Tsahaylu
Eu pelo menos nunca paro pra pensar sobre isso - até porque nunca se sabe como é realmente a vida de outra pessoa, é ou não é? - mas escolher alguém pra viver um dia da sua vida ou alguém pra você "ser" é estranho.
Se eu pudesse ter alguém no meu corpo, provavelmente seria alguém que eu conheço. Pra pessoa poder realmente sentir como são as coisas do meu ponto de vista. E me entender melhor. Acho que, se fosse ao contrário, também faria isso. Afinal, se todo mundo tentasse se compreender e ver através dos olhos do outro, o mundo todo seria muito melhor, né? Ainda sou da opinião que respeito é a chave pra tudo.
Mas também não acharia nada mal ser a Zoe Saldana. Especificamente num dia particular de gravação de Star Trek. Pra tirar casquinha do Zachary Quinto, admito.
Eywa hayawnu oe!*
*
Eywa me proteja!(Sim, o título do post e isso aí em cima estão em Na'Vi! Eu sou muito nerd.
Provavelmente está errado, usei ESSE SITE como guia, mas ele ainda está bastante incompleto; não é como aprender klingon ou vulcano. Fazer o quê, eu adoro essas línguas artificiais!)Marcadores: tudo de blog
A vida vem e vai
É fato: quando chegam as férias eu perco noção total do tempo.
Já é Natal? Já passou o ano-novo? Já estamos no meio de Janeiro? Que dia é hoje, pelo amor de Deus?
E eis que chegou 2010 e eu nem lembrei que isso aqui existia. Isso é bom? Isso é ruim? Não sei dizer. A falta do que blogar me incomoda e, como eu disse, me sinto engessada. Ainda estou resolvendo o que vai ser disso aqui, se é que vai ser alguma coisa.
Por enquanto, visitem o meu novo projeto, por favor:
CLICA AQUI, BROUE, se gostarem, repassem para seus amigos. Please? ;)
Até breve!
Marcadores: dia-a-dia
Pequenos milagres natalinos
Muito prazer, eu sou um duende.
Meu trabalho é muito menos glamouroso do que possa parecer. Nosso escritório tem paredes lisas, sem enfeites e sequer são coloridas. Aqui não neva, nossas mesas são de fórmica, o ambiente de trabalho não tem cheirinho de biscoito, não topamos com renas e nem com máquinas mirabolantes que fabricam brinquedos de modo misterioso.
Nós sentamos em frente aos nossos computadores, machucando as mãos ao retirar e colocar grampos, manejando tesouras com o máximo de maestria - e o mínimo de dano às cartinhas - possível, lidando com excesso de cola, cartas repetidas, pedidos absurdos e outros probleminhas que permeiam o nosso incansável trabalho de duende.
Uma vez por ano nos reunimos. Uma vez por ano labutamos incansavelmente, lendo cartinha atrás de cartinha, digitando, marcando, cortando, colando.
Você pode se perguntar porquê.
"Por que raios vocês se dão a esse trabalho?" Você dirá.
"Se tudo o que você está dizendo é verdade, não tem graça nenhuma em trabalhar de duende."E, se você olhar por esse ângulo, estará certo. De fato, ser duende acarreta mil e uma complicações.
É um trabalho duro mas, felizmente, também é um trabalho cheio de gratificações.
Somos nós que, em primeira mão, acompanhamos os desejos de milhares de crianças.
Crianças que, uma vez por ano, ousam sonhar; crianças que nos contam suas pequenas vidas, tantas vezes cheias de dificuldades, tristezas e ressentimentos, falam de suas esperanças para o futuro e de agradecem pelas coisas boas do passado, falam das suas vidas, das suas escolas e dos seus familiares, que tantas vezes sequer têm como oferecer-lhes o que comer.
Nós que muitas vezes rimos - e outras tantas também choramos - fazendo nosso trabalho, tão desgastante, para dar a essas criancinhas uma chance de achar o seu Papai Noel. Esse Papai Noel de certo não usará uma pesada roupa vermelha, não necessariamente será gordo, idoso ou terá barba branca. Mas ainda assim será especial e tentará, à sua maneira, propagar a magia do Natal dentro das possibilidades que esse nosso dia-a-dia, tão sem graça, oferece.
O Natal pode ser uma época cheia de milagres. Mas, sem dúvida, o maior milagre do Natal é o fato de que nós, pessoas tão comuns, tão cheias de falhas, podemos fazer o milagre acontecer.
A felicidade depende apenas de nós.
Seja de mim, duende, que voluntariamente despendeu um pouco do seu tempo pra ler com carinho os desejos de uma criança, seja você, Papai Noel, que decidiu abrir seu coração pra história de uma dessas crianças e tentou fazê-la feliz.
