprar. Mas não. Até hoje não ouvi falar de NENHUMA criança que tenha ficado "mais violenta", "mais gulosa", "mais suja" por causa dos gibis... O máximo que pode acontecer é identificação, já que, como foi dito, esses são traços COMUNS DA INFÂNCIA.
Pode-se dizer que é o contrário. Os gibis estimulam a leitura e, principalmente agora que a Mônica é embaixadora (? embaixatriz?) do UNICEF no Brasil- título concedido, olha só, a uma garotinha que só resolve os problemas através da violência e que é um péssimo exemplo pras criancinhas-, passam muitas mensagens positivas de preservação do meio ambiente, respeito, além de tratarem temas sérios como preconceito. Isso chega até a irritar os fãs mais antigos, que acham que as histórias estão ficando muito "chatas" e "certinhas". Para os pais, educadores, tias chatas e outros politicamente corretos de plantão, ainda há muito a ser feito. Mas as coisas devem ser construídas de forma gradual, ou serão jogadas no mercado de maneira caricata, e aí quem é que vai reclamar?
Ela mesma, a patrulha do politicamente correto.
Então é isso amiguinhos. Derrubemos tudo que foi construído nos 50 anos da brilhante carreira de Mauricio de Sousa. Queimemos gibis em praças públicas e deixemos as nossas crianças em casa, cantando "Rebolation" e "Eu sou o Lobo Mau"; daí vamos ver pra onde vai nosso país.
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Voulez-vous coucher avec moi, ce soir? / Conversa de classe
A história todos conhecem: rapaz de classe média começa a envolver-se com a vida boêmia de Paris no século 19. Conhece uma bélissima mulher por quem apaixona-se perdidamente; ela, porém, é uma cortesã. No começo a moça resiste aos sentimentos dele, mas os dois acabam por entregar-se a um grande amor, enfrentam ciúmes por parte do rapaz e dos outros admiradores da moça, mas o verdadeiro vilão é o mal secreto que a corrói por dentro, matando-a dolorosa e silenciosamente...
Moulin Rouge?
Não, não!
Estou falando de
A Dama das Camélias

Poster lindo feito pelo Alphonse Mucha, membro do movimento art-nouveau e um dos meus artistas favoritos.
Já tinha ouvido falar, só de passagem, dessa história; fui recentemente à biblioteca com a cara e a coragem e loquei o livro sem ter a mínima noção do enredo. Não me arrependi.
Ao contrário de Moulin Rouge, A Dama das Camélias me arrancou lágrimas sinceras. Marguerite Gautier, personagem baseada na verídica Marie Duplessis, é uma mulher forte, dez vezes mais fascinante que a Satine do filme, é sedutora sem ser vulgar. Não é qualquer uma que tem cara para dizer ao amante "
Amei você, tanto quanto a meu cão"!
Ela entende perfeitamente qual é o seu lugar na sociedade. No começo, não aspirava a nada mais do que a vida que levava, sendo usada por homens que queriam vangloriar-se dela como quem exibe um troféu, e trata de tirar proveito da situação. Porém apaixona-se sinceramente pela primeira vez e começa a permitir-se sonhar com a reabilitação e a felicidade ao lado do homem a quem ama. As condições, porém, são adversas, e ela acaba por mostrar imenso desprendimento e uma bondade que as pessoas provavelmente não esperariam de uma "mulher da vida".
Marguerite não será recompensada no final, isso é certo. Seu destino é trágico e ela paga por todos os seus pecados. Morre sozinha após vários percalços, porém o motivo pelo que fez isso é surpreendente. Dizer mais que isso seria sem dúvidas estragar a leitura...
A Dama das Camélias foi, como eu disse, baseado em uma história real, vivida em parte por Marie Duplessis e o homem que viria a ser seu esposo e em parte pela própria experiência pessoal do autor, Alexandre Dumar Filho, que foi seu amante até romper com ela por motivos financeiros. O livro foi transformado em filmes e óperas, mas ainda não tive a oportunidade de conhecer essas duas versões.
Depois da leitura dá pra ver que Moulin Rouge bebeu muito da fonte desse livro, sem dúvidas, mas na minha modesta opinião a obra original é altamente superior.
Por isso, corram atrás e boa leitura!
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Hoje, no meio da aula de matemática em uma certa turma de 3º ano...-
Professooor... o que é poligamia?- Bom, você sabe... 'Poli' é 'muitos', 'gamia' é parceiros. Na cultura árabe, por exemplo, eles são polígamos, um homem pode ter até cinqüenta mulheres, a depender...
