domingo, 31 de maio de 2009

Estantes e estantes

Se eu tivesse aquele momento Mega Sena, em que me dessem um cartão de crédito e dissessem "1 milhão todinho pra você por um dia", eu nem piscava: ia - gritando e correndo - pra livraria mais próxima.
Passearia por todas as estantes; ficção, não-ficção, amor, terror, profundos, rasos, best-sellers e alternativos. Quadrinhos e livros de psicologia. Histórias mágicas e biografias. Livros em português, inglês, e quem sabe eu até desempoeirasse meu italiano arranhado também. Dicionários, de todas as línguas!
Sempre fui traça. Desde criança, livros sempre foram meus presentes preferidos de aniversário, Natal, dia das crianças. E eu sou um pessoa bem prática quando se trata de dinheiro, não gosto de comprar nada que "vai passar". Livro é uma coisa que fica com a gente, e que acrescenta, sempre. Você nunca lê o mesmo livro duas vezes, sempre relê com outro olhar. O livro se auto-recicla, olha só que beleza!
Diamantes nada, meninos e meninas. Books are the girls' best friends.

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sábado, 30 de maio de 2009

Diálogo de amor

E ele contemplou da varanda as luzes da cidade, que piscava pra ele. Suja e molhada. Como alguém que chora, pedindo socorro. Aquilo tudo era tão blasé, tão filme alternativo, meu Deus. Por um momento ele desejou ser fumante só pra acender um cigarro e complementar a cena.
- A verdade é que a gente não dá certo junto, meu amor.
Ela encarou o fundo da taça e a balançou de leve. Não queria ouvir nada daquilo de novo, não queria continuar com aquela conversa, mas sabia que não podia evitar por muito mais tempo. Como aquele homem era insistente, caramba.
- Não dá certo por que, bem? Sinceramente, eu não entendo quando você vem pra mim com essas conversas. - É claro que ela entendia, mas não era idiota e sabia que se fazer de idiota às vezes é a melhor solução. Principalmente quando se tratava de discussões inúteis. Essa era a sua estratégia favorita nesses casos.
- Amor, cê sabe do que eu tô falando, não se faz de idiota. - Ele também não era idiota.
- Ô bem, fala assim não. Juro que não sei do que cê tá falando. - Não era momento de ceder. Não iria ceder nem se dar por vencida; era assim que agia sempre, já tinha se acostumado até.
- Amor, deixa disso. Olha pra mim, pra você, pra gente. Tão diferentes, tão, tão...
Ela pousou a taça, levantou-se, ajoelhou-se e o abraçou por trás, cuidando pra respiração esquentar o pescoço dele no ponto certo. Também sabia jogar e não queria perder aquele cabo-de-guerra.
- Que bobagem é essa, mozinho?
- Bobagem quê, amor! Não se faz de besta, vai. - Tentou se desvencilhar, mas não com a intensidade que queria, ou que deveria. Os braços dela eram quentes ao envolvê-lo; a respiração era quente no seu pescoço. - Não dá mais. Nós somos pólos opostos.
- Ah, pára de graça, amor. Você sabe que isso é pura desculpa. - Ela fez cara emburrada, biquinho. Agora estava comprando a briga pra valer. Pela primeira vez. O modo como ele havia falado, olhado, alguma coisa, dessa vez a havia aborrecido pra valer. - O que é que tá te incomodando de verdade? Digo, de verdade mesmo, abstrindo essa besteirada existencialista?
Ela desvencilhou-se dele. Ele não queria admitir, mas aquilo o amuou um pouco. Os braços dela eram quentes, aconchegantes. Precisou de um segundo pra clarear a cabeça e pensar racionalmente.
- Pô, amor. Besteirada existencialista, nada. Eu sou tão livre, você retraída. Eu sou relaxado e você é preocupada demais. Você é de cidade e eu sou de natureza... Eu já envelheço, você tem uma vida inteira pela frente. Isso tudo me desanima, que saco.
- Que saco digo eu. Volta e meia você me vem com essa conversa.
- Má, que inferno! Eu aqui falando uma coisa séria com você e --
- Inferno que você mesmo inventa, criatura! Fica divagando nessas coisas que não te levam a nada, dizendo que "ah, amor, a gente isso, a gente aquilo"! Parece até que tem medo de ser feliz!
- Medo de ser feliz? Cê tá de sacanagem? Quer dizer que agora o problema é comigo, é ou não é!?
- Se não é contigo, é comigo, porque não tem outra explicação! Muito diferentes? Faz favor! "Envelhecendo", você? Você é dez anos mais velho que eu só, não tem nem quarenta. "De cidade, de campo" que conversa é essa? O que importa é onde a gente pode morar nesse momento! Diferença nunca separou casal nenhum! A gente viveu muito bem com elas até agora!
- "Até agora" não foi muito tempo.
- Agora o problema é porque a gente tem pouco tempo de relacionamento? Tenha dó!
Ela ameaçou levantar-se, ele a segurou pelo pulso.
- Me escuta, que droga! Eu tô aqui falando uma coisa que é importante pra mim, que me aborrece, e você faz que não tá ouvindo!
Retirou o pulso bruscamente do aperto, sentindo o lugar arder, vermelho. Tanta coisa que sempre quis dizer, mas nunca disse, enquanto se fingia de idiota.
- Eu tô ouvindo! Ouvindo como eu sempre ouvi, desde a primeira vez que você chegou com isso pra mim! Mas agora não dá mais, não aguento mais. Agora quem tá quase jogando a toalha sou eu. Não suporto mais esse seu negativismo, essa sua coisa de só ver o que tá errado entre a gente, nunca ver o que tá certo. Olha como a gente tava antes de você trazer esse assunto; sentados no chão, bebendo, olhando a cidade, conversando, se curtindo! Quantos casais você conhece que faz isso, hein? Me fala, me diz!
- Eu--
- Quer saber? Não diz nada. Você se fecha pro que pode de fazer bem e, honestamente, não quero mais saber de seus neuros e suas neuras, pra isso eu não ganho. Eu amo você, quero ficar com você, mas te juro que você realmente me faz pensar em terminar tudo quando age desse jeito. Mesmo que eu fique calada. Mesmo que eu me faça de idiota. Mesmo que eu pareça não ouvir. Eu também sinto, sabe? Sinto...
Silêncio. Ela fez que ia se levantar, mas parou ao ouvi-lo falar.
- Amor...
- Oi?
- Me abraça de novo?
E os dois seguiram abraçados.