Nesse Natal, pense um pouco sobre isso.
Muito prazer, eu sou um duende. Nunca vi neve, nunca vi uma rena e meu trabalho certamente não é nada do que você imaginou.
Mas eu fiz dezenas de crianças felizes. E isso basta para me fazer sorrir.
Feliz Natal a todos.
Marcadores: datas comemorativas
Geek Shopping
Com licença, com licença, mas eu vou nerdar aqui hoje, oká?

Olha o que eu achei de R$30,00 por DEZ REAIS hoje na loja de brinqueeeedos?? *-*Hoje fui no shopping com minha tia e meu priminho, trocar um presente de aniversário dele antes que começasse o furdunço de fim de ano e pá.
Entramos na Ri Happy
(nome mais brega de loja de brinquedos ever) e lá estamos nós, correndo pra cima e pra baixo, vistoriando a sessão de jogos de tabuleiro, revirando a loja pra achar o brinquedo para trocar... Quanto titia fala "Olha, Gabi, bonequinhos de Star Wars".
Eu fui curiar, né, nerd que eu sou. Tinha váárias coisas se Star Wars, sabre de luz e tal, fiz batalhazinha de sabre de luz com meu priminho e tudo. Enfim, como acredito que o povo da organização das lojas acha que porque tem "Star" no nome é a mesma coisa, do lado estavam logo os bonequinhos de ST.
E, vou te contar, o filme não fazer sucesso derrubou o preço dos bichinhos.
Tinha um Spock grandão, uns 25 cm se meu olhômetro não me falha, de R$ 199 por R$ 99. Realista e bonitão, todo detalhado, cara. ;__;
Tinha também o comunicador e o tricorder... Mas o que me deixou BABANDO mesmo foi o phaser. Cosplayer PRECISA de um troço daqueles, and I mean it! Os outros dois são meio mêa-boca Paraguai feelings, mas o phaser é bem decente. O plástico é legal, a escala não é zoada do tipo "só criança pode usar sem ficar bizarro" e ele vira a ponta pra alternar entre os modos "stunn" e "kill" 8DDD Pena que os gadgets não estavam na promoção - e eu provavelmente não poderia pagar por eles mesmo que estivessem.

"Live long and Prosper, companheiros de estante." "Peace and Long Life, novato." "Shhh-hhhrrr"Aí eu estou lá, olhando os bonequinhos e pá, no maior astral tipo "Olha que fofo, tem a sala de teletransporte e a ponte de comando" quando encontro uns bonequinhos do Chekov, com a roupinha vermelhinha de cadete. Olhando com mais atenção para a etiqueta, vejo "De R$29,99 por R$9,99".
R$ 9,99.
R$ 9,99.
Coros de aleluia ressoaram nos meus ouvidos nesse momento, sem brincadeira.
Aí, claro que a próxima coisa que me passou pela cabeça, conhecendo minha sorte e tudo é "Putz, aqui só vai ter chara tipo o Nero, o Chekov e o Sulu. Spock e Kirk vão ser os primeiros a vazar".
Aí tiro o primeiro Chekov, vem outro Chekov, tiro esse segundo e... SPOCK.
SPOCK.
BONEQUINHO DO SPOCK POR DEZ PILAS.
Naquela hora, juro que não me importei com o tamanho do mico. Catei o bichinho e comprei mesmo. E ainda deixei um McCoy com roupinha de cadete lá na loja. (Os outros dois eram, como previsto, Sulu e Chekov)
Por sinal, no site só o Chekov tá por esse preço,
CONFIRÃO.
E, vou te contar: muito mais válido que os bonequinhos do Burger King, com o cabeção desproporcional, e as surpresinhas FAIL³³ de Avatar do McLanche Feliz desse mês. Os Na'Vi tem um design tão legal, super estilosos com aquela pegada Smurf misturado com Thundercat (como bem o Judão - ou o Jovem Nerd, agora não lembro - definiu), e o McDonalds conseguiu AHAZAR os bichos. Ficou bizarrão, MESMO.
Meu SpoSpo é muito mais gracinha e pelo menos uns 4 mangos mais barato. Ainda veio com base de apoio que dá pra usar como insígnia da Starfleet, cintinho, arminha e uma mãozinha pra trocar a mão do Live Long and Prosper. :'DDD

"Diário de bordo, data estelar 2009.340. Durante uma exploração do novo ambiente ao qual fui sumariamente introduzido, encontrei esta criatura pouco usual. Ela chama atenção pela falta de proporções anatômicas. O que seria este curioso animal?"Massa foi o comentário de
minha amiga quando contei isso pra ela.
- Nossa, Bee... Que orgulho, você está virando uma geek adulta!
