quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Resenha literária / Relógio biológico / Garrafa :D e etc.

Primeiramente, peço desculpas a quem se incomoda com essas coisas por estar postando só pro TDB...

A verdade é que eu ando passando por uma dessas minhas fases em que eu tenho uma forte tendência a me martirizar e chorar pitangas no ouvido dos outros. De vez em quando eu até me descontrolo e um post desses acaba saindo... Isso é um saco, eu sei, e nem eu mesma gosto dessa minha faceta, então prefiro me auto-encher no meu diário de papel ao invés de alugar vocês.

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Mas enfim! Como no último post eu falei sobre o "Ana e Pedro: cartas", e como eu já fiz (ou melhor, arrisquei, já que não sou nenhuma especialista no assunto) algumas críticas de cinema, acho que não custa nada falar um pouquinho sobre o livro.

A primeira vez que eu li "Ana e Pedro" eu devia estar... na quinta ou na sexta série. Relendo agora, dá pra ver que eu provavelmente não entendi um terço dele naquela época, mas ainda assim os dois terços que eu entendi eu gostei. Recentemente tive a oportunidade de locar novamente o livro numa certa biblioteca (isso já é outra história), e ele me tocou muito, muito mais do que da última vez. Provavelmente porque agora eu já tenho mais maturidade e dá pra entender o tal terço que faltava.

Do que se trata "Ana e Pedro"? Como muitos já devem ter sacado, ele mostra a correspondência de dois adolescentes de quase 17 anos. Ana mora em São Paulo, Pedro em Belo Horizonte e durante um ano eles se correspondem, dividindo suas vidas sem nunca terem se visto, sequer mandando fotos ou telefonando (agora entendem porque eu citei no post sobre amigos virtuais?). Com o tempo, conforme a amizade dos dois cresce, o tom das cartas vai mudando.

Aliás, essa é uma das coisas que eu acho que podia mudar: tem uma hora em que a história dá uma guinada, se vocês lerem talvez percebam isso. Por mim, o livro teria rendido muito, muito mais! Com certeza tinha material pra mais cartas, mais "recheio". Eu nem reclamo do final, fiquei desapontada com ele nos meus tempos de pirralha, agora eu vejo que talvez devesse ser assim mesmo. [SPOILER!]Apesar de que, quase 20 anos depois da troca de cartas entre Ana e Pedro, dá muita vontade de como eles estão, ou estariam agora. Um reencontro, por que não?[/SPOILER!]

Pois é, o livro é de 20 anos atrás. É atual mas não é, tem coisas que dá pra perceber claramente que seriam diferentes se fosse escrito hoje, Ana e Pedro são adolescentes, muito ligados no mundo que os cerca. Mas a essência deles é a mesma, os sentimentos, os sonhos, as dores são as mesmas, a gente vê isso e se identifica. Agora que meus 16 anos não são mais um sonho distante como naquele tempo, me identifico muito mais até.

Então procurem pelo livro, em livrarias, bibliotecas e sebos vocês devem encontrar. Soube procurando no Google que ele é até mesmo muito adotado em escolas, mas não fiquem achando que ele é um porre como a maioria daqueles extra-curriculares...

Era esse tipo de livro que a UFBA devia cobrar. Ele pode ser abordado sobre vários aspectos, inclusive em uma análise do contexto sócio-cultural da obra. Mas não, eles têm que fazer a gente ler aquela droga de "Viva o Povo Brasileiro".

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Eu juro, meu relógio biológico veio com defeito. Se eu pudesse, eu com certeza trocava os turnos. E, segundo minha mãe, eu sempre fui assim...

Por que é que eu me sinto muito mais desperta à noite e mais propensa a dormir durante o dia? Minhas melhores idéias só vêem à noite. A inspiração pra desenhar, escrever, vem mais à noite. Eu me sinto mais confortável à noite. Mais disposta à noite, e não importa a hora que eu acorde de manhã! Posso até sentir cansaço lá pra meio-dia, mas de noite eu já estou sempre com todo o gás.

Sei lá, mas eu daria tudo pra ter uma regulagem certa, como a de todo mundo. Assim, a essa hora eu já estaria caindo pelas tabelas, não a mil por hora, e não teria problemas acordando pela manhã. Mas cada um é agraciado com um metabolismo só seu ao nascer, infelizmente...

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Pra vocês não acharem que eu fico no meu curso de desenho só com a cara pra cima:

Garrafeeenha~


Primeira prática de lápis de cor, imagem de pinguça danada! XDDD Sei lá, a tal garrafinha e seu amigo cálice-tortinho ficaram até passáveis, embora eu ache que a imagem só tenha ficado assim cem porcento gatinha do jeito que ficou porque Mestre Charles retocou ela...

Sim, o professor retocou! Eu posso até não ser um fracasso, mas poha, eu ainda não sou nenhum monstro.

Eeee pra fechar o post, plaquinhas mil!

Tops do Chibi Contest! Quanto será que eu tiro no top 10? *-*





E depois daquele sacrifício todo pelo trote do TDB, aí está meu prêmio :'DDD



Os temas foram absurdamente nonsense, mas fala sério, foi muito legal participar! XD Vou pôr link pra imagem porque ela é grande demis pro meu perfil, ok?


Saudações a todos, e boa noite!

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Teclando ou não

Num mundo em que tudo se resolve por computador, não faz nem sentido falar que não acredita em amizade virtual. Quem diz pode até ter seus motivos. Que esse tipo de amizade é impessoal, que você nunca sabe se a pessoa está te falando a verdade ou não. Mas não é sempre assim? Não estamos sempre tentando entender o que se passa na cabeça dos outros, mesmo dos nossos amigos mais chegados? A amizade virtual também tem suas vantagens! Nela não existe a barreira da aparência na hora de conversar (por mais que a gente não tenha preconceito, sempre acaba rolando pré-julgamento). Você realmente se identifica com o que a pessoa pensa, não com o que ela é por fora. E vai construindo o relacionamento pouco a pouco, como na vida real. Tem até quem se abra mais falando pelo computador, fora poder conversar com gente de todos os lugares. Claro que nada substitui o contato, sair junto, ir ao cinema... Mas o que realmente conta na amizade são as idéias e o afeto, e isso distância alguma consegue mudar.



PS: Quem gosta de amizade por correspondência, leia o livro "Ana e Pedro: cartas". Procure numa biblioteca ou num sebo, vale a pena.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Arte pela Arte

Na nossa sociedade há, infelizmente, a idéia de que o artista (em especial os poetas e artistas plásticos, e também atores até serem mais conhecidos) é um desajustado, um delirante que vive preso no seu mundo de fantasias, pseudo-intelectualidade, drogas e libertinagem. Um bicho-grilo. Qualquer pessoa que tenha a coragem de dizer "sou um artista" será julgada, muitas vezes hostilizada, a partir desse conceito, a menos, é claro, que o artista em questão ganhe as luzes da ribalta e torne-se uma pessoa pública. Nesse caso, a responsabilidade é dobrada. Ele é observado pelo mundo todo e além disso é um representante da sua categoria. A partir do que fizer, pode confirmar ou negar a idéia do começo do texto.

A obra de arte em si não pode ser julgada a partir de como o autor dela é moralmente. Não é o mesmo que lidar com um professor, um advogado, um médico, ou outras carreiras baseadas na ética - a obra é produto do esforço somado ao talento pessoal e o fato do cidadão ser um canalha não vai fazer dele um cantor melhor ou pior. Mas do mesmo modo como nunca investigam a vida privada de um médico, acham que o "artista profissional" e a "pessoa" são uma coisa só. Se a "pessoa pública" age como uma desvairada se drogando de todas as formas possíveis e sendo subersiva, está desvalorizando os artistas e, por conseqüência, a arte. Prejudicando todos os outros artistas do mundo. Gente que trabalha sério e rala muito pra pagar a conta de luz no fim do mês.

As pessoas precisariam aprender a separar nesse ramo o profissional do pessoal, como nas outras carreiras. Não só para analisar melhor o trabalho artístico como também para não discriminar quem trabalha com isso. Mas mudar a sociedade é utopia, então só resta rezar para que os artistas que aparecem na mídia tenham um mínimo de bom senso na hora de se comportar publicamente.

