Que venham os louros (ou não)
Lembram
desse post meu aqui?
Pois é, hoje descobri que fizeram um trabalho a respeito e apresentaram no SEPESQ, lá da faculdade de Letras da UFBa. Não fui ao SEPESQ, até porque Letras não é minha área, mas como tenho uma matéria no prédio de Letras, fiquei sabendo disso hoje, durante a aula.
Claro que a primeira sensação foi de lisonja. Quer dizer, alguém liga o suficiente pro que eu escrevo pra fazer um trabalho falando sobre isso? Pirante.
Aí a minha colega que foi me passou a programação e eu vi o título. Era algo do tipo "Análise do ethos na visão da imagem corporal na revista Capricho", nessa linha daí. E eu pensei cá com meus botões "Se botaram 'na revista Capricho' no título, isso provavelmente não vai prestar".
(Porque é claro que todo mundo sabe que a Capricho é demonizada por segmentos e segmentos da sociedade, e já sofri represálias por escrever pra ela, sim senhor)
Então perguntei à já citada colega como tinha sido a apresentação; aparentemente, ela foi uma crítica ao meu discurso contraditório onde na verdade eu tento afirmar a minha auto-estima mas me sinto subjugada pela ditadura da magreza, tendo necessidade de me comparar às meninas magras e me censurar usando o termo "fofa" ao invés de "gorda".
Tá, né. Não sou estudante de Letras, então será que cabe a mim dizer que ela está errada ou não? A verdade é que eu nem lembrava direito desse texto; agora fui reler e vi que realmente incluí as meninas magras no texto - o fiz na época inclusive pensando na revista, porque é óbvio que existem meninas gordas E meninas magras que lêem Capricho, e aposto que boa parte de ambos os grupos TEM problemas com a sua autoimagem - mas também admiti me encanar com meu corpo de vez em quando. Ou seja, simplesmente quis expor a minha condição HUMANA, porque é impossível alguém estar 100% bem consigo mesma 100% do tempo.
Acho que eu teria sido contraditória se eu tivesse escrito que estou bem comigo mesma, que sempre foi assim, que sempre É assim e que "ah, meninas magras também têm problemas". Mas não. Se eu afirmo que todos têm problemas, o que eu quero dizer é que todos somos seres humanos - e, como seres humanos, todos teremos complicações com a nossa autoimagem em algum momento de nossas vidas.
Eu não falo em nome da Capricho. A própria autora do trabalho reconheceu isso. Nenhuma das meninas do TDB fala, e Deus sabe que eles também não mostram muita consideração por nós.
Então acredito que só o fato de meu texto, que ainda que "aparentemente" (ou pelo menos é isso que o tal trabalho dá a entender), tenta dizer que você não precisa ser uma cover da Twiggy pra ser feliz foi publicado em uma revista que tem a fama de só estampar modelos branquinhas, loirinhas e, principalmente,
magrinhas em suas páginas, e que alcançou milhares de meninas que podem (ou não, quem sabe) ter se visto naquilo e pelo menos parado pra pensar a respeito já é uma glória pra mim.
Como eu disse no começo, saber que alguém se dá ao trabalho de analisar o que eu escrevo e apresentar os benditos resultados, em um auditório cheio de gente, a respeito disso também é uma glória (ainda que a pessoa não tenha sequer se dado ao trabalho de me procurar pra conversar comigo a respeito, e olha só que ironia, eu estou na mesma faculdade que ela). Não posso afirmar com certeza como foi a apresentação e posso estar sendo super tendenciosa aqui, já que não a assisti e estou replicando com base em uma descrição fornecida por terceiros. Mas acho que tenho direito de retratação, nem que seja no meu espaço, pra deixar bem clara a mensagem que eu queria passar em relação a um assunto tão importante.
Eu não acredito na objetização da mulher como condição definitiva do sexo feminino na sociedade. Eu acredito sim que é possível ser feliz com um corpo fora dos padrões. Tem momentos em que eu estou feliz com meu corpo, tem momentos que não. Mas será que isso é tão errado assim?