Hihihihi. :B
Agora só falta o livro "Crime em Vulcano", a HQ que saiu no Brasil e a camiseta Spock for President, e minha vida estará um pouco mais completa.
Marcadores: dia-a-dia, nerdices
Só respeito
Sinceramente, se visse algum dos meus famosos favoritos na rua, não daria piti.
Acho que até pelo fato da maioria dos famosos que eu gosto serem senhores de idade... Quer dizer, não pegaria nada bem gritar e se descabelar pelo Leonard Nimoy, o eterno Sr. Spock, ou pelo Mauricio de Sousa no meio da rua.
E mesmo que pegasse, eu não faria isso. Provavelmente olharia, claro, e talvez depois me perguntasse "eu VI mesmo quem eu ACHO que eu vi??", no máximo do máximo pediria um autógrafo, se eu conseguisse reunir coragem pra tanto. Assédio de personalidades, na minha opinião, não é muito legal. São pessoas que eu respeito e que eu admiro, que fazem trabalhos interessantes e têm talento - tirar o sossego delas não me parece muito educado, nem uma forma interessante de retribuir.
Tem gente que gosta? Tem. Se eles são desse tipo de pessoa? Eu não pagaria o mico pra descobrir.
Marcadores: tudo de blog
Além do arco-íris
Venho acompanhando esse caso do personagem gay da Turma da Mônica desde pouco antes de estourar na mídia. Em um tópico na comunidade do Orkut, discutiram o problema de todos os ângulos possíveis e imagináveis, inclusive os preconceituosos, fundamentalistas, sem embasamento e etc.
Enquanto penso que o pessoal está fazendo a maior tempestade antes de ler realmente o que foi feito - porque muita gente fala sem sequer saber o contexto em que o personagem foi inserido e, vou te contar, uma criança que não saiba o que é homossexualidade no máximo vai ficar intrigada e pular pra próxima história - eu me pergunto por que trazer um gay pra Turma da Mônica é tão ofensivo. Como bem trouxeram na já citada discussão, por que não falaram quando foram criados Luca, o garoto cadeirante, e Glorinha, a menina cega? Os três fazem parte de minorias que lutam para serem incluídas na sociedade, então por que uma luta é mais válida do que a outra?
Alguns falaram que não é adequado discutir algo assim com crianças pequenas. Mas, pra ser sincera, se não for a revistinha, será qualquer outro meio da mídia que abrirá a questão: novelas, programas de auditório, internet. A informação hoje é muito mais acessível, e não seria muito melhor entrar em contato com o debate de forma saudável?
Claro que a responsabilidade não devia ser só da mídia - os pais deveriam dialogar com seus filhos. Mas se isso acontecesse, nem estaríamos tendo essa discussão; isso não seria mais um problema. Diálogo é a chave pra tudo isso. O problema é que a família se exime do seu papel de educar - depois culpa a escola, a tv, os quadrinhos.
Por fim, quero dizer que idolatro Mauricio de Sousa. O homem é um gênio e fez pelos quadrinhos brasileiros coisa que ninguém nunca, jamais fez. Ele é genuinamente preocupado com as crianças e reconhece o papel que elas têm na formação da sociedade. Seu trabalho sempre busca instruir e educar, a ponto de até irritar alguns dos fãs mais velhos. E ele conseguir fazer tudo isso ao mesmo tempo que diverte do bebê ao vovô é no mínimo louvável. Ele nunca trataria a questão de maneira inapropriada ou ofensiva pra alguém. Porque não existe nenhuma ofensa, de fato, em se gostar de alguém do mesmo sexo.
A maldade está nos olhos de quem vê.
Marcadores: tudo de blog
Ei, ei, ei
Parece que a idéia da Sexta Nerd não funcionou, não?
Tsc. Eu sou uma vergonha como blogueira.
(Se isso serve como desculpa, na sexta retrasada eu tava tão gripada que eu não conseguia pensar em nada. Na sexta passada... Eu estava saudável e não conseguia pensar em nada. Sorry)Pois é, Dreamer Bee, pois é... As coisas estão complicadas.
Falta de tempo, falta de saco, e, principalmente... falta de assunto.
Sei lá. Eu simplesmente não sou o tipo de pessoa que bloga sobre "coisas sérias" e não tenho feito nada "não sério" ultimamente digno de nota. Não tenho tido tempo pra ir ao cinema, não tenho lido livros que não tenham a ver com a faculdade, jogar videogame é só às vezes mesmo...
E também não estou com necessidade de escrever aqueles posts chatos e profundos, ou pelo menos não algo remotamente publicável na internet.
Então peço paciência e que lidem com a falta de notícias por enquanto.
Marcadores: blog, dia-a-dia