May the force be with you / Quadrinhos
Faz tempo que eu não falo em cinema aqui, mas recentemente fui fazer feliz o meu lado nerd (peraí, eu tenho algum lado não nerd pulsando aqui dentro do meu ser? Acho que não) e assistir Star Wars - The Clone Wars!O fato é que eu nem ia postar nada sobre esse filme, porque ele foi meio que uma decepção. Depois de achar que master Kenobi havia me deixado for good, eu esperava mais. Foi curto, o final foi imbecil, a guria com nome de condimento (Ahsoka? Açúcar??) era um pé, além de ter desaparecido sem deixar rastros no filme 3. Tava na cara que ela foi enfiada lá só pra agradar criança, quer dizer, é de se esperar que falassem que fim levou a padawan do futuro Darth Vader, né?
E [SPOILER!] o que foi aquele final, meu Deus? Tipo, perdi 98 minutos da minha vida só pra ver eles resgatarem uma bola fedida? Cadê as respostas que tinham prometido, o papo de que eles iam finalmente explicar de maneira decente como Anakin virou Darth Vader?[FIM DOS SPOILERS!]
Mas Gabriela de Deus, se você odiou tanto o filme, pra que perder seu tempo digitando pra nós que ele é uma perda de tempo?
Porque, meus caros, as cenas de Obi-Wan Kenobi e Asajj Ventress são simplesmente a seqüência com mais duplo sentido que eu já vi no cinema! XDD Quer dizer, fala sério!
"Aaah Mestre Kenobi... sempre atrás do Skywalker!" (ui!)
(Ventress tira a saia - ! - e joga em cima do nosso querido mestre Kenobi pra poder pegá-lo desprevenido com seus sabres de luz, sem sucesso)
"Vai ter que fazer melhor do que isso, minha querida" (ui!²)
(Luta, luta, luta. Ventress desarma o querido mestre Kenobi, jogando o seu sabre de luz longe. Querido mestre Kenobi, porém, pega o sabre de volta com seu phoderoso poder Jedi)
"Vamos continuar?" (triplo ui!)
E, para coroar...
(Não-tão-querido mestre Anakin, com sua padawan de nome de condimento dão a partida em uma banheira voadora para levar a bolinha fedida ao médico. Querido mestre Kenobi está lutando em uma ponte com Ventress quando solta a pérola)
"Aaah... Também sentiu? Anakin foi embora!"
Duas palavras pra você: Lá. Ele.
Isso é só um pedaço do filme, tem muitas mais frases de duplo sentido salpicadas pelo resto dos 98 minutos. Mas se quiserem dar mais risada, paguem o ingresso e vão assistir!
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E, já que eu tirei o post pra fazer resenhas e comentários, não custa nada falar de quadrinhos. Começando com um mangá que eu recém-comprei: Nana.
Não, eu nunca tinha lido, e decidi gastar meus preciosos R$ 10,90 num tiro no escuro, seduzida pela apelativa frase "o mangá shoujo mais vendido do mundo no momento". Embora eu já tivesse lido ParaKiss e até gostado da série (apesar de eu ter vendido os três primeiros volumes, ainda tenho o volume final, que é o melhor, na minha opinião. Ai Yazawa sabe terminar uma série, gostei muito do final de PK.)
E o que posso dizer? Acho que nunca gostei tanto de um shoujo assim na minha vida. A história é muito bem construída, as personalidades das personagens são absolutamente cativantes. Sem heroínas meigas e perfeitinhas. As duas Nanas são cheias de qualidades, mas de defeitos também. Sabe aqueles livros e séries que você vê a personagem e fala "Nossa, parece tanto com fulaninho(a)"? Nana é assim. As personagens são todas muito humanas.
A história em si não tem grandes lutas, vilões e reviravoltas mirabolantes... São pessoas normais, vivendo vidas normais e enfrentando os dissabores (também normais) do dia-a-dia. Como a primeira Nana, Nana Komatsu (gostei mais dela, não por nada), que se envolve com um homem casado. E a segunda Nana, Nana Oosaki, que luta para que sua banda dê certo. As duas seguem seus rumos, lutando contra decepções e seus próprios pontos negativos para alcançar a felicidade. Novelão? Talvez, mas com certeza um novelão muito, muito gostoso de se ler.
"Nana" tem periodicidade mensal, custa R$ 10,90 e é publicado pela JBC.
Pulando para outro título, comprei o primeiro (e o segundo) volume da Turma da Mônica Jovem. Eu gostaria de fazer uma análise detalhada, mas não tem mais o que dizer além de repetir tudo o que todo mundo já falou. É só procurar na comunidade oficial da Turma da Mônica no orkut, em sites de quadrinhos, no Google, na enciclopédia Barsa e você vai encontrar trocentas pessoas repetindo o rosário de críticas: história infantilizada, blablabla, páginas em preto e branco, blablabla, não é lido no sentido oriental, blablabla, mataram minha infância, blablabla.
Fora os otakus xiitas, que acharam o mangá "brasileiro" demais, e os fãs hardcores da TdM, que acharam o mangá "japonês" demais, algumas críticas têm sim fundamento.
A história é fraca? É. O roteiro é infantilizado? É. Os personagens poderiam ser mais aprofundados, tem coisas forçadas (MUITO forçadas)? Sim, tudo isso é verdade. E eu não tenho grandes esperanças pra o resto dessa saga das 4 dimensões também. Acho que foi imprudência da parte do MSP fazer uma história de 4 volumes sem saber a opinião do público - muita gente leu, não gostou, mas vai dar um voto de confiança pro segundo volume e não vai gostar de novo, porque ele foi feito antes do primeiro ser lançado e, portanto, sem o feedback do público. Nessa brincadeira, muitos leitores vão se perder.
Mas eu prefiro confiar no tio Mauricio. O volume dois (que saiu recentemente) apresentou algumas melhoras em relação ao primeiro; os traços já estão se ajeitando, vamos ver se na próxima história eles conseguem amadurecer o roteiro.
"Turma da Mônica Jovem" tem periodicidade mensal, custa R$ 6,40 e é publicado pela Panini Comics.
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Esse foi um post desengavetado. O coitadinho estava mofando na minha prateleira a séculos!
E, a propósito, muito obrigada pelos comentários do último post!
Daniela, Taylani e Emi (o seu em especial me fez ver toda essa situação por outro ângulo), agradeço de coração!
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