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Aaah rapá, lá na Arábia eles podem ter é quantas mulheres puderem comprar... assim é que é bom!... falando sério, é ouvindo comentários chauvinistas assim que dá vontade de esquecer tudo que eu escrevi sobre igualdade no post passado, chutar o pau da barraca e dizer que mulher tem que dominar o mundo SIM.
Aliás, é tanta barbaridade que eu escuto lá naquela minha escola que vou te contar. Mas isso daí já é assunto pra outro post.
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Coletânea
Êêê, hoje é dia de post comprido, oba XDDD
Vou colar alguns assuntos aleatórios e jogar tudo aqui.
Antes de mais nada, vamos à resenha de filme!
Alvin e os EsquilosO TEXTO ABAIXO PODE CONTER
SPOILERS.
Tipo, não tem nem muito o que falar sobre o filme, porque ele é exatamente o que eu esperava dele. Aquele típico filme infantil, com história infantil e que é feito só pras crianças curtirem os esquilos cantando.
Agora, uma coisa que eu não entendi... Pelo que eu me lembro do desenho animado, os esquilos eram atrapalhados mas no geral eram educadinhos. Mas no filme não é assim. Alvin, o principal, é o pior de todos: arrota arrogância e falta de educação. Todos os três fazem um bocado de bagunça, seja sem querer ou de forma deliberada. Theodore, no começo, era simplesmente tapado, mas no meio do filme eles felizmente acertam na caracterização do personagem e ele torna-se só meigo e inocente. Simon é o melhor de todos, apesar de também ter seus momentos de má educação...
→ Os mais :)
- "Only You" versão esquilos = clássico. As outras músicas também são legaizinhas (Witchdoctor!)
- "Nossos pais eram hippies, eles foram pra uma colônia"
- "
Konbawa - Watashi wa Alvin desu" "Não é bonitinho? Ele fala espanhol!"
→ Os menos :(
- A falta de educação dos esquilos, claro...
- E a namorada/ex-namorada/alguma coisa não definida idiota do cara. Ela é um personagem clichê e relativamente inútil. (e claro que tinha que ser uma loira gostosona, como sempre)
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Um breve comentário sobre uma coisa que está acontecendo aqui em SSA/BA...
Um certo sr. William Martins decidiu fazer como seu trabalho de mestrado uma exposição em que ele tira "imagens" da rua para transferi-las para uma galeria.
No que consiste a transferência: ele usa panos embebidos em preparados químicos, coloca-os por cima de trabalhos de grafitti e simplesmente arranca buracos(!) do trabalho.
Eu gosto muito de
street art e acho a uma iniciativa excelente: todo mundo sabe que uns 70% (no mínimo) da população brasileira não vai a museus, seja por falta de condições ou mesmo por desinteresse, então esses artistas se mobilizam para trazer a arte até elas de alguma forma. Eles fazem isso gratuitamente, e visam apenas oferecer algo a mais para as pessoas, fazendo algo que é público e portanto pertence a todos.
Tirar pedaços dessas obras das ruas e levá-las para um museu, inclusive sem pedir autorização aos autores, sem creditá-los e muito menos compartilhar os lucros com eles, além de desvirtuar completamente o conceito de
street art, é roubo puro e simples.
Não é porque uma praça é pública que uma pessoa pode cercar um pedaço dela e falar "é minha", e passar a exigir dinheiro de quem passar por ali.
Não é porque uma escola é pública que uma pessoa pode se proclamar a dona dela e começar a cobrar mensalidade para seus estudantes.
Esse conceito de propriedade e apropriação já é ultrapassado desde pelo menos a época de Jean-Jacques Rousseau! Então por que que com as obras de arte tem que ser diferente?
Então só estou escrevendo isso pra conceder o meu apoio a esses artistas que gastam tempo, criatividade e dinheiro para realizar o seu trabalho, que deve ficar
exposto para todos, e não
trancado em uma sala.
Se quiser saber mais, clica
AQUI.
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Meu mais novo vício: Pokémon Leaf Green. XDDD Já que eu nunca tive GameBoy quando era pequena (sim, eu não tive infância nesse aspecto), tô fazendo a festa agora que descobri o incrível e colorido mundo dos emuladores. n_n
Meu Squirtle já evoluiu pra Wartortle! =D Meu Caterpie já é Butterfree... e eu tenho um Beedrill =DD (eu também peguei ele no primeiro estágio e evoluí ele)
Se quiserem jogar também, o emulador e o jogo estão
AQUI!
(Também baixei o jogo de Love Hina... é legal, mas meio cansativo XD)
Quem descobriu o site foi a
Allie, então caso gostem vão agradecer à ela X)
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