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Ô textinho chato esse que eu fiz, viu! Se você conseguiu ler tudo até aqui, praabéns, você é um(a) vitorioso(a).
Só escrevi mesmo porque essas porcarias não me deixam em paz enquanto eu não tiro elas da cabeça e ponho no papel.

Silier, estou respondendo os comentários! Mas eu respondo os comentários nos blogs das pessoas que me deixam comentários e o seu blog não tem sistemas de comentários. Então não posso responder os seus comentários, o que é irônico, visto que foi você quem me fez voltar a respondê-los.
De um jeito ou de outro, não sei se eu conseguiria comentar no seu blog. Ele me faz sentir burra.

E me faz sentir saudades de uma pessoa, mas essa parte não tente entender.

Ainda faltam duas pessoas pra eu poder responder a tag de Marie! Quem se habilita?

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Manifesto das Vilãs

Por meio desta, nós, vilãs, reinvindicamos os nossos direitos!
Desde o começo dos tempos, nossos sentimentos, sonhos e aspirações vêm sendo brutalmente negligenciados pela sociedade. Somos marginalizadas, demonizadas, preteridas!
Por que só as mocinhas têm o direito de amar? Por que só as mocinhas têm o direito de ser feliz? Nós, meus caros e minhas caras, também amamos. Nós, meus caros, também sonhamos. E, ao contrário daquelas moscas-mortas, lutamos pelo que queremos. Tem sido assim desde o começo dos tempos, desde a primeira feiticeira até a última vilã de novela.
Por que a madrasta tentou tirar Cinderela do caminho? Por amor a suas filhas, que ela queria ver bem-encaminhadas na vida. Por que a vilã má mente para a mocinha dizendo que o rapaz não a quer? Porque ela mesma ama, porque ela mesma sente, e venha você me dizer que esse tipo de coisa não acontece na vida real.
Quando muito, tudo o que fazemos é por amor-próprio. Facilmente confundido com inveja. Balela. Só queremos nos preservar. Garantir que uma mulher decidida, inteligente, estável, competente e capaz esteja no controle da situação. Novamente, nada que não aconteça na vida real.
E o que ganhamos, meus caros e minhas caras? O que ganhamos por, como qualquer ser humano, cultivar o amor, acalentar sonhos e preservar a nossa auto-estima?
Repúdio, repulsa, ódio. Nunca, nem uma vez, temos o direito à felicidade.
Para nós só há finais infelizes.
Quando, no fim das contas, nós somos um enorme benefício. Sem nós, não haveria trama. Não haveria história. Precisamos perder para o final feliz existir.
E conte quantas moças não adorariam ter uma vilãzinha pra apimentar as coisas; tirá-las do marasmo e fazer o amor renascer fortalecido no final.
É esse o nosso papel, companheiros.
Estou achando que nós somos, na verdade, as fadas madrinhas.


Esse texto não necessariamente expressa o ponto de vista da dona do blog.