Nós vivemos em uma sociedade que nos impele a seguir certos padrões, e isso magoa. Mas momentos de fraqueza são tão graves a ponto de levar a crer que qualquer tentativa de auto-afirmação é na verdade uma "cobertura" pra uma baixa autoestima implícita? Não podemos tentar fazer diferente, tentar mudar, ainda que um pouquinho só, essa realidade cruel que a mídia e oresto da sociedade nos impõem?
Quem está realmente reafirmando o culto à magreza aqui?
Sem mais.
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Sexta Nerd #1
Então! Eu devia explicar umas coisinhas antes de começar com a nossa nova hashtag. Mas como a explicação vai ser comprida, vou jogar no final e lê quem quiser.Aí vamos nós pra nossa Sexta Nerd #1!
Hoje vamos falar sobre....
Nintendo DS!
(Aposto que acharam que eu ia começar com Star Trek, né? P:)Antes de mais nada, não sou gamer, jogo casualmente, acho Mario Bros. uma gracinha mas não consigo nem passar da primeira fase e reconheço que adoro aqueles joguinhos tipo dash.
(tô pedindo pra ser crucificada aqui)Mas o Nintendo DS foi o único videogame pro qual eu jamais paguei pau. Se eu pudesse ter um console, seria o DS.

Olhem que gracinha :D E sim, acho lindo ter de várias cores pra poder escolher viu, sr. PSP?Por que, vocês perguntam, você afirma isso com tanta convicção, Bee, num mundo onde as pessoas vivem sofrendo no dilema Wii vs. PS3 vs. XBox?
Primeiro que ele é
portátil e só daí eu já eliminei esses três figurões.
O páreo fica então entre PSP e DS, e o DS, na minha
humirde concepção, bate o PSP em ene aspectos.
Antes de mais nada, o DS tem a
stylus.
Pra quem não sabe, é uma canetinha tchuca que serve para escrever, desenhar, whateaver na não menos importante
tela touch que fica embaixo e que é a interface na qual você realmente joga. A tela de cima só roda o jogo e não é interativa.
Eu nem preciso mencionar as possibilidades que isso traz pra jogabilidade, mas imagina só você ter um videogame & um caderno de desenho
numa coisa só?? Só aí já me ganhou.
Além de ter umas stylus personalizadas que são OMGWTFDOWANT, como essa daqui:

Canetinhas sabre de luz, isso mesmo. É mara ou não é?O PSP tem o quê? Sensor de movimento. Pfffffft.
Segundo são os jogos.
Como eu disse, sou jogadora casual. E além disso tenho propensão por gostar de games com gráficos guti-guti.
(Por que vocês acham que eu jogava Trickster e Ragnarök? Com certeza não era pelo PvP nem pela Guerra do Imperium)Por isso, se o DS me proporciona coisas como Harvest Moon Cutie e minha adorada série Cooking Mama (que no Cooking Mama 2 pode ser bem mais sanguenozóio do que os gamers por aí podem pensar), eu o amo forever.

Não se deixe enganar por essa carinha feliz dela. Em algumas receitas, você irá querer gritar de frustração e arrancar os cabelos quando ela disse pela milésima vez "Don't Worry, Mama Will Fix It!"Além desses, também tem a
incrivelmente viciante série Phoenix Wright; acho que o primeiro Phoenix Wright foi o único jogo que eu realmente zerei sozinha
, sem ir chorando pedir ajuda ao meu pai, na vida. Jogo com história legal é o que há.
Trauma Center também é divertido, mas olha, o "trauma" do nome não é brincadeira. Quando eu matei o paciente pela milésima vez na operação dos aneurismas, joguei as mãos pro céu e agradeci por não fazer Medicina.

Phoenix Wright - quem diria que um jogo de advocacia seria divertido?Quer mais? Tem Kingdom Hearts, tem
Guitar Hero (que, infelizmente, não dá pra emular) ... Além, é claro, dos jogos puzzle. Professor Layton, o já famoso Scribblenauts e por aí vai.
PSP tem LocoRoco, Patapon e... É, são esses! Nem o The Sims 2 pra PSP presta, srsly.
E, pra terminar...
Se possível for, um dos motivos ainda maiores pra eu amar o DS de todo coração é...
A facilidade de emular.
Sério! Basta ter um emulador e algum espaço no HD e pimba! Você pode testar o jogo de DS que quiser, quando quiser, se quiser, no esquema
supzdigratis (como diz a
Lia)!
