domingo, 17 de agosto de 2008

Ca-shing!

Amizade se compra? Ora, é claro que se compra!
Amizade se compra com carinho, apoio, confiança. Se compra oferecendo o ombro pro seu amigo chorar e os ouvidos pra escutar os problemas. Se dedicando ao relacionamento, trabalhando para fazê-lo funcionar, às vezes controlando o orgulho para abrir mão de algumas coisas em prol do bem-estar do outro. Entendendo que seu amigo é humano, que tem defeitos e que pra você ser amigo de verdade tem que aceitá-lo como é, partes boas e ruins. Oferecendo o que você tem de melhor para fazer o seu amigo crescer como ser humano e aceitando o que ele lhe oferece pra você crescer também... Já que relacionamentos são, mais do que tudo, base para o crescimento mútuo.
Uma boa amizade custa mais do que uma grande cobertura, muito mais do que um carro de luxo. Requer tempo, muito tempo e paciência pra ser conquistada.

Você vai conseguindo aos poucos, em suaves - bem suaves - prestações.

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As engenharias

Ok, ok, negócio seguinte: não levo jeito nenhum pras engenharias. Elétrica, civil, mecânica... e social. Vou confessar que de vez em quando dá um calafrio só de pensar que eu vou ter que entrar no Orkut e responder aquele scrap que eu deixei em stand-by... há três dias. As pessoas ficam fulas comigo por causa disso. E não as culpo, mas eu sou assim! A verdade é que eu mal tenho saco e força de vontade pra responder os (lindos) comentários que eu recebo no meu blog, o que deve ser o principal motivo pra só um punhado de gatos pingados (muito queridos) acessarem isso aqui. Talvez o problema seja comigo e não com as outras pessoas. Talvez o problema seja com as outras pessoas e não comigo. Mas vai entender. Essa é só mais uma das minhas cismas com o mundo. As pessoas que rebem 20 scraps por segundo me assustam. As pessoas que recebem 100 comentários por post me assombram. As pessoas que passam cinco horas seguidas só visualizando perfil alheio, eu não entendo. É como as ciências exatas: acho lindo e intrigante ter quem seja bom nisso, mas eu não sou, que se há de fazer?
Pois é. As tais engenharias não são minha vocação mesmo, de jeito nenhum.

Por que eu você ainda usa o Orkut então!?, vocês me perguntam.
E eu respondo: comunidaaaaades! Adoro ficar entrando nos fóruns das comunidades, respondendo, conversando!
... Tá legal, eu não sou lá muito bem-sucedida nisso também, mas dá pra gastar um bom tempo se divertindo em discussões interessantes com gente que gosta das mesmas coisas que você.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Curriculum Vitae

Se eu estou procurando emprego? Não, não. por enquanto não
Essas são só aquelas coisas sobre mim que eu acho que as pessoas deviam saber... Mas ninguém nunca se dá ao trabalho de perguntar.

Eu sou viciada em abraços. Não saio abraçando compulsivamente os outros, claro, mas abraço o quanto posso quem eu posso abraçar.

Gosto de coisas que brilham no escuro. Meu teto é cheio de estrelinhas fosforescentes, e minha diversão maior antes de dormir era fechar o blackout da cortina, me deitar na cama e olhar pra cima. (ultimamente eu não faço mais isso, porque despenco na cama sem nem pensar em nada, mas de um jeito ou de outro é um hábito que eu quero retomar)

Adoro viuvinhas (insetinhos também conhecidos como soldadinhos). Volto andando pra casa, e na minha rua tem umas árvores que são cheias de viuvinhas. Uma das coisas que gosto de fazer é parar embaixo da árvore e olhar pra cima - elas não são muito altas - pra ver se encontro alguma viuvinha entre as folhas.
(Não sabe mesmo o que é uma viuvinha/soldadinho? Foto aqui.)

Também gosto de joaninhas, mas me chateio porque elas são muito mais difíceis de encontrar.

Manias tenho três: arrancar fios de cabelo rebeldes, tirar cílios caídos e apanhar pros outros coisas deles que caem no chão.

Sabores favoritos de sorvete são baunilha ou menta com chocolate, mas nunca os dois juntos. Sorvete com pedacinhos é muito bom (tipo pedacinhos de chocolate como naquele novo do Mc Donald's)

Duas coisas que eu acho sexy: cheiro de maçã madura (especialmente se a pessoa come arrancando os pedaços da maçã e fazendo aquele barulhinho) e chocolate amargo, especialmente com pedacinhos de avelã, amêndoa, essas coisas.