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Algumas notinhas.

Marie, eu sei que tenho que fazer o meme, mas como eu disse pra você, não conheço três pessoas pra repassar. Comofaas//?/
(Alguém aí nos comentários quer ser tageado?)

O Silier veio muito gentilmente me perguntar porque eu não respondo os comentários que eu recebo. Fiquei até sem jeito de dizer que é porque eu sou uma preguiçosa incorrigível, mas disse, que posso ser preguiçosa mas descarada não sou.
Então, pessoas que comentam, saibam que eu vou redobrar os esforços para responder os seus comentários, ok?

Só que, infelizmente, isso não vai poder ser feito agora porque meus pais vão levar o computador. P: Amanhã eu começo.

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Hot and bothered

Não, não gosto de falar de sexo. Nem com minhas amigas, nem com meus pais, nem com ninguém.
Não que eles se importem. Mas eu não gosto.

Por quê? Sei lá, me incomoda. Vai ver é uma coisa minha. Sou mesmo muito fechada, se geralmente já tenho dificuldades pra falar sobre todo tipo de coisa com pessoas que não confio, coisas que incomodam tanto eu não gosto de discutir nem com quem eu confie.
Claro que vou falar se eu tiver que falar. E não acredito que se deva tratar o tema como tabu, como coisa errada ou proibida ou o que seja. Mas entrar em detalhes, pra mim, é um pouco demais; acho que existem aqueles assuntos que não são da conta de ninguém e sexualidade é um deles. Não me interessa com quem os outros dormem ou deixam de dormir, ou como dormem. Se gostam de meninas ou de meninos. Do que gostam e do que não gostam. O que cada um faz da sua vida sexual é problema seu, exclusivamente.
Privacidade é uma coisa boa, que muita gente anda esquecendo. Eu procuro respeitar a dos outros - e espero que os outros tenham essa mesma consideração comigo.

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sábado, 9 de maio de 2009

Espanando o pó

Pois é. Computador pifado, falta de motivação e de coisas interessantes pra comentar me fizeram largar esse pobre blog.
Só não está pior que o Verborragia, coitado, porque Deus sabe que fazer tirinha exige muito mais logística do que simplesmente sentar e escrever um post. Sei lá, ter a idéia, desenhar, retocar, passar o nanquim pra depois escanear e postar... Tô quase deletando o blog só de escrever isso.

Enfim. Não tenho saído com minhas amigas. Não tenho visto filmes. Não tenho lido coisas interessantes (ou tenho lido e não consigo pensar em nada interessante pra escrever).

Basicamente, minha vida foi sugada por um professor consumidor de Coca-Cola Light Tudo bem, risca isso. Não posso culpar só o coitado do meu professor embora ele tenha sua parcela de culpa também. Não saio com minhas amigas porque nossos horários nunca batem. Não tenho ido ao cinema porque cinema sozinha geralmente sucka, é depressivo e os ingressos estão pela hora da morte. Não tenho lido coisas interessantes porque os livros também estão pela hora da morte.
Então o tempo que me sobra é tragado pelo meu professor. Ta-da!

Tirei OITO em neuropsicologia, P-RRA!

Pra não dizer que eu não fiz nada das coisas listadas acima, recentemente li Coraline (que era um livro que eu queria ler faz um tempo já) e hoje assisti Monstros vs. Alienígenas (eu sei, eu sei).

Quem sabe, talvez, se eu tiver saco, saia uma resenha decente dos dois, mas basicamente o que eu achei foi:

Coraline - Assustador pacas. O mais incrível é que as ilustrações assustam mais do que o texto em si. Não sei como tem gente que se diverte desenhando aquele tipo de coisa; eu não consegui dormir direito durante três dias pensando nos desenhos daquele bendito livro.

Tem certas coisas que não deviam ser ilustradas, não mesmo.

E o mais estranho é que a gente nunca sabe ao certo O QUE É a Outra Mãe. Até hoje isso me encafifa.

Monstros vs. Alienígenas: Serviu para me comprovar que eu sou realmente uma nerd autêntica, já que eu fui uma das duas pessoas no cinema que riu quando o Presidente dos EUA faz a saudação do Spock no filme e provavelmente fui a única que riu quando mencionaram o "Código Nimoy".

Não que eu realmente goste de Star Trek. Na verdade eu nunca assisti.

Mas eu gosto de The Big Bang Theory, em grande parte por culpa dela...

Antes de ir embora, só queria desejar feliz Dia das Mães a todas as mães, em especial à minha mãe porque ela é linda e eu a amo <3

MÃE, AMO VOCÊ!




... Então, mais alguma coisa? É, acho que não.

No próximo milênio eu volto, bjsmliag.

Live long and prosper.

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