Bate o sino pequenino
Bom, passando por aqui pra desejar um Feliz Natal de muita paz e harmonia para todos. Que todos os seus desejos se realizem e que Deus ilumine suas famílias e seus corações nesse ano que termina!
(Sim, soou altamente religioso e piegas, mas putz, o Natal É um feriado religioso. Não venham me falar de presentes. É o nascimento de Jesus
e fim de papo.)
Olha que legal, entre posts postados e posts arquvidos que estão aqui criando mofo, esse é o meu centésimo post! Parabéns para o Dreamer Bee! AEEEEE!
Sim, o blog anda caído devido à falta de saco e de inspiração da autora, mas eu tenho bem uns três posts de filme pra colocar aqui, então esperem uma semana cinematográfica daqui pra frente!Beijos para todos, bom Natal!
Marcadores: datas comemorativas
Ahn?
Algum de vocês, queridos leitores, já se sentiu burro? Digo, burro, burro mesmo, tipo um asno olhando pra um palácio?
Provavelmente já, uma vez que ninguém sabe tudo na vida, mas enfim.
Agora, existem algumas situações que parecem simplesmente forjadas para nos fazer sentir piores que amebas.
Uma das vezes em que me senti assim foi quando fui numa apresentação na faculdade de teatro. Nunca antes me senti tão estúpida, juro.
Enquanto eu observava três meninas rodando e rodando e falando um monte de coisas sem sentido, a pessoa que estava ao meu lado dizia "Nossa! É um trabalho pós-modernista com toques dadaístas tão profundo!" e eu só com aquela cara de "Quê??"
Sinceramente.
Me senti igualmente burra na minha prova prática de segunda-feira. Tínhamos que fazer uma prova de interpretação e criação, e todos os candidatos estavam roendo as unhas, esperando alguma coisa sobre crise financeira, Barack Obama ou cotas para nogros nas universidades...
E eles nos dão uma mosca.
Literalmente. Nos entregaram um papel com uma foto enorme de uma mosca.
Eu fiquei olhando praquela mosca, mais uma vez com cara de "Quê??"
Que fazer, né. Tive que improvisar.
O negócio é que essas pseudo-intelectualidades forjadas pra fazer alguns parecerem superiores aos outros me deixam revoltadas. Que nem essa história de arte moderna, pós-moderna, neo-pós-moderna, ou qualquer que seja a vanguarda do momento.
Putz, eu te juro: me esforço pra não ter preconceito, me esforço pra abrir minha mente.... Mas, sinceramente, não entendo o que eles queriam com aquilo. E não me vejo fazendo nada nesse sentido também.
Além do mais, qual é o ponto em continuar valorizando uma coisa que foi feita pra "romper com o sistema" quando o sistema já a reconhece? Arte moderna é vendida em museus, pelo amor de Deus. Se querem ruptura, partam para a street art. Riscar paredes. Isso sim é ruptura.
Acho que no final das contas minha vida na faculdade de artes vai ser um inferno.
Marcadores: artes, filosofia
Posta à prova
Hoje foi o primeiro dia da minha segunda fase da Universidade
Foderal Federal da Bahia. Dia de prova específica, dia exclusivo da área 5. A famigerada "área de artes".
Podem me chamar de preconceituosa - eu não tiro sua razão - mas a minha primeira impressão, assim que pisei o prédio do
campus da Faculdade de Educação, foi de ter adentrado uma das maiores populações de
bicho-grilo por metro quadrado de Salvador.
Tudo bem que meu cabelo bicolor não é a coisa mais ortodoxa do mundo, mas mesmo assim.
Senti que todos me olhavam de cima abaixo, pensando "Sua poser. O que você está fazendo aqui? Você devia estar fazendo a específica de psicologia. LÁ é o seu lugar".
Ou talvez fosse só a velha e boa hostilidade de concorrentes a uma vaga em uma das faculdades de acesso mais difícil do Brasil.
Ou talvez seja mania de perseguição da minha parte, o que também é altamente provável.
Mas tenho a sensação de que fui posta à prova de várias maneiras.
Não só porque a prova de História da Arte estava uma danadinha. Tive que lutar contra meu medo e minha inseguança. Tive que lutar contra a sensação de deslocamento - sabe, aquela sensação chata de que você é o único peixinho dourado no meio do aquário de ornamentais? - enquanto consultava meu nome na listagem de salas, em meio a garotos de cabelo comprido e garotas de cabelo curto. A prova é o mais fácil, se formos pensar bem. É a minha vontade de continuar que está sendo testada.
Tudo bem, amanhã vão ser 8 horas de prova sem contar a pausa pro almoço, mas quase me sinto sortuda quando olho pra o esquema de provas do povo de Artes Cênicas. Além de várias oficinas e provas de interpretação, eles vão ter que fazer prova de direção e prova oral.
Juro pra você que se eu tivesse que fazer prova oral na frente de uma banca de professores da UFBA, eu cometia
harakiri autêntico, ao vivo e a cores. E provavelmente conseguiria um 10 pela performance.
Mas enfim. Terça-feira minha vida terá voltado ao normal, e aí eu vou espanar o pó de alguns posts arquivados aqui e postar com decência.
A redação? Sinceramente, o tema era uma moleza. Acho que tem temas do TDB mais desafiadores do que aquilo. Sei que se me der mal vai ser por mole meu, até porque não escrevi com muita boa vontade, e acho que o resultado final não saiu muito coerente - embora eu tenha feito o possível para que saísse.
O grande problema de redação no vestibular são as amarras que te prendem. O tema era família, e se fosse aqui no blog, sinceramente eu escreveria alguma coisa com o título "O que o totó e o papai têm em comum?"
Mas era a UFBA. E pode apostar que eu fiz uma coisa muito mais ortodoxa.
Mesmo estando rodeada de gente que era tudo, menos ortodoxa. São as ironias da vida.
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Vagarosa
Ando sumida por pura falta de assunto, ou por mansidão excessiva.
Minha vida entrou num ritmo tão tranqüilo que nem tenho mais o que dizer.
Acabei oficialmente o Ensino Médio. Não sou mais uma aluna do 3º ano! Não sou mais uma aluna
de colégio! Agora nem sei mais o que sou. Estou tendo uma leve crise existencial. É
muito estranho não ser mais obrigada a assistir as aulas, é muito estranho ter em mãos de repente essa alegria toda.
Mas a crise existencial é, como eu disse, leve, não perturba o ritmo macio dos meus dias.
Estudando, de pouquinho em pouquinho. Ainda tenho segunda fase... Mas tenho muito tempo e muito pouco o que estudar.
Me divertindo, de pouquinho em pouquinho. Tive um ano duro e ninguém é de ferro.
Cuidando da casa, de pouquinho em pouquinho. Dando uma mãozinha pra mamãe.
Dormindo tarde, acordando tarde. Nada é corrido ou apressado. Sinceramente, adoraria que as coisas permanecessem assim.
Mas eu tenho consciência de que essa é só a bonança antes da tempestade. Então porque não aproveitar? Já que eu descobri que minha faculdade de psicologia começa dia 26 de janeiro. Lá vou eu vestir um jaleco e fazer experiências com ratinhos. Mágico.
(É sério, a gente faz mesmo experiências com ratinhos)Agora, deixa eu ir aproveitar meu espasmo de felicidade. Vou pro meu quarto, me deitar na minha cama e, idilicamente, vagarosamente, ler meu livro de História da Arte.
Prometo que vou tentar não sumir.
Beijos e queijos.
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