Aliás, eu adoro comidas com texturas interessantes. Como lula, que parece borracha, e aquelas coisas que fazem "ploc" na nossa boca quando a gente come, como os tais pedacinhos de sorvete e amendoim (inteiro, de preferência).

Por falar nisso, fico imaginando como seria a textura, a consistência de uma coisa só olhando pra ela, como aqueles amortecedores de tênis. Às vezes eu não resisto e peço à pessoa pra pegar no amortecedor, mas na maioria das vezes acabo me frustrando, porque imagino os amortecedores como coisas macias e eles são em geral muito duros.

Nunca fui tiete de nenhuma banda. Já gostei muito de várias músicas da mesma banda, mas nunca cheguei à adoração explícita.

Em compensação, tenho uma facilidade impressionante pra me apaixonar por personagens que não existem de verdade e projetar meus sonhos e frustrações em casais igualmente irreais. Eu sou absolutamente viciada em fandoms.

Minha memória é péssima para a maioria das coisas. Eu tenho uma tendência a esquecer tudo (ou quase tudo).

Rio sozinha com as bobagens que eu mesma invento, mas rio ainda mais se eu conto pra alguém e essa pessoa ri comigo.

Me prendo a todos esses pequenos detalhes da vida, que na maioria das vezes passam despercebidos para todas as pessoas normais.

E perco meu tempo escrevendo listas enormes que ninguém vai ler.


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Pronto, tirei o texto da obsessão do topo da página! Foi muito bom escrevê-lo, mas no final eu acabei não gostando muito do resultado e pá P:

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Algemas e facadas



É falar em "amor obsessivo" e certamente uma imagem padrão passa pela cabeça de todo mundo: "mulher mata marido e amante com 30 facadas!" e uma figura desgrenhada, com o rosto coberto de quadradinhos e algemas nos pulsos.

Sinto dizer, mas não é assim - pelo menos na minha humilde opinião. De fato, aposto que todos já viveram pelo menos um amor obsessivo. Eu já.

Minha história não terminou em facadas, socos ou tapas. Minha história, alguns podem dizer, sequer chegou acomeçar, uma vez que eu nunca realmente disse o que sentida para a pessoa que amei. Mas ainda assim eu sei dizer que foi uma obsessão.
Por quê? Não houve revoltas, brigas ou rejeições. Mas é simples: ele eclipsou e dominou todos os outros aspectos da minha vida. Meu humor oscilava de acordo com o que ele dizia ou fazia. Me fazia esquecer os estudos. Se eu sorria, era pra ele. Se eu acordava e me arrastava pra fora da cama com um sorriso, era pra ele. Tudo o que eu queria, tudo que eu almejava, era estar perto dele, olhar pra ele, falar com ele. Estar perto era só o que me importava.
Dá pra perceber que eu sou naturalmente obcecada. Dá pra perceber também que eu me contento com pouco.

O fato é que eu me deixei absorver com isso. Observar ele de longe, digo. Ele se tornou a razão dos meus dias. Eu o olhava de longe e ele não me notava, e aquilo me machucava. Eu me sentia mal, a dor chegava a ser física, eu comecei a me assustar comigo mesma. Até que algo aconteceu e eu finalmente caí na real: ainda que eu tentasse, ainda que eu me esforçasse, de nada adiantaria... E olha que eu não estava fazendo nenhuma das duas coisas, só sofrendo calada. E, antes de partir para as facadas, resolvi parar. Simplesmente decidi começar a lutar contra isso porque a verdade é uma só: você não escolhe quando, como e por quem vai se apaixonar, mas escolhe se vai deixar esse sentimento te dominar ou não.

Em resumo, um amor de obsessão não é só aquele em que você faz o outro sofrer, mas sim aquele que te envolve a ponto de TE fazer sofrer. E a maior violência que você pode cometer é contra você mesma.

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Post épico em tamanho, mas já que é pro site, não tem problema, né?

... Né?

E imagino que agora algumas coisas fazem muito sentido pra vocês. Como disseram lá na comunidade do TDB, desabafar em rede nacional faz um bem danado! Px

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