terça-feira, 30 de setembro de 2008

May the force be with you / Quadrinhos

Faz tempo que eu não falo em cinema aqui, mas recentemente fui fazer feliz o meu lado nerd (peraí, eu tenho algum lado não nerd pulsando aqui dentro do meu ser? Acho que não) e assistir Star Wars - The Clone Wars!

O fato é que eu nem ia postar nada sobre esse filme, porque ele foi meio que uma decepção. Depois de achar que master Kenobi havia me deixado for good, eu esperava mais. Foi curto, o final foi imbecil, a guria com nome de condimento (Ahsoka? Açúcar??) era um pé, além de ter desaparecido sem deixar rastros no filme 3. Tava na cara que ela foi enfiada lá só pra agradar criança, quer dizer, é de se esperar que falassem que fim levou a padawan do futuro Darth Vader, né?
E [SPOILER!] o que foi aquele final, meu Deus? Tipo, perdi 98 minutos da minha vida só pra ver eles resgatarem uma bola fedida? Cadê as respostas que tinham prometido, o papo de que eles iam finalmente explicar de maneira decente como Anakin virou Darth Vader?[FIM DOS SPOILERS!]

Mas Gabriela de Deus, se você odiou tanto o filme, pra que perder seu tempo digitando pra nós que ele é uma perda de tempo?

Porque, meus caros, as cenas de Obi-Wan Kenobi e Asajj Ventress são simplesmente a seqüência com mais duplo sentido que eu já vi no cinema! XDD Quer dizer, fala sério!

"Aaah Mestre Kenobi... sempre atrás do Skywalker!" (ui!)

(Ventress tira a saia - ! - e joga em cima do nosso querido mestre Kenobi pra poder pegá-lo desprevenido com seus sabres de luz, sem sucesso)

"Vai ter que fazer melhor do que isso, minha querida"
(ui!²)

(Luta, luta, luta. Ventress desarma o querido mestre Kenobi, jogando o seu sabre de luz longe. Querido mestre Kenobi, porém, pega o sabre de volta com seu phoderoso poder Jedi)

"Vamos continuar?"
(triplo ui!)

E, para coroar...

(Não-tão-querido mestre Anakin, com sua padawan de nome de condimento dão a partida em uma banheira voadora para levar a bolinha fedida ao médico. Querido mestre Kenobi está lutando em uma ponte com Ventress quando solta a pérola)

"Aaah... Também sentiu? Anakin foi embora!"


Duas palavras pra você: Lá. Ele.

Isso é só um pedaço do filme, tem muitas mais frases de duplo sentido salpicadas pelo resto dos 98 minutos. Mas se quiserem dar mais risada, paguem o ingresso e vão assistir!

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E, já que eu tirei o post pra fazer resenhas e comentários, não custa nada falar de quadrinhos. Começando com um mangá que eu recém-comprei: Nana.

Não, eu nunca tinha lido, e decidi gastar meus preciosos R$ 10,90 num tiro no escuro, seduzida pela apelativa frase "o mangá shoujo mais vendido do mundo no momento". Embora eu já tivesse lido ParaKiss e até gostado da série (apesar de eu ter vendido os três primeiros volumes, ainda tenho o volume final, que é o melhor, na minha opinião. Ai Yazawa sabe terminar uma série, gostei muito do final de PK.)

E o que posso dizer? Acho que nunca gostei tanto de um shoujo assim na minha vida. A história é muito bem construída, as personalidades das personagens são absolutamente cativantes. Sem heroínas meigas e perfeitinhas. As duas Nanas são cheias de qualidades, mas de defeitos também. Sabe aqueles livros e séries que você vê a personagem e fala "Nossa, parece tanto com fulaninho(a)"? Nana é assim. As personagens são todas muito humanas.

