Sem criatividade (até pro título)
AAAAAAARGH!
Alguém me cure dessa falta de assunto, pelo amor de Deus!
Gente, não sei o que acontece. Não consigo pensar em nada que preste pra postar por aqui!
Já escrevi trocentos rascunhos que mofaram no meio do caminho, pensei em várias coisas pra escrever - nenhuma deu em nada. Bato cabeça no teclado e não sai nada que preste.
Caraca, que frustração!
Minha vida? Minha vida anda normal até demais, obrigada. Faculdade, casa. Casa, faculdade. Faculdade, casa, trabalho da minha mãe e ensaio do coral. Muitos rabiscos, mas nenhum desenho arte-finalizado.
Carnaval? Saí da Bahia e fui pra São Paulo. Digo mais, fui pro interior de São Paulo. Pensei em escrever algo a respeito da viagem mas, honestamente, não vi nada que fosse interessante o suficiente a ponto de render um post.
Sonhos, perspectivas, frustrações? NADA. Não sai nada. Estou mais oca que árvore velha no meio da mata. Não consigo pensar em nada bonito, poético, significativou ou, no mínimo, interessante. NÃO CONSIGO.
Por outro lado, tenho escrito muita ficcção. Mas como ficção nas minhas mãos é sinônimo de "fanfic", tenho certeza que não interessaria a ninguém por aqui.
Nem uma história original decente eu conseguiria fazer.
Argh, argh, argh. Por favor, me dêem licença.
Vou ali bater minha cabeça na parede pra ver se me livro do bloqueio mental e, se eu sobreviver, eu volto.
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Reminiscências
Acordo no meio da noite.
Me levanto. Vou beber água.
Volto para cama. Tento pegar no sono de novo.
Mas não é fácil.
Viro. Reviro. Na minha cabeça, também reviro; minha mente começa a vagar e a divagar, bandeando-se para o lado das coisas que eu não quero lembrar.
Me frustro. Desespero. Tento mudar o rumo dos meus pensamentos. Tento com todas as forças pensar em outras coisas. Fico combatendo minha própria cosciência; o sono foi-se há tempos.
Não dá. Não aguento.
Levanto novamente.
E venho desafogar tudo no computador.
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Comemo/humilhação
Eu não entendo trotes. Não, digo, não entendo
mesmo. Pra que fazer os "recém-chegados" na faculdade pagarem um pato? As faculdades, em especial as públicas, pertencem a todos, veteranos e calouros. Por mim, trotes sequer existiriam.
Enfim, voltando ao assunto, o fato é que os trotes existem. E eu, recém-chegada na faculdade, realmente não me importaria de levar um trote "comemorativo", voltar pra casa toda suja de tinta, ovo e farinha láctea. Tento entender que esse é um modo - estranho - de se comemorar. Mas acho que algumas pessoas encaram o trote como uma maneira de liberarem a sua própria agressividade sem, teoricamente, sofrerem punição por isso.
Bater nos calouros? Xingá-los? Fazê-los comer comida de cachorro, chafurdar na lama e beber até não aguentar? É isso que a gente recebe por passar um ano inteiro estudando e entrar na faculdade? Prefiro ir pro cursinho, obrigada!
Humilhações, pura e simplesmente, coisas desumanas que muitas vezes acabam em morte. Não são maneiras de comemorar. Não são engraçadas. Não são inocentes. São uma distorção forjada por alguns para descontrar alguma frustração ou algum problema que eles próprios têm em pessoas inocentes.
Como caloura de psicologia, afirmo: isso é sinal de coisa muito mais séria. Desvio de caráter? Desvio de educação? Desvio de alguma coisa. Que precisa ser encontrada e curada. Mas além do apoio, é claro, deve haver alguma consequencia para o veterano problemático.
Entramos na faculdade para dar início às nossas vidas. Não pra acabar com elas. Em março começa minha temporada na outra faculdade; antes de entrar, vou rezar, fazer o sinal da cruz e torcer para no meu campus tudo acabar em tinta, não em sangue.
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O amargo sabor dos sapos
Engolir sapos foi uma coisa que me ensinei já faz um tempo. É um costume. Pra mim, sempre vale a pena engolir o sapo. Não que o sapo seja bom, não, ele não é. O sapo não é doce. Não tem gosto de chocolate, morango, laranja ou cereja. Não é salgado, nem tem gostinho de comida da mamãe. Se fosse pra definir um sabor para o sapo nosso de cada dia, diria que eles têm pinta de balinha extra-forte, aquela que é tão forte que você tem que cuspir fora quando ela começa a derreter.
E porque é bom engolir os sapos? Acho que porque, mesmo que eles tenham um gosto ruim, as consequências de não engolir têm um gosto pior ainda. Se o sapo é uma balinha extra-forte, a confusão que geralmente se origina do sapo cuspido tem cara e jeito de comida que você detesta. Não dá nem pra por na boca. E mesmo assim você tem que aturar, porque foi você que escolheu aquilo, ao cuspir o sapo-balinha-extra-forte. Qual o menor dos males?
Ah, sim, confesso que às vezes não consigo por o sapo pra dentro. Naqueles dias em que eu já estou bem azeda, sem nem um pingo de vontade de aturar balinha amarga pra cima de mim. E depois tenho que engolir as consequencias. Não é fácil. Me consolo sabendo que o melhor de coisa com cara e jeito de comida ruim é você saber que, uma hora, ela vai acabar e você pode comer alguma coisa boa por cima.
Mas não dá. Sempre me arrependo. E desejo ter tido o bom senso de não excluir o sapo do meu menu.
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