Isso, pra pessoas que não têm 700 paus pra dar num console mais os preços dos jogos, é o Paraíso, m'friend.
Por tudo isso, eu digo... Obrigada, Nintendo, por criar o DS!
You're all better than Mama! ♥
Agora que vocês se divertiram, vamos à explicação chata que lê quem quiser.
Tem uma coisa que me incomoda deveras aqui no Dreamer.
Praticamente todos os meus posts são sérios/tristes/filosóficos ou algo que o valha. Não sei se pra vocês passa essa impressão, mas pra mim passa!
Sinceramente, não sei de onde saiu esse meu estilo blogueiro, vez que nos meus primórdios na blogosfera, dos quais me envergonharei forever and ever, eu tinha um blog altamente feliz, cheio de figurinhas, gifs piscantes, layouts pré-prontos pegos em sites e emoticons.
E o mais engraçado é que eu postava. Ah, sim, eu postava. Eu simplesmente postava e me sentia feliz. Às vezes eu queria voltar àqueles tempos de blogueira despreocupada. Quando eis que eu percebo que posso. Por Deus, não sou nenhuma formadora de opinião e esse é o MEU espaço.
E é com esse intuito que eu estou criando hashtags. Ou seja, dias específicos pra abordar assuntos específicos no blog. Já que dizem que isso funciona pra animar o blog também, eu saio no lucro. Essa é só a primeira, então fiquem de olho. Talvez eu comece outras, afinal, ainda tem seis dias da semana pra eu preencher...Marcadores: hashtag, sexta nerd
Enenhuma
Desde o começo do ano, quando falaram que o ENEM ia substituir o vestibular, eu pensei cá com meus botões: "Isso não vai prestar".
E selando a minha sina de Mãe Gabriela do Gantuá (lê seu futuro na borra do leite em pó), não é que deu problema mesmo?
E, vou te contar, nunca me senti tão mal por estar certa.
Nessa história toda, não sei o que me entristece mais.
Talvez seja constatar que os respensáveis pela educação no nosso país não estão nem aí pra gente mesmo. As intenções deles podiam até ser louváveis, mas pelo amor. Até eu, uma zé-ninguém que acabou de sair do Ensino Médio, percebi que não ia dar tempo de montar uma logística decente pra aplicar a prova. Muito menos pra fazer ela valer como vestibular pra ene instituições de Ensino Superior. Aliás, "prova menos massacrante" pra quem? Só se for pra eles. Eles já VIRAM o tamanho da prova do ENEM? Enfim, continuando...
Talvez seja descobrir que a empresa responsável pela aplicação da prova é a baiana Consultec e pensar no impacto negativo que isso vai ter na aplicação de concursos e vestibulares no meu já pobre e dilapidado estado.
Talvez seja o descaso com os estudantes, que nada têm com a burocracia do MEC, mais perdidos que cego em tiroteio, sendo jogados, saracoteados pra cima e pra baixo, sem saber direito o que está acontecendo e tendo os seus planos todos bagunçados - não só os planos a curto prazo, mas até mesmo a longo prazo, já que esse estresse todo pode vir a afetar o rendimento deles no vestibular... E aí quem perde a vaga na faculdade são eles, né, não o funcionário do MEC.
Ou talvez tenha sido ver, no dia seguinte a esse escândalo, todo mundo comemorando Olimpíadas no Rio.
É, gente. Comemoremos Olimpíadas no Rio. Brademos "Yes, We Créu". Vamos esquecer o desmazelo que é o sistema de ensino no nosso país, mais preocupado com estatísticas pra fazer bonito lá fora do que com ensinar de verdade. Deletemos das nossas mentes a falta de consideração, o sentimento de impotência de milhares de prejudicados, a vergonha de morar em um país que não considera o jovem em formação.
O que me remete de volta ao começo do ano, quando expressei a minha descrença no novo ENEM com o já citado "Isso não vai prestar".
O que me responderam?
"Pra que você se preocupa? Você já tá na faculdade."
Aham.
Porque isso não me atinge.
Eu não preciso me preocupar com o ensino, com o futuro do meu país... Não é verdade?
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