A história em si não tem grandes lutas, vilões e reviravoltas mirabolantes... São pessoas normais, vivendo vidas normais e enfrentando os dissabores (também normais) do dia-a-dia. Como a primeira Nana, Nana Komatsu (gostei mais dela, não por nada), que se envolve com um homem casado. E a segunda Nana, Nana Oosaki, que luta para que sua banda dê certo. As duas seguem seus rumos, lutando contra decepções e seus próprios pontos negativos para alcançar a felicidade. Novelão? Talvez, mas com certeza um novelão muito, muito gostoso de se ler.

"Nana" tem periodicidade mensal, custa R$ 10,90 e é publicado pela JBC.

Pulando para outro título, comprei o primeiro (e o segundo) volume da Turma da Mônica Jovem. Eu gostaria de fazer uma análise detalhada, mas não tem mais o que dizer além de repetir tudo o que todo mundo já falou. É só procurar na comunidade oficial da Turma da Mônica no orkut, em sites de quadrinhos, no Google, na enciclopédia Barsa e você vai encontrar trocentas pessoas repetindo o rosário de críticas: história infantilizada, blablabla, páginas em preto e branco, blablabla, não é lido no sentido oriental, blablabla, mataram minha infância, blablabla.
Fora os otakus xiitas, que acharam o mangá "brasileiro" demais, e os fãs hardcores da TdM, que acharam o mangá "japonês" demais, algumas críticas têm sim fundamento.

A história é fraca? É. O roteiro é infantilizado? É. Os personagens poderiam ser mais aprofundados, tem coisas forçadas (MUITO forçadas)? Sim, tudo isso é verdade. E eu não tenho grandes esperanças pra o resto dessa saga das 4 dimensões também. Acho que foi imprudência da parte do MSP fazer uma história de 4 volumes sem saber a opinião do público - muita gente leu, não gostou, mas vai dar um voto de confiança pro segundo volume e não vai gostar de novo, porque ele foi feito antes do primeiro ser lançado e, portanto, sem o feedback do público. Nessa brincadeira, muitos leitores vão se perder.

Mas eu prefiro confiar no tio Mauricio. O volume dois (que saiu recentemente) apresentou algumas melhoras em relação ao primeiro; os traços já estão se ajeitando, vamos ver se na próxima história eles conseguem amadurecer o roteiro.

"Turma da Mônica Jovem" tem periodicidade mensal, custa R$ 6,40 e é publicado pela Panini Comics.


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Esse foi um post desengavetado. O coitadinho estava mofando na minha prateleira a séculos!

E, a propósito, muito obrigada pelos comentários do último post!

Daniela, Taylani e Emi (o seu em especial me fez ver toda essa situação por outro ângulo), agradeço de coração!

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

OVNI, escola e outras conversas

Passei um mês fora, mas é porque minha nave-mãe me avisou que ia ter que me levar pra resolver umas coisas por uns tempos. Eu bem que tentei dar um telefone-casa, mas nem rolou. Aí tive que passar uma temporada lá nos anéis de Saturno (alta estação, um pavor, ainda por cima com essas conversas da Terra acabar, já viu né? Pra onde é que vai a minha missão se os cientistas transformarem o planeta num buraco negro?). Mas agora estou de volta, com fé, firme e forte.

Brincadeiras à parte, minha vida anda complicadinha. Com a UFBA se aproximando e sorrateiramente eclipsando todos os outros aspectos da minha vida, começo a, pelo que parece ser a primeira vez no ano, entrar ligeiramente em pânico.

Eu quero muito entrar na faculdade. Não gostaria de passar por nada do que eu estou passando esse ano de novo. Não quero ir fazer cursinho. É o que eu menos quero no momento. E, por mais que a concorrência do meu curso seja baixa, a minha inabilidade completa na área de exatas está começando a se tornar o grande calvário da minha existência.

Rabisquei bem uns três posts pra cá e acabei largando todos no meio; o sentimento de "merda, estou deixando o blog de lado" batia por cinco minutos e acabava sendo empurrado pra debaixo do tapete, até que cheguei ao ponto de não postar simplesmente por "não ter nada de bom pra dizer".