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Parte que não tem a ver com o texto:

Passei no top 25 do contest :DDD



Valeu, Thi! E eu lembro de você sim! XDDD

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Pote de ouro

- você acredita em duende?

Duende? Você diz aqueles homenzinhos simpáticos de pele verde com sorrisões e nariz de batata, que vivem nas matas protegendo a nartureza? Isso é realmente uma idéia maravilhosa, você não ach....

Efeito estufa, buraco na camada de ozônio, aquecimento global, poluição, derretimento das geleiras, falta de água potável, desmatamento.

Pois é, não. No fim das contas, eu não acredito em duende.

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Última parte do trote, era pra ter saído ontem, mas sabe como é...

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Assopra ou morde?

Marijuana marijuana. Juana juana mari mari. Ou ainda maconha, o nome pelo qual a Cannabis sativa é mais conhecida. Volta e meia, essa plantinha de cinco pontas está na mídia, causando polêmicas e embates de opiniões controversas. A última dessas é a da legalização da dita para fins medicinais na Alemanha, Canadá e outros países. Acho que, como em toda decisão que precisamos tomar, nessa temos que analizar os prós e os contras. Afinal, o que a legalização, ainda que "parcial" da marijuana-marijuana tem a nos oferecer? Dos benefícios que o suposto "uso medicinal" dela pode trazer aparentemente ninguém ainda tem com certeza. Mas de uma coisa todos têm certeza: maconha causa dependência, mesmo que psicológica. Isso sem falar na dificuldade para o controle da venda da droga. No final, quantos pacientes podem acabar viciados? Será que vale a pena correr esse risco por um tratamento que não é garantido? Achando que fazemos um bem, podemos acabar prejudicando muito mais essas pessoas. Mordendo ao invés de assoprar.

Pois é, pelo menos pra mim ainda não é a hora nem a vez da tal da Cannabis. Quando os cientistas puderem afirmar, com toda a convicção e provas concretas, que ela realmente ajuda mais do atrapalha, assopra mais do que morde, aí sim eu posso mudar de opinião.

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Doce, doce, doce!

Se me perguntassem assim, na lata, "diet ou light?", minha resposta sincera seria: nem um nem outro. Acho que nenhuma imitação potencialmente cancerígena, por menos calórica que seja, bate o sabor original.

Agora, obrigada a escolher mesmo um dos dois, eu fico com o light (não vou nem entrar na polêmica do zero), apelando pra velha definição básica que diz que o diet é supostamente a mesma coisa do original, só que sem o açúcar. Pros diabéticos, coisa e tal.

Olha, por mim, que não tenho nenhum problema com taxas de glicose no sangue, se é pra tirar a parte boa que eu pelo menos ganhe alguma coisa com isso! Afinal, a minha filosofia alimentar é "A gente vai morrer mais cedo ou mais tarde. Eu vou morrer cedo mas vou morrer feliz, comendo o que eu gosto"...

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Penúltimo trote, amanhã vem o último se tudo der certo.

Hoje foi meu primeiro dia de aula. Mas nem vou me alongar nesse assunto, já que ele merece um post à parte, que eu vou fazer com calma no fim de semana.

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Devaneios e fatos

O prometido post!

Eu sou melodramática assim mesmo, então nem liguem... Se quiserem pular essa choradeira toda, fiquem à vontade.

Ultimamente eu tenho andado meio insegura, e tal... Acho que é o começo do último ano da escola, sei lá, um frio permanente na barriga, uma sensação de "o que é que vai ser de mim agora". Bate uma incerteza quando eu penso na faculdade, mesmo que eu brinque dizendo que quero passar fome e não que eu não ligo de morar embaixo da ponte. Não dá pra pensar em fazer Belas Artes achando que vai ser fácil, porque não vai. Me pego achando que não sou boa de verdade em nada que eu faço. Quer dizer, não sou Oh Meu Deus, A Artista. Basta dar uma olhadinha no meu deviantART pra comprovar, é aquela história, tudo muito simples, mas de coração, né? Só que isso não é o bastante. E acho que não tenho talento de verdade.

Mas se eu não for fazer isso, e não chego perto de "boa" em mais nada, eu vou fazer o quê?

(Não venham me dizer Arquitetura, porque eu odeio-deio-deio Matemática, e tenho dito!)

De qualquer modo, eu quero cursar duas ao mesmo tempo pra pelo menos me garantir, e a escolha do segundo curso anda me causando uma dúvida atroz. Porque, sinceramente, acho que não sou boa em nada.

Quer dizer, psciologia? Pffft! Se eu tentar analizar um hamster com depressão, o pobre do bichinho comete suicídio. Não sei o que me deu pra eu inventar que seria boa psicóloga.

Jornalismo? Eu, a eterna garota segundo lugar? Admito que até a 8ª série eu acreditava que sabia escrever. Meu professor de Redação gostava muito dos meus textos e tudo. Mas depois de perder pro conto do peixe falante da menina da 5ª série e logo em seguida amargar dois professores que não gostavam do meu trabalho acabei desiludida.

Não sirvo pra webdesign eu sirvo, já que meus conhecimentos de Photoshop são relativamente parcos e eu não sou muito chegada no html.

Não posso nem ser mulher de milionário, porque não gosto de moda nem de festas.

Acho que o emprego perfeito pra mim seria "morgadora profissional", ou seja, ganhar pra morgar na frente do computador.


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Bom, acabou que hoje não foi o meu primeiro dia de aula, e eu paguei o pato de acordar, me arrastar pra fora da cama, me arrumar, comer, andar até a escola e descobrir que não tinha aula =D

O resultado é que amanhã vai ser meu primeiro dia de aula, e eu não estou animada com isso. Até preferia que tivesse sido hoje. Parece quando você vai tomar uma vacina, mas adiam pro dia seguinte. Na hora dá até pra se alegrar um pouquinho, mas se pensar bem, você só fez adiar o sofrimento.

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Acho que, fora isso, não tem mais nada que valha a pena ser mencionado.

Vão lá ouvir a Rádio Blast! (sei lá, eu gosto) que eu vou pensar no bendito post que eu preciso fazer. XDD

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Neeeeeear, faaaaar....

Acredite ou não, Titanic me traumatizou de pelo menos duas formas diferentes.

Primeiro, foi responsável por um dos meus traumas de infância. Sabe aqueles filmes, aqueles que todo mundo já assistiu... menos você? Todos os seus amigos falam na droga do filme, comentam as cenas, citam as frases clássicas, e você lá, só boiando na conversa. O pior é quando viram no meio da discussão completamente inútil e irrelevante e falam:

"E aí, o que você acha?"

"Ah... Eu não vi o filme."

"O quê? Você NÃO viu!?" (como se o mundo inteiro tivesse sido obrigado a ver o filme.)

E só lhe resta sorrir amarelo e falar alguma coisa do tipo "Pois é, né... hehe". Titanic me fez passar por muitas, muitas situações dessas, afinal, eu só fui conseguir assistir a esse mega-clássico em 2006...

Quando eu finalmente consegui assistir, fui traumatizada pela segunda vez. Quase tive um surto psicótico, porque após três horas de filme eu estava entrando em parafuso de tanto ouvir 'My Heart Will Go On'. Juro que até hoje não consigo escutar essa música sem ter um negócio.

Abertura do filme, 'My Heart Will Go On'. Cena de romance, 'My Heart Will Go On'. Cena de comédia, 'My Heart Will Go On'. Sessão de congelados no meio do mar Cena de drama, 'My Heart Will Go On', que droga é essa!?

Será que, num filme multimilionário, o orçamento da trilha sonora só deu praquela maldita música?!

Parte 5 do trote, contei errado o último post ^^' Mais dois e eu termino!

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Pra quem anda com saudades dos meus posts "normais", mais tarde eu posto por aqui. (é até chato ficar só postando coisa pro TDB, né? E olha que eu ainda tenho uma pauta "oficial" pra escrever...) Eu ia postar junto com esse, de uma tacada só, mas aí precisei levantar enquanto digitava pra fazer umas coisas e esqueci o que eu ia escrever -__- Agora a "inspiração" foi embora...

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domingo, 10 de fevereiro de 2008

Utilidade Pública!

Um certa doença que havia sido declarada extinta nas áreas urbanas em 1942 ultimamente decidiu dar uma de zumbi e voltar para assombrar os moradores do nosso querido país. Por isso, em caráter de utilidade pública, hoje o Dreamer Bee responde:

Como Prevenir a Febre Amarela?


Primeiro, é bom saber que a febre amarela é transmitida pelo desgraçado do Aedes aegypti e o primo dele Aedes albopictus, que também transmitem a dengue, e adooooram água parada. Então aquela história de esvazir pratinho de planta, etc, etc, também tá valendo, apesar de que você nunca saberá se está seguro ou não com aquele seu vizinho preguiçoso que insiste em deixar aquela piscina cheinha descoberta...

Após tentar limitar a proliferação dos mosquitos, você pode se dirigir aos postos de saúde e tentar tomar a vacina. TENTAR, saliento. Esse método também não é garantido, por causa dos tamanhos das filas, que transformam o ato de se vacinar numa verdadeira loteria. Também dá margem a teorias que dizem que na verdade essa epidemia foi friamente calculada, uma vez que Brasília se encontra na área de risco, e a vacinação preventiva dificulta a vida das pessoas que querem viajar pra fazer piquete em frente ao senado e à câmara.

Só posso dizer que a maneira mais eficiente de evitar contrair febre amarela é se afastar o máximo possível das áreas de risco. De preferência, fazendo as malas e indo pra um lugar de clima temperado.


Parte 3 do trote. XDDD Amanhã minhas aulas começam! Nãããão~ >___<

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Deposite sua cédula de voto

O eleitor democrata americano se vê em um impasse. Qual dos dois candidatos do seu partido deve apoiar? É como estar em uma encruzilhada, tentando escolher um dos caminhos, sendo que todos os dois parecem tentadores.

Ambos possuem propostas interessantes. Hillary pretende lutar em prol das mulheres americanas, além de estar conquistando a simpatia dos idosos. Já Obama defende a bandeira da causa negra, há tanto negligenciada, mascarada, e convenientemente esquecida pelos governos que insistem em não olhar para os guetos violentos das grandes cidades. E, como ambos são democratas, possuem uma opinião parecida a respeito das outras coisas, como a tão falada questão ambiental.

As mulheres negras são as que estão em pior situação, obviamente. E, para agravar o cenário, ambos recentemente começaram a se engalfinhar entre si, levantando suspeitas sobre a suposta falta de integridade um do outro e ocasionando problemas como a divisão do partido e o aumento da popularidade do candidato republicano.

O eleitor americano pensa. Pensa, mas não consegue chegar a uma resposta. Com alívio, ele lembra-se que o voto em seu país não é obrigatório e decide dar uma merecida folga a si mesmo, ficando em casa e vendo televisão.

(Eu, sinceramente, votaria em branco - ou não votaria -, porque não tenho conhecimento de causa da questão o bastante pra me decidir por um dos lados. Eu soube do problema de forma meio superficial. Mas, como feminista, eu em primeiro ligar simpatizo com Hillary, obviamente...)

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cascudas fofinhas!

Motivos para Amar as Tartarugas Ninjas

1 - Tartarugas são animais ameaçados de extinção, portanto, assistindo às Tartarugas Ninjas você se mostra altamente engajada com as causas ambientais, praticamente uma militante do TAMAR. Afinal, não é todo programa que concede a esses animais status tão alto quando as Tartarugas Ninjas: transformando-as em guerreiras mutantes da justiça ele põe em destaque uma espécie que, em outras ocasiões, seria relegada em prol de outras mais "fofinhas".

2 - Todas as quatro Tartarugas Ninjas possuem nomes de pintores famosos: Leonardo, Michelangelo, Rafael e Donatello. Este é um claro atestado de que as Tartarugas Ninjas prezam pelo aprofundamento cultural dos seus telespectadores, visto que, sendo batizadas com os nomes desses artistas, podem levar as crianças a pesquisar mais sobre as obras dos mesmos.

3 - Tartarugas Ninjas são fashion: cada uma tem sua corzinha, mostrando assim que são descoladas, ligadas nas tendências. Fora isso, ao contrário de outras equipes de super-heróis, que optam por uniformes homogêneos e alienantes, a delas mostra que preza pela personalidade e individualidade dos seus membros. embora eu na verdade suspeite que isso sirva apenas pra diferenciar um dos outros.

4 - As Tartarugas Ninjas são ninjas, e ora - todo mundo sabe que ninjas voltaram à moda desde Naruto! Ria na cara de todos aqueles pivetes que saem por aí falando em jutsus, kunais e shurikens; "Meu filho, as Tartarugas Ninjas já estavam por dentro de tuuuudo isso aí antes mesmo de você sonhar em nascer!"

5 - É um dos poucos desenhos animados em que o nome em português é pelo menos cem vezes melhor que o original. Fala sério, o que você prefere: "As Tartarugas Ninjas" ou "Teenage Mutant Ninja Turtles"?

Trote número dois. XDDD

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Pequena aula de História

Poxa, nem entrei na faculdade ainda e já recebi meu primeiro trote. XDD

Trote nazi das veteranas do TDB!

(Ok, ok, vocês me pegaram, agora vai um por dia:~ Não que eu ache que tenha algo de interessante pra dizer numa entrevista, mas como é trote e tem penalidade... *medo*)

- a tchecoslovaquia manteve-se comunista até o final da década de 80, quando se abriu para o sistema democrático. analisando a atual situação da política brasileira, você acha que o nosso país poderia de alguma forma se tornar comunista?

Analisando friamente, podemos estabelecer um paralelo entre a situação do nosso país na atualidade com a da Rússia pré-revolucionária: nossa população vive na miséria enquanto políticos idolatrados pelas massas não estão nem aí pra ela, como o Czar Nicolau Romanov (é, o pai da Anastacia!), que era amado pelo seu país e chacinou brutalmente participantes de um protesto pacífico, ou pelo menos foi isso que meu professor do ano passado me ensinou. Claro que ainda não chegamos nesse nível, mas os mais pessimistas chegam a afirmar que uma Revolução Brasileira é apenas uma questão de tempo, e que logo-logo estaremos sendo governados por bolcheviques, tendo preços tabelados, não escolhendo em que casa vamos morar e sofrendo embargos dos Estados Unidos. Eu, por minha vez, acho isso algo difícil de engolir, já que pra acontecer o povo teria que se mexer. Mostra a História que todas as nossas pseudo-revoluções, sem exceção, foram golpes montados por políticos sem participação popular (se o povo entra, é porque foi manipulado para tal), e os atuais, ao que parece, vão muito bem com o capitalismo, obrigado.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Confete e serpentina / Links

Vou dizer. Se segurem na cadeira e se preparem.

Não gosto de Carnaval. Pronto, falei!

(Um minuto de pausa pra vocês se espantarem, se entreolharem e falarem "Meu Deus, uma baiana que não gosta de Carnaval!?")

Pois é, não gosto desde que me entendo por gente. Pra mim, pagar mais de mil reais pra correr atrás de um caminhão(!) com caixas de som capazes de te deixar surdo é babaquice, não gosto das músicas que tocam, não gosto da confusão, da multidão, das bebidas, da libertinagem, nem da desorganização.

O Carnaval dos sambódromos pra mim parece um pouco mais aceitável, já que se é pra ouvir música ruim, que seja sentado (de preferência em casa, pela televisão) e vendo coisas bonitas e bem-feitas, como as fantasias e os carros alegóricos. Mas ainda assim aquelas mulheres semi(?)-nuas que ficam rebolando pra lá e pra cá me incomodam o suficiente pra eu não gostar. Quer dizer, acho que em nenhum outro país do mundo isso seria admissível. Coloquem nem que seja um biquíni decente naquelas criaturas!

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Então, pra quem como eu acredita que ficar em casa acordando tarde e morgando no computador é o verdadeiro ideal do Carnaval, aí vão alguns links legais para "Matar o Ursinho Tédio Reloaded - A Missão".

[EYEZMAZE] - Os jogos da série Grow são ótimos quebra-cabeças, que vão te ocupar nem que seja por uma meia horinha. n__n O objetivo deles é colocar todos os elementos na ordem certa, de forma que todos alcancem o estágio máximo da evolução. Até o presente momento, eu consegui zerar o Grow Cube, o Grow RPG, o Grow Ornament e o Grow Island :DD Os outros eu ainda estou tentando XD Tem mais jogos lá além da série Grow, apesar de eu achar ela a mais legal, vale a pena dar uma olhada nos outros.

