Perguntas que não devem ser feitas... na aula de Gramática
"Professora..."
"Sim?"
"A senhora vive falando que pontuação é importante e tal... A senhora realmente acha isso?"
"Claro que sim! A pontuação pode alterar completamente o sentido da frase!"
"Então porque Saramago ganhou um Nobel sem nunca aprender pontuação?"
Porque é verdade. Dá agonia ler os livros desse homem. Você nunca sabe qual é o personagem que está falando, porque o sujeito se recusa a usar o travessão.
"Professor... por que o senhor escolheu fazer faculdade de Filosofia?"
"(pensa, dá de ombros) ........ não sei. Eu tinha alguns problemas, sabe..."
"Aah. (pausa) E seus pais não se chatearam por você ter escolhido Filosofia?"
"(pondera, arruma a pasta) Olha, se eles se chatearam ou não, eu não sei. Mas eu sou eu e meus pais são meus pais, não é?"
----------------------------------------
E quer saber de uma coisa? Acho que ele tem razão.
Fandangos sabor carne é gostoso. Eu recomendo (:
E sei que está cheio das toxinas e tal, mas me guio pela filosofia que diz que se você tem que ser infeliz se privando de comer o que gosta pra viver mais, prefiro viver menos e ser feliz nesse meio tempo.
Acho que tá tudo desmoronando à minha volta. Podem me chamar de dramática, trágica, exagerada, hiperbólica e o escambau. É como eu me sinto, e nada que ninguém fale vai me fazer mudar de idéia.
Não quero mais brincar de ideológica, a sociedade me enquadrou... será que é essa a estratégia dela?
Será que algum dia poderemos contornar a nós mesmos em busca da revolução?
Antes eu achei que ele era um sozinho, mas agora é pior...
Antes ser um sozinho do que ter que, todos os dias, encarar os seus erros olhando pra você, falando com você, desfilando na sua frente de forma descarada.
Bem que eu suspeitei quando ele falou aquilo daquela forma triste... A culpa corrói por dentro.
"Pois que Eros é filho de Pínia (a Pobreza) e Poros (o Expediente), eis qual é a sua condição.
É sempre pobre, não é de maneira alguma delicado e belo como geralmente se crê; mas sujo, hirsuto, descalço, sem teto. Deita-se sempre por terra e não possui nada para cobrir-se, descansa dormindo ao ar livre sob as estrelas, nos caminhos e junto às portas. Enfim, mostra claramente a natureza da sua mãe, andando sempre acompanhado da pobreza. Ao invés, da parte do pai, Eros está sempre à espreita dos belos de corpo e de alma, com sagazes ardis. É corajoso, audaz e constante. Eros é um caçador temível, astucioso, sempre armando intrigas. Gosta de invenções e é cheio de expediente para consegui-las. É filósofo o tempo todo, encantador poderoso, fazedor de filtros, sofista. Sua natureza não é nem mortal nem imortal; no mesmo dia, em um momento, quando tudo lhe sucede bem, floresce bem vivo e, no momento seguinte, morre; mas depois retorna à vida, graças à natureza paterna. Mas tudo o que consegue pouco a pouco sempre lhe foge das mãos.
Em suma, Eros nunca é totalmente pobre nem totalmente rico. "
Eu sinto dor cada vez que vejo tanta gente sem nada e alguns poucos têm tudo.
Eu sinto dor ao saber que o que eu posso fazer por essas pessoas é ínfimo, e quem realmente pode fazer algo não faz.
Eu sinto dor ao ver o mundo sendo dilapidado aos pouquinhos.
Eu sinto dor quando não sei o que quero fazer da vida, e a verdade é que dói mais ainda quando vejo que não sei nem mesmo que vida é essa da qual eu vou fazer parte.
Sinto dor a cada vez que olho pra frente...
... e só enxergo essa massa estranha e ameaçadora que é o tal do "futuro".
"Futuro" esse que eu, supostamente, tenho que construir a cada dia, querendo ou não e mesmo sem saber como, ou sem me dar conta...
Essa responsabilidade dói também.
É tanta coisa que dói por dentro.
Mas deixa eu parar por aqui que isso já tá virando papo pro meu psicólogo e não pra minha fisioterapeuta.
--------------------------------------
Agora dá licença que eu vou gazear aula de matemática...
Afinal de contas, de um jeito ou de outro eu sei contar desde pequena.
Aí vem um cara de óculos e quer me ensinar de novo.