Eu queria ter coisas boas pra dizer. Queria poder falar que estou trabalhando, que estou desenhando, que estou pintando, que estou tentando vender minhas coisas. Mas não posso porque nada disso está acontecendo. Ao invés disso, tenho testes, provas, testes, banca, provas, ENEM, aulas à tarde, testes, provas e, às vezes, aula de desenho, onde eu estou fazendo desenho de observação - adivinha? - pra prova prática de segunda fase da UFBA.

Deus me perdoe, mas o inferno deve ser algo bem parecido com um 3º ano permanente. Nesse exato momento, minha cabeça está doendo pra chuchu, porque tive que enfiar nela, em duas horas, o assunto de mais ou menos três semanas de aula. Certo, pode ser irresponsabilidade minha sim, mas o fato é que eu não nasci pra vida acadêmica. Eu gosto de trabalhar, gosto mesmo. E, ainda assim, tenho que ficar presa a esse esquema inútil e idiota que é o nosso sistema educacional.

E, nesse meio tempo, arrumei tempo pra ficar gripada e pintar o cabelo de azul.

A cor nova do meu cabelo é um capítulo à parte. Pode parecer estranho eu escolher uma cor tão... pouco ortodoxa pra pintar, e muita gente me pergunta por quê. A resposta é simples, não existe nenhuma razão mirabolante: eu acho cabelo colorido bonito e pronto. Agora, a experiência de ir pras ruas e pra escola com uma cor dita louca na cabeça é papo pra outro post. Esse daqui já tá comprido demais.


Mudando totalmente de assunto, eu saí no Leia + da sessão "Tudo de Blog" da Capricho! Realmente eu não esperava sair!

...E eu sei que vai ter um espírito de porco que vai pensar "ah, foi só o link e não o texto todo, mas NÃO IMPORTA porque significa que meu texto é bom o bastante pra ser indicado pras leitoras da Capricho, é uma sensação muito legal, muito mesmo e eu estou super feliz! (:

E mais uma vez mudando totalmente de assunto, estou fazendo um layout novo pra cá.
Esse do Scooby-Doo já deu o que tinha que dar, tadinho, nem eu aguento mais olhar pra cara dele. O novo já está em fase de "templatização". Lá vou eu trabalhar com meu amiguinho HTML! (não se queixa, Gabriela, não se queixa, Gabriela, não se...)

Deixa eu ir trabalhar nele então, que eu ainda tenho que estudar hoje! >x<
Se ficar pronto rápido o que provavelmente não vai acontecer eu posto ele ainda hoje.


EDIT: Prontinho, fazer o layout foi mais rápido do que eu imaginava. No conteúdo, não mexi de maneira muito radical, só fiz retocar algumas coisas lá no perfil, tirar links antigos e colocar uns novos, essas coisas.

Gostei dessa versão XD A imagem é fofinha, mesmo minha mãe tendo me dito que as pernas da Mulher Maravilha estão muito gordas - a culpa é de quem desenhou e não minha, eu só fiz recolorir a imagem. Minha relação com a DC é estranha. Posso dizer que sou uma noob de quadrinhos americanos - não sei nada deles, não entendo, nem faço questão de correr atrás de todas as trezentas crises pra começar a entender. Ainda assim, eu futrico de ousada. Por quê? Ora porquê. Porque Superman/WonderWoman é um dos meus shippers, óbvio! (Eu preciso parar com essas coisas de fandom. Quando eu vicio em um, fico tão chata que nem eu me aguento)

No final, com tantas barras brancas, pode ter acabado meio poluído visualmente - especialmente pra galera que tem resolução grande no computador, mas eu prefiro fazer meus lays na velha resolução 800x600 mesmo (mesmo a minha sendo maior) porque assim eu não estupro a tela de quem ainda tem resolução pequena no computador. Sei que hoje em dia não é quase ninguém, mas de qualquer maneira acho um sacrifício muito menor lidar com o tile se repetindo ali do lado do que ficar rolando barra de rolagem pra conseguir ver o layout todo.

Espero que tenham gostado (: E espero que esse sobreviva por tanto tempo quanto o do Scooby-Doo...

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