[NATURALCHEMIST] - Como o Sleuth Noir, citado no post do Ursinho Tédio, o jogo é limitado: você só pode jogar uma partida por dia, além de uma de teste, que você pode jogar antes de se registrar (recomendo!). Mas vale a pena! É estilo Tetris, muito viciante, e os gráficos são bem legais. A propósito, se se registrarem, digam que foram indicados por dreamerbee, please? ;D

[NEOPETS] - Ok, ok, vocês vão pensar 'Mas que m--, isso é site de criança u__u', mas é bom pra passar o tempo XD Segue a mesma linha do Gaia no fim das contas, né? Mas é melhor do que ele num ponto: é beeeeeem mais fácil conseguir o dinheiro virtual lá no Neo! Vão dar uma chance pros bichinhos, vão, eles são fofinhos! XD (Não sei nem se o sistema de referência funciona ainda, mas se funcionar, não custa nada dizer que foram indicados por popbi_kawaii, vá...)

Então... Então é isso. Deixa eu ir que vou zerar o Grow Island mais uma vez!

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

"Toda boa, toda boa, ela é toda boa"

Nesses tempos de Carnaval, quando ouvi falar do caso Preta Gil, só me lembrei dessa música de uma “banda” desse bendito lugar onde moro. Reparem na letra. Muitos (e muitas) vão dizer que fala em "auto-estima gordinha" e proclamá-la como um verdadeiro hino de auto-afirmação feminina, mas se a gente for olhar bem, olha pelo quê ela reconhece a mulher: pelo corpo. Não fala na inteligência, na graça, competência, garra, força de vontade, nada. Só no corpo.
E esse tipo de coisa me chateia. É um dos motivos pelos quais nós, mulheres, sabotamos o feminismo: enquanto nos submetemos a loucuras como plásticas e lipoaspirações mil, estamos dizendo "Estou aqui, correndo atrás de um tamanho 34 ao invés de cultivar minhas outras qualidades" e isso só faz com que sejamos diminuídas, passamos a ser vistas como objetos, estátuas bem esculpidas, mais nada.
Tudo bem, atire a primeira pedra quem nunca fez dieta, e não estou falando que devemos nos encher de bolo pra dizer que não estamos nem aí com a nossa imagem! Mas uma coisa é você chegar no espelho e falar "Não gosto da garota que está aí olhando de volta" e outra olhar modelos magérrimas e dizer "Quero ser igual a elas". Entre emagrecer porque não gosta de si mesma como está e emagrecer pra se encaixar num padrão há uma grande diferença.
Infelizmente, muitas moças e mulheres ainda pensam da segunda forma, empurram pra baixo do tapete tudo o que têm de bom e ficam só perseguindo o corpo dito "perfeito". E o que isso tem a ver com Preta Gil? Processando os veículos que fazem chacota de sua imagem, ela, não importam quais sejam suas razões, está fazendo um bem às mulheres do Brasil. Já que, como ela disse, nem todas se sentem seguras o suficiente pra encarar uma revista com uma tarja de "Vou" em cima de um padrão estético praticamente inalcançável e uma de "Não vou" em cima de outro que se aproxima mais do corpo delas. Mas deveriam, sabe? Porque, como disse Rita Lee, "Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda."

Para o Tudo de Blog - Capricho

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E esse é o meu texto de estréia pro TDB da Capricho. Nossa, nem posso dizer o quanto eu tô feliz e lisonjeada por ter sido escolhida! Eu, que nem pretendo fazer nada na área de jornalismo, com meu blog apagadinho, que quase nunca se classifica em concursos (tá, nunca participei de um concurso com esse blog daqui e sim com os falecidos BDB e Vanilla, mas ei! A blogueira ainda é a mesma, poxa!), ser escolhida em meio a outros 1170 blogs pra algo assim, é realmente uma honra n____n Fiquei até com vergonha depois de olhar o texto, ficou imenso, mas vão se acostumando porque eu gosto de escrever mesmo, quero colocar tudo aí e acabo falando demais! XDDD

Bem, acho que só posso dizer - de novo... Obrigada, obrigada, obrigada!

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