Um conto de dois minutos e meio
Ela virou-se para ele que, deitado ao seu lado, parecia absolutamente perdido em seus próprios pensamentos.
- Eu achei que você tinha parado de escrever.
Ele virou-se bruscamente, com aquele mesmo olhar indecifrável. Saber o que estava pensando, se estava triste, feliz, era algo quase impossível.
- Por que eu pararia de escrever?
Hesitou. Sentiu seu rosto esquentar.
- Bom, não sei... É tudo tão estranho. Você me pareceu tão diferente de antes. Meio, ah,
desiludido da vida.
Ele riu. Uma daquelas risadas curtas, que se confundem com um muxoxo ou uma interjeição. Ela não sabia dizer.
Ele era todo uma grande incógnita.
- Meu amor, a essa altura desiludidos não estamos todos?
Uma grande incógnita que ela não podia deixar de amar.
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Este projeto de conto é puramente ficcional. Qualquer semelhança com pessoas e fatos reais é mera coincidência.
Ou não. Vai saber.Marcadores: divagações, literatura, random
Um post musical
Quero me encontrar, mas não sei onde estou. Vem comigo procurar algum lugar mais calmo? Longe dessa confusão, e dessa gente que não se respeita. Me sinto tão só... e dizem que a solidão até que me cai bem. Mas tudo bem, tudo bem, mas tudo bem... Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo.
Às vezes faço planos, às vezes quero ir pra algum país distante... Voltar a ser feliz. Está tudo assim... tão diferente. Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o "pra sempre" sempre acaba?
Pra ser honesta sou um pouquinho infeliz. Mas tudo bem... Agora tanto faz.
Estamos indo de volta pra casa.
Quem acredita sempre alcança.
E aí, não querem tentar encontrar todas as músicas?
Diquinha: são todas de uma banda só.Tudo bem, esse post foi uma colagem. Mas isso não quer dizer que eu não me sinta assim.
Fala sério, vocês todos estão melhor sem mim. Não tenho sido uma companhia muito boa ultimamente.
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Mal necessário
Durante muito tempo, eu fui contra as cotas. Mas depois passei a enxergar o problema por outro ângulo. Eu tenho essa mania de tentar me colocar no lugar dos outros.
Cotas são injustas? São. Imagina você deixar de entrar na sua faculdade, depois de se ralar de estudar o ano inteiro porque alguém que fez a metade da sua pontuação ficou com sua vaga! Mas, por bem ou por mal, é o único de jeito de alunos da escola pública concorrerem com os de particular. Triste, porém verdadeiro.
"Ah, deviam melhorar a escola pública então, não criar cotas!"
Também acho, cotas são tapar o sol com a peneira. Só que não melhoram, então o que se há de fazer? Sim, são menos vagas, sim, eu tenho raiva disso, mas o sol brilha para todos. Ou vai me dizer que se você estudasse numa escola pública não ia suspirar de alívio ao saber da existência das cotas?
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Lá vem a noiva
Qual foi a menina que nunca pensou "vou casar, vou ter dois filhinhos, uma casa linda e um cachorro" na sua fase cor-de-rosa? Todas. Inclusive eu. A diferença é que a fase cor-de-rosa varia muito de uma pra outra: a minha passou já faz tempo, algumas colegas minhas devem estar encerrando ela agora, e outras só vão deixar de alimenta-lá quando realmente casarem, virem que a casa linda dá trabalho de manter, que educar dois filhinhos é difícil e que o cachorro faz sujeira no chão. E aí se desapontam. Se decepcionam. E vão ser infelizes.
Mesmo que não pareça, eu acredito no amor. E às vezes ainda sonho em dividir minha vida com alguém, mas só às vezes. Porque decidi que pensar no futuro só vale a pena se o futuro citado for o próximo: no momento, tudo que eu almejo é terminar a escola, entrar e concluir a minha faculdade e, quem sabe, arrumar um emprego que me sustente e um apartamento quarto-sala-cozinha pra eu morar. Quem sabe uma gaiolinha com um hamster.
Do mesmo modo não penso em festas grandiosas nos poucos momentos em que a pergunta "será que eu vou me casar?" passa pela minha mente. Nunca fui fã de festas, e acho que uma festa de arromba não é sinal de casamento feliz, muito menos prova de amor. Só serve mesmo como um complemento para o sonho de princesa de quem acredita que casamento é o objetivo maior na vida.
A sociedade ainda cobra o casamento de nós, claro. Se você está solteira, querem saber quando vai namorar, se está namorando quando vai casar, se está casada perguntam logo dos filhos, e se você finalmente tem um filho pode estar certa que vão perguntar do segundo. Só falta o cachorro na conta. Mas graças a Deus isso tudo só começa mais tarde hoje em dia. Ainda temos chance de cair na real e perceber que as coisas não são sempre como nos contos de fadas antes de realmente nos amarrarmos.
Ainda bem.
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Pois é, a coisa tá braba esses dias, parece que o "pior ano de nossas vidas começou pra valer" P: Tô entrando aqui rapidinho só pra entregar a pauta mesmo... vou ver se esse final de semana eu consigo postar mais alguma coisa, ok?Marcadores: tudo de blog
Blog no bolso
Postar por dinheiro sim, por que não? Viver de um blog não é tão diferente de ser colunista de um jornal ou revista. Afinal, nos blogs considerados bons atualmente, os posts geralmente não vão falar do papagaio da tia (talvez às vezes, mas não sempre). Bons blogueiros, como os jornalistas, têm que se esforçar para escrever sobre assuntos que interessem ao público, a única diferença é o meio de publicação. Sem inspiração? Olhe pra vida que ela vem. Por isso, não é nenhum escândalo viver de blog.
Agora, se alguém ia querer ler o que eu escrevo, aí já